Feiras e Eventos

Brasilplast 2011 – Resinas – Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias

Maria Aparecida de Sino Reto
4 de abril de 2011
    -(reset)+

    PVC – Levantamento da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas da Associação Brasileira da Indústria Química (Coplast/Abiquim) aponta em 2010 crescimento de 18,91% no consumo aparente do policloreto de vinila (PVC), em relação a 2009. Como este foi um ano atípico, por conta da crise internacional, 2008 oferece melhor referência em termos comparativos. E, neste caso, a alta gira em torno de 10%. De qualquer modo, as impressões do diretor comercial da Solvay Indupa, Carlos Alberto Tieghi, são indicativas de uma recuperação importante e sinalizam que, mantida a situação macroeconômica brasileira, o crescimento se manterá sustentável nos próximos anos. “A Solvay acompanhou este cenário e o nosso volume de vendas cresceu de acordo com a evolução de mercado, ou melhor, de acordo com a recuperação do mercado.”

    Sustentado em especial por setores como infraestrutura, construção civil na área predial, perfis e laminados, o mercado brasileiro de PVC evidencia fôlego para crescer ao redor de 5% a 6% em 2011, nas estimativas de Tieghi. “Há muito ainda a ser feito em um país emergente e com enorme potencial para o uso dos diversos produtos de PVC”, avalia.

    Além do Brasil, ele inclui na lista promissora de emergentes Índia, Rússia e Turquia. “A tendência dos últimos meses é de uma retomada progressiva da demanda mundial, especialmente nos países emergentes”, atenta. Ainda, emergentes à parte, lembra que até os Estados Unidos consomem muito PVC.

    No entender dele, o movimento mundial evidencia alta de preços tanto por conta dos últimos avanços nas cotações do petróleo, termômetro para os ciclos de preços futuros das resinas, como também pelos tristes eventos ocorridos no Japão. Diante desse quadro, o diretor comercial considera o momento muito incerto para projeções. De qualquer modo, ele visualiza um cenário indicativo de alta de preços em todo o mundo.

    Quanto ao mercado brasileiro, recursos superiores a 200 milhões de dólares asseguraram a expansão da unidade de PVC de Santo André-SP. A capacidade atual instalada atinge 300 mil toneladas anuais da resina, das quais 275 mil t do tipo suspensão (PVC-S) e 25 mil t, emulsão (PVC-E). “Em 2011 já estamos nos beneficiando da nossa última expansão de capacidade”, comemora Tieghi. A produtora se prepara para novos passos de ampliação em duas etapas: final de 2012 e final de 2013, com propósito de chegar a 355 mil toneladas anuais. O projeto de produção de PVC baseado em etileno derivado da cana-de-açúcar continua de pé, porém sem agendas definidas. Segundo o diretor, permitirá a expansão da empresa em uma segunda fase.

    A visão do diretor comercial da Solvay a respeito da disponibilidade atual de produtos para o mercado brasileiro é que o seu portfólio de grades atende a contento à demanda local. “Com o conhecimento e a tecnologia do grupo Solvay, estamos sempre acompanhando o que acontece no mundo e preparados para produzir também no Brasil”, diz.

    O visitante da Brasilplast deve atentar para inovações de produtos acabados de PVC em desenvolvimento no país. Bom exemplo fica por conta de laminados e geomembranas, que exibem musculatura para atender às demandas brasileiras espelhadas em casos do mercado internacional. Diversos estádios de futebol foram assim reestruturados para receber Copas do Mundo passadas. E o Brasil sediará o torneio mundial de futebol em 2014 e a Olimpíada em 2016. Tieghi destaca ainda a área de tubos, que evoluiu para tubulações maiores e competitivas, oferecendo soluções para os agronegócios, irrigação, entre outras aplicações.

     

    Saiba mais:



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *