Brasilplast 2011 – Sopradoras – Máquinas arrojadas brigam por espaço

Os modelos de equipamentos para sopro convencional ainda persistem na maior parte do parque industrial brasileiro de transformação e, por conta desse perfil, eles predominaram na exposição do Anhembi. Mesmo assim, sopradoras mais arrojadas, de grande porte, e tecnologias diferenciadas, como injeção/sopro e coextrusão, também ressaltaram seus dotes.

Entre os fabricantes nacionais, a Multi Pack Plas, predisposta a brigar com gigantes do mercado internacional, sobressaiu no evento. Entre os expositores da área de sopro, os comentários davam mão à palmatória e admitiam que essa concorrente faria diferença no mercado. Para dar uma referência, uma das maiores produtoras de embalagens sopradas do mercado, a Sinimplast, possui diversas sopradoras da marca para frascos coextrudados.

O principal foco da fabricante de máquinas são as construções de maior porte. “Nessa faixa, brigamos com as importadas europeias”, compara o diretor comercial Ulisses Fonseca. A principal diferença nesses equipamentos, hoje, refere-se ao curso de deslocamento, diz ele, que credita à sua Autoblow 1000 a classificação de maior máquina nesse quesito feita no país. “Tem 1.100 mm de curso, com 30 toneladas de força de fechamento”, informa.

Plástico Moderno, Ulisses Fonseca, Diretor comercial, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

Por questões relacionadas ao espaço da feira, ele, porém, optou por expor equipamento de menor porte. “A ideia é abrir maior leque de clientes”, disse. Mesmo essas máquinas menores visam um nicho diferenciado de mercado, onde concorrem as linhas top da Pavan e da Romi, na opinião dele.

As sopradoras da Multipack Plus se diferenciam na sua forma construtiva. A estrutura é monobloco, o que se traduz em maior rigidez – sinônimo de maior qualidade nos frascos.

Plástico Moderno, Hans P. Lüters, Diretor da Kal, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço
Lüters: garantia de 98% de produtividade

O sistema de fechamento, patenteado, combina alavancas contrapostas com colunas de apoio livre nas extremidades. Vantagem, segundo Fonseca: tem sempre a força de fechamento total aplicada no centro da placa. Outra característica interessante fica por conta da operação em cima de guias lineares, apoiadas em barramento. Esse sistema elimina problemas de empenamento dos carros em balanço apoiados em tirantes e perda de força de fechamento. Mais um diferencial: não possuem tranca-carro, a calibração é biapoiada na estrutura da máquina. São equipamentos totalmente automatizados, com retirada de rebarba e saída orientada. O comando pode ser CLP ou PC industrial de ambiente Windows.

Atualmente, a empresa fabrica entre 35 e 40 máquinas de grande porte por ano, nas estimativas de Fonseca. Seus planos contemplam lançar ainda neste ano uma sopradora totalmente elétrica, fruto de parceria firmada com a Moog, em contrato exclusivo por três anos para fornecimento dos atuadores, peças que substituem os cilindros hidráulicos. Os benefícios se assemelham aos das injetoras elétricas: economia de energia elétrica e limpeza.

Tecnologia ainda pouco difundida no país, a injeção-sopro podia ser conferida no estande da Kal Internacional, representante das sopradoras da Jomar, dos Estados Unidos. “São equipamentos que atingem até 98% de produtividade, ou seja, operam 98% do tempo”, prometeu o diretor da Kal, Hans P. Lüters. Ele aproveitou a feira para divulgar toda a linha da fabricante americana, que abrange máquinas para volumes desde 1,0 ml até dois litros.

Segundo Lüters, a tecnologia de injeção-sopro permite processar diversas resinas, entre as quais PE, PP, PET e PVC. “Assegura tolerâncias mínimas e frascos bem-acabados”, ressaltou. Os principais nichos de atuação da Jomar são as embalagens direcionadas às indústrias farmacêuticas e de cosméticos.

O processo de injeção-sopro consiste, numa primeira etapa, na moldagem em uma estação de injeção de uma pré-forma, que, ainda quente, segue para a estação de sopro, onde toma sua forma no molde final. Em contrapartida ao custo mais elevado, por conta da necessidade de um molde de injeção e outro de sopro, entre outros componentes requeridos, o processo oferece vantagens como maior precisão no gargalo e isenção de rebarbas, excelente controle de espessura de parede, por conta do design da pré-forma, e do peso da peça, pelo controle de volume na injeção. Com a mesma espessura de parede, a biorientação confere ao produto maior resistência mecânica e ao stress cracking, menor impermeabilidade a gases e brilho superior.

O diretor da Kal buscava com a sua participação na feira prospectar novos mercados e clientes, bem como encontrar os já usuários de seus equipamentos. “A Brasilplast se mostrou novamente muito importante para o setor e para nós, com muitos projetos e boas expectativas de novos negócios. Fizemos duas vendas de máquinas Jomar, esperamos nos próximos dias pelo menos dois ou três outros contatos, e ainda outros projetos novos e uma dúzia de contatos novos”, comemorou Lüters.

O gerente geral da HDB Representações, Luís Antonio Pavezzi, também compartilhava a intenção de divulgar a tecnologia de injeção-sopro, disponível no estande da empresa nos modelos da série Exacta. A marca, registrada pela HDB, refere-se a equipamentos terceirizados, fabricados por um parceiro chinês sob a assessoria da engenharia da HDB. A linha é ofertada em quatro modelos com forças de fechamento de 30, 45 e 60 toneladas para resinas como PP, PE, PS e outras, e ainda 45 t para PET. De acordo com o modelo, sopram frascos desde 2 ml até 500 ml.

Plástico Moderno, Luís Antonio Pavezzi, Gerente geral da HDB Representações, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço
Engenharia de Pavezzi assessora fabricante chinês

“O processo é limpo, livre de rebarbas, e o sistema de injeção preciso, por conta do canhão horizontal”, ressaltou o gerente geral. Ele realça ainda o fato de os equipamentos atenderem às normas brasileiras de segurança NR12 e contarem com a disponibilidade de peças de reposição no mercado nacional. Pavezzi diferencia a HDB da concorrência pelo pacote que oferece. Seu cardápio inclui a oferta de moldes, ou, ainda, sistemas completos, abrangendo máquina, molde e termorreguladores.

Quanto aos negócios por conta da feira, a diretora e sócia Daisy Buschle só tem motivos para comemorar: “Podemos dizer que este foi um dos melhores resultados obtidos por nossa empresa no evento Brasilplast. Estamos com diversos projetos que foram iniciados na exposição em andamento e também concluímos vendas de negócios começados no evento.”

Presente de aniversário – Considerada a mais tradicional fabricante de sopradoras brasileira, a Pavan Zanetti soprou as velinhas de seus 45 anos de atividade, completos em maio. A comemoração na feira envolveu, além do lançamento de máquinas, a comunicação ao mercado da conclusão de sua nova sede, às margens da rodovia Anhanguera, em Americana-SP. A área construída de 13.200 m² insere 10 mil m² de área produtiva. O aporte deve chegar a R$ 15 milhões até a inauguração.

O projeto reserva ainda a possibilidade de expansão das linhas de produção e o diretor de marketing, Newton Zanetti, já idealiza esse cenário em um futuro próximo, com planos de aquisição de novas máquinas operatrizes. Ele planeja a mudança para a nova sede ainda neste ano. Esse foi um dos focos de divulgação na feira.

Plástico Moderno, Newton Zanetti, Diretor de marketing, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

O clima de comemoração ainda se estendeu ao lançamento de um modelo de sopradora de acumulação incluída na série HPZ. Trata-se do modelo HPZ 300, destinado à produção de peças técnicas, bombonas, autopeças e outras, que sopra entre 20 e 50 litros, dependendo da peça moldada, e é considerado por Zanetti de alta versatilidade. Entre os principais atributos da máquina, ele ressalta a capacidade do porta-moldes, com espaço físico maior, com permissão para o uso de moldes mais complexos; e ainda recurso para troca de ferramental. “Com esse dispositivo o cabeçote faz uma translação e possibilita a troca da trefila macho/fêmea e do molde com facilidade e rapidez”, relatou.

A comemoração chegou ao mercado de PET, com o lançamento da sopradora de pré-formas modelo PETMatic 3C/2L (de três cavidades e até dois litros), dotado de alimentação automática de pré-formas, com eixos giratórios deslizantes, sinônimo de orientações precisas e estabilidade; e sistemas de aquecimento de pré-formas por seções verticais, o que facilita a regulagem da temperatura e a distribuição uniforme de calor. O sistema de fechamento da unidade porta-molde é acionado por cilindro pneumático, com braçagens de cinco pontos, características responsáveis por oferecer alta velocidade e grande força de fechamento. Para dar uma ideia de sua produtividade, o equipamento molda até 3 mil peças de mil ml por hora. “Já está disponível no mercado, mas é a sua primeira apresentação na Brasilplast”, informou o diretor. O sistema automático de retiradas dos frascos inclui garras com acionamento pneumático e amortecimento. Como opção, pode agregar esteiras transportadoras para direcionamento a estágios posteriores.

O modelo BMT5.6S/H da série Bimatic também foi agregado à exposição. O equipamento objetivava demonstrar sopro em cabeçote triplo. A sopradora produzia, em parceria com a Braskem, embalagens de polipropileno clarificado com aditivo da Milliken. A BMT5.6S/H opera com uma estação de sopro e molda até 5 litros. Com cabeçote triplo comporta até 1,5 litro.

Com design e sistema de fechamento das placas porta-moldes novos, a máquina aceita mais cavidades por moldes, opera com alta produtividade e economiza até 30% de energia elétrica. Ainda possui bombas duplas de alta pressão no fechamento e hidráulica com sistema regenerativo para maior velocidade. A propósito, a velocidade de fechamento é controlada por válvula proporcional, o que assegura uma soldagem perfeita. Também conta com função sobe cabeçote para corte da mangueira extrudada.

A série Bimatic pode sair da fábrica com a inclusão de acessórios especiais como extrusoras auxiliares e cabeçotes para coextrusão em até três camadas, o que permite usar resina reciclada na camada central ou ainda executar outras composições; miniextrusoras auxiliares e cabeçotes para a fabricação de linhas visoras de nível em frascos (até três cavidades de moldes); manipuladores automáticos para auxílio de saídas laterais para produções em cabeçotes de múltiplas saídas; e ainda adaptação de sopro inferior para aplicações especiais.

Uma injetora completava a exposição no estande da Pavan Zanetti, que criou o lema “domínio da transformação do plástico” para abranger todos os equipamentos de sua apresentação, envolvendo sopro de extrusão contínua, por acumulação, de pré-formas de PET e a injetora. Havia, ainda, mais máquinas da marca espalhadas pela feira. Outra injetora colocada no estande da Qualicad, com moldes desta, produzia 32 pré-formas, em ciclos de 16 segundos. No espaço Recicla, projetado para demonstrar ao público opção de reciclagem do plástico, uma BMT3.6S soprava embalagens para água sanitária de mil ml. Outra BMT, modelo 5.6D/H, equipada com dois moldes quádruplos de mil ml demonstrava o comando CLP Beckhoff, uma nova geração de controlador que permite acesso a distância para atualização de programas da máquina via intranet ou internet.

Para Newton Zanetti, a feira foi bem movimentada e gerou um número de negócios interessante. Ele estimou em cerca de um mês de produção a quantidade de máquinas de sopro vendidas na exposição. “Foi bom. Boa feira, bons negócios, mas esteve aquém das melhores feiras; sentimos um decréscimo na procura”, avaliou. De qualquer modo, ele acalenta boas perspectivas para tentar fechar negócios gerados durante o evento.

Solução completa – A Romi colocou em operação o ciclo fechado de produção de frascos de PET e aproveitou para lançar a sopradora Romi PET 425. A célula produtiva abrangia desde a entrada do granulado até a garrafa fechada: injeção das pré-formas, sopro da garrafa e injeção da tampa. Ainda ocupou o espaço com equipamento convencional de linha com um sistema completo de testes de vedação da peça soprada.

O novo modelo de sopradora para PET inclui automação total, desde a alimentação, transporte das pré-formas, até a retirada dos frascos para a linha de envase e armazenamento. De acordo com o diretor de comercialização de máquinas, Hermes Alberto Lago Filho, a máquina chega a produzir até 5 mil frascos de 500 ml por hora, sinônimo de altos níveis de produtividade. Mas a capacidade volumétrica do equipamento é maior: chega até 2,5 litros. Segundo ele, trata-se de um equipamento destinado a produções de maior escala.

Projetada para moldes de quatro cavidades, a PET 425 incorpora acionamentos pneumáticos e elétricos. Por conta da não utilização de componentes hidráulicos, evita contaminação. Por essa razão, é ideal para operar em ambientes limpos e para a produção de embalagens de bebidas, alimentos e cosméticos.

Plástico Moderno, Hermes Alberto Lago Filho, Diretor de comercialização de máquinas, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

Um modelo de sopro de PET de linha, uma PET 230 automática, compunha o ciclo completo de produção dos frascos. O diretor explicou que a opção por exibir todo um conjunto em operação tinha por objetivo focar os negócios em células produtivas e destacar que a empresa detém o controle de todo o processo produtivo de suas máquinas, desde o desenvolvimento do projeto até o serviço de pós-vendas.

A máquina soprava as pré-formas advindas diretamente de uma injetora Primax 220H PET. Para dar uma estimativa da sua produtividade, chegava a moldar 2.500 frascos de 500 ml para água mineral por hora. O equipamento permite moldes de duas cavidades de até três litros cada.

Os visitantes ainda puderam conferir um exemplo de sopro convencional por extrusão contínua retratado no modelo Compacta 5TS versão 2.0. Trata-se de uma linha equipada com unidade hidráulica, acumulador de pressão e válvulas proporcionais nos movimentos de transferência e fechamento do molde. Seu projeto permite a inserção de até dez cabeçotes e produção de embalagens até 10 litros, respeitando os limites de abertura das placas. Ainda possibilita o uso de sistema de view stripe (visor de nível). Durante a exposição, a máquina produziu em torno de 400 frascos de 5 litros por hora, em processo totalmente automatizado.

Com sede instalada em Blumenau-SC, a Pintarelli ofertava solução completa em sopro: máquina e periféricos. Escolheu para a exposição um modelo de configuração com a maior aceitação no mercado: uma Sopratica 3.600 S, mesa simples e cinco cavidades, com 80 mm entre centros. O equipamento produzia frascos monocamadas para iogurte.

Plástico Moderno, Sergio Pintarelli, Diretor industrial, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

O diretor industrial Sergio Pintarelli enfatizava o acionamento direto da rosca por motorredutor, substituto ao sistema de correia e polia, como característica especial do modelo. Dotado de rosca de 50 mm de diâmetro e capacidade de extrusão de 54 kg/h de PEAD, comporta produção da ordem de 1.800 frascos por hora.

O estande compartilhava os periféricos da empresa do grupo Blufer Tecnoplast, ofertando solução completa para a produção de peças sopradas. Por conta dessa estratégia, o diretor registrou um bom volume de consultas e perspectivas de fechar negócios em curto prazo. Segundo ele estimou, só em periféricos, as vendas realizadas representam uma carteira para os próximos quatro ou cinco meses de produção.

Mais do que fazer negócios, a presença na Brasilplast ao longo de anos – esta foi a sua sétima participação – sempre representou para Pintarelli a oportunidade de um encontro com os clientes, considerados parceiros e amigos. “A cada participação nós sentimos um crescimento nos laços com os nossos clientes e um aprofundamento nas relações pessoais e comerciais”, definiu.

Sopro asiático – A oferta de máquinas no estande da Meggaplástico era ampla. Sua área de sopradoras reservava espaço particular para o lançamento de um modelo direcionado ao processo convencional (atua também com sopro de PET), produzido por sua parceira Invex, com fábrica na China, dona de equipamentos que abrangem volumes de 50 ml até 3.000 litros.

A nova máquina, a HFBA 75 R, um modelo de mesa dupla, comporta cabeçotes sêxtuplos e traz integrado um controlador de parison de 100 pontos. Toda automatizada, com retirada de rebarbas e peças, sopra até 5 litros. Possui inversor de frequência Fuji, sistema de plataforma com ajuste de altura, válvulas proporcionais de vazão e pressão para os movimentos dos moldes e da mesa, além de transdutores de posições para monitoramento das posições da abertura do molde e deslocamento da mesa. O gerente comercial da empresa, Marcelo Pruaño, enfatiza que a máquina atende às normas de segurança, com certificações europeias, e ressalta a origem de marcas internacionais renomadas para todos os seus componentes.

Plástico Moderno, Marcelo Prüano, Gerente comercial da Meggaplástico, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

Em coro com os outros expositores, ele também comemora os excelentes resultados da exposição. Pruaño definiu a sua participação como um sucesso, tanto no que diz respeito ao relacionamento com os atuais clientes como também por conta da prospecção de novos e das vendas de máquinas na feira. “Os resultados obtidos em sopradoras convencionais foram bem superiores às nossas expectativas e aos anos anteriores”, disse. Na opinião dele, o sucesso se refletiu no fato de a empresa oferecer equipamentos que atendem a todas as necessidades que o mercado exige.

Outro equipamento proveniente de terras asiáticas era ofertado pela FCS, representante da Kai Mei, de Taiwan. O estande exibia modelo de mesa simples para sopro até cinco litros, mas a fabricante oferece sopro por extrusão contínua até 20 litros; por acumulação, até 220 litros; e ainda inclui opções para multicamadas.

Plástico Moderno, Oswaldo Cruz, Assessor técnico em sopro, Brasilplast 2011 - Sopradoras - Máquinas arrojadas brigam por espaço

Entre os diferenciais dos equipamentos, o assessor técnico em sopro, Oswaldo Cruz, destacou o sistema de transporte com guia linear e o uso de válvula proporcional no transporte e no fechamento. “A FCS optou por expor esse modelo para demonstrar a robustez do equipamento e a sua facilidade de manutenção”, disse. A máquina exibida era toda automatizada, com diversos opcionais incorporados, como programador de parison Moog (de 30 ou 100 pontos), sistema de pós-resfriamento, rebarbação, robô de extração de peça e dispositivo testador de microfuros.

De volta à cena – Disposta a comprovar que permanece na ativa, ainda firme e forte, fabricando máquinas no país, a Bekum conseguiu um espaço de última hora e compareceu à Brasilplast. “O grupo todo se reestruturou e a filial brasileira continua produzindo em novas instalações em São Paulo”, declarou o vendedor técnico Anselmo Rocha Melloni. Segundo ele, no ano passado, a empresa construiu, em média, duas máquinas por mês. As projeções dele para este ano são de totalizar vinte máquinas, com maior foco sobre a BM 704 de dupla mesa, toda automatizada e de alta produtividade, para sopro até dez litros.

Ele ressaltou que a empresa até exportou máquinas para a Alemanha e Cingapura. “Nos últimos dois anos, produziu três BA 25 destinadas para a Alemanha e quatro HBD 111, endereçadas para Cingapura”, relatou. Admitiu, porém, que os altos custos das máquinas alemãs inviabilizam a importação. “Poucas indústrias se dispõem a pagar 3 milhões de euros por um equipamento.”

Com a estrutura mais enxuta, a filial brasileira conseguiu reduzir custos e oferecer equipamentos nacionalizados com preços competitivos. Mas não só isso. Ele informou que a direção brasileira optou por outro conceito de máquina e lançou uma linha econômica – a Concept – construída com componentes de custos menores. “Mas asseguram a mesma qualidade.” Estande pequeno, não havia exemplar na feira. Os modelos dessa série são automatizados e suprem volumes desde 500 ml até cinco litros.

Novidades e aprimoramento em sopro por extrusão contínua – por acumulação, pelo processo de injeção-sopro, para coextrusão, ou simplesmente monocamadas – não faltaram na Brasilplast. O transformador brasileiro disposto a modernizar seu parque fabril de sopro tem bom pacote de opções, como comprovaram os fabricantes brasileiros e estrangeiros desses equipamentos. Boa escolha!

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