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Brasilplast 2011 – Resinas – Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias

Maria Aparecida de Sino Reto
4 de abril de 2011
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    Mas concorda com especialistas do mercado petroquímico que acreditam mais em um movimento de transição para o ciclo de alta. Por isso as expectativas de melhora das margens para o setor. Na avaliação dele, a pressão de custos decorrente da demanda e da alta nas cotações do petróleo acenam alta dos preços das resinas e dos petroquímicos básicos no cenário internacional.

    No quintal brasileiro, a previsão de investimentos da Braskem para este ano abrange R$ 1,6 bilhão, destinados a paradas programadas de manutenção, investimentos operacionais e expansões de capacidade. As estratégias para reforçar os negócios domésticos adentram a casa dos usuários. “Visando à criação de valor para toda a cadeia petroquímica, buscamos o fortalecimento da relação com os clientes, oferecemos apoio para suportar as suas exportações e investimos no desenvolvimento de soluções e produtos inovadores”, ressalta Fadigas.

    E é justamente esse o foco escolhido para retratar a empresa durante a Brasilplast. O vice-presidente de polímeros convida o público a conferir no evento uma demonstração de seu suporte no desenvolvimento da cadeia do plástico por meio de cases de sucesso que trazem inovação de produtos, novos mercados e apoio ao aumento de competitividade da indústria de transformação.

    Os visitantes devem atentar para lançamentos de resinas destinadas a uma grande diversidade de aplicações, com propostas de melhorar o desempenho das embalagens flexíveis nas etapas de pós-extrusão: selagem, bobinamento e laminação. No campo das embalagens rígidas, o público poderá observar melhorias em propriedades ópticas no polipropileno e maior resistência ao stress nos polietilenos de alta densidade.

    Plástico moderno, Nestor de Mattos, Diretor de vendas da divisão de plásticos para o Brasil da Dow, Brasilplast 2011 - Resinas - Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias

    Mattos: importados impõem fortes desafios ao setor

    Baixa rentabilidade – O crescimento expressivo em volume de resinas não imprimiu o mesmo ritmo à rentabilidade, prejudicada em boa parte pelo excesso de oferta, em particular de produtos acabados. O fato extensivo a toda a cadeia, como ressaltou o diretor de vendas da divisão de plásticos para o Brasil da Dow, Nestor de Mattos, impôs desafios ao setor. “Em razão do câmbio apreciado, produtos acabados, já embalados, entraram no país, deslocando as embalagens nacionais”, atenta.

    E tudo indica um cenário idêntico em 2011: o mercado de embalagens tende a crescer – menos que no ano passado, pois também se espera menos da economia nacional –, mas a pressão para baixo nas margens sinaliza fôlego para se manter. “Seria um ano propício para a indústria de transformação promover a sua consolidação”, sugere.

    O diretor da Dow concorda que é cedo para enxergar um ciclo de alta na cadeia mundial do plástico. Novas capacidades (Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu) esperadas para 2010/2011 atrasaram ou não entraram em operação com vigor. Os indicativos pendem mais para um momento de transição. “A economia mundial ainda está se recuperando”, infere.

    Mattos faz questão de apontar o mercado brasileiro como estratégico para a empresa e ressaltar a existência de projetos e investimentos. Anunciada em meados de 2007, mas mantida em compasso de espera por contratempos, como a mudança de propriedade do parceiro original e a crise econômica global, a construção do polo alcoolquímico – e planta em escala mundial de polietilenos por essa rota – continua na pauta da Dow. A direção da empresa enxerga o empreendimento como alavanca para seu crescimento no país e reforço na sua reputação mundial em química sustentável. “Está ativo dentro da companhia, em fase de negociações com parceiros; é um dos principais projetos da empresa para expansão de capacidade de resinas e de entrada no mercado de biopolímeros”, enfatiza Mattos.

    Um dos pilares do comprometimento da Dow com o mercado brasileiro, como diz o diretor, pode ser aferido pelos transformadores nacionais no novo centro de desenvolvimento de aplicações, construído em Jundiaí-SP, com foco especial no segmento de embalagens. Considerado pelo diretor uma porta de entrada para as novas tecnologias da Dow no país, a pretensão para o espaço passa por convertê-lo em polo de desenvolvimento e oportunidade para o mercado experimentar novos conceitos tecnológicos.

    Nesse contexto, a Brasilplast assume papel relevante como palco para a empresa reunir seus principais articuladores locais e internacionais e fomentar negócios no mercado brasileiro. Os visitantes podem se preparar para conferir novas tecnologias nas áreas de embalagens para alimentos, industriais e de unitização e, ainda, nos segmentos de tubos de pressão e construção civil. “O ponto alto dos lançamentos é uma inovação desenvolvida junto com a cadeia plástica voltada para o mercado de stand up pouch e ligada ao conceito de sustentabilidade”, antecipa.

    A propósito, o conceito não será foco exclusivo do estande da Dow. Parcela expressiva das propostas apresentadas nesta feira promete convergir para tecnologias e produtos que poupem a natureza pelo emprego de menos matérias-primas, energia e água, que não gerem desperdícios e sejam recicláveis.



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