Brasilplast 2011 – Resinas – Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias

Crise econômica global, turbulências políticas no Oriente Médio e desastre climático catastrófico na Ásia: ingredientes suficientes para elevar os preços das resinas commodities. A pressão política na região produtora de petróleo elevou para mais de cem dólares a cotação do barril de óleo. Mas, como disse um executivo da indústria do plástico, instabilidades de curto prazo acontecem com frequência, e o mercado já dribla com melhor habilidade essas quase rotinas.

“É preciso analisar a questão a curto e longo prazo”, pondera João Luiz Zuñeda, diretor da Maxiquim Assessoria de Mercado, consultoria com forte atuação nos segmentos das commodities petroquímicas e resinas termoplásticas, entre outros assuntos do gênero. Na opinião dele, o atual cenário de pressão dos países ocidentais por um ambiente mais democrático no Oriente Médio exige uma reflexão mais aprofundada, pois os resultados dessas ações devem definir cenários de longo prazo. “Essa cruzada Ocidental vai pressionar no médio e longo prazo o preço do petróleo”, prevê.

Plástico moderno, João Luiz Zuñeda, Diretor da Maxiquim Assessoria de Mercado, Brasilplast 2011 - Resinas - Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias
Zuñeda: é preciso saber o que fazer com a riqueza do pré-sal

Em meio às turbulências, a indústria química e petroquímica mundial discute a entrada em um novo ciclo de alta. No entender do diretor da empresa de consultoria, esse ciclo chegou, sim, e deve permanecer no mercado norte-americano, no qual o shale gas abre novas perspectivas para a indústria de polietilenos com matérias-primas a custos competitivos.

É verdade que a indústria petroquímica mundial conseguiu readequar seus custos, com os preços dos insumos básicos mais elevados, e manter um bom pulso nos negócios. Mas ainda restam algumas dúvidas: por exemplo, se fora dos Estados Unidos não haveria apenas uma bolha nessa onda de alta. Zuñeda reconhece que o pior momento da indústria já passou, mas não acredita que o melhor já começou. “Acho que estamos em um momento de transição de um ciclo de baixa para um de alta”, opina.

E o reflexo de toda essa movimentação no mercado brasileiro carrega junto questões relativas às riquezas do pré-sal. São decisões estratégicas e emergentes. “É fundamental investir na indústria química, que é o segundo maior déficit brasileiro”, aponta Zuñeda. O gás natural no Brasil é muito caro e há contratos extensivos até 2012 que impossibilitam redução nos preços. Por outro lado, há uma forte pressão para baixo nos preços do gás natural no mercado internacional. “É hora de pensar na indústria química e petroquímica brasileira, que precisará ter gás natural a preço competitivo; é uma questão de riscos e oportunidades”, sugere. É preciso regular o gás natural, definir investimentos. “Nós temos essa riqueza e precisamos saber o que fazer com ela.” No entender dele, é hora de tomada de decisões estratégicas de precificação.

Essas considerações impactam de frente os projetos para a indústria brasileira de resinas. Afinal, qual será o novo paradigma da petroquímica nacional? Essas decisões definirão o caminho que levará o setor a manter a sua posição entre os cinco maiores do mundo.

O momento também é dos mais propícios para a transformação brasileira entender o contexto global no qual se insere, aproveitando ótima oportunidade de se enfronhar nos acontecimentos mundiais relativos ao andamento do setor em uma conferência programada para o dia 10 de maio, durante a Brasilplast, e organizada em conjunto pela Abiplast e pela consultoria americana Chemical Market Associates, Inc. (CMAI): a Primeira Conferência Latino-Americana de Petroquímica e Plásticos (CLAPP). Cada vez mais analistas e transformadores brasileiros participam das reuniões promovidas pela entidade nos Estados Unidos, em Houston, Texas; e para quem não pôde, até então, marcar presença por lá, eis uma chance.

Estar presente nesse evento pode representar uma oportunidade ímpar para o transformador brasileiro enxergar com outro olhar a cadeia do plástico, contextualizada mundialmente, e mesmo negociar com os fornecedores nacionais preços mais competitivos para as suas matérias-primas.

O encontro promete uma análise das tendências dos mercados petroquímicos e de plásticos em nível global e suas influências sobre a indústria da América Latina. Os temas abrangem aspectos econômicos e de energia, preços, oferta, demanda e fluxos de comércio na região e em outras partes do mundo.

Compasso acelerado – Com os números fechados do último trimestre, a Braskem, maior produtora das Américas de resinas termoplásticas, atingiu em 2010 um EBITDA (lucro antes de impostos, taxas, depreciações e amortizações) de R$ 4,1 bilhões, 27% superior ao de 2009. Em dólares, a alta é maior, 41%, e o montante, US$ 2,3 bilhões. Tiveram papel relevante nesse resultado, os ganhos com eficiência operacional da Quattor, o aumento médio das vendas no mercado doméstico e a recuperação dos preços internacionais de resinas termoplásticas e dos insumos básicos, por conta da melhoria no cenário econômico global.

Plástico moderno, Brasilplast 2011 - Resinas - Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias

Ainda são esperadas capturas de sinergia interessantes em 2011 (R$ 377 milhões em EBITDA anual) e em 2012 (R$ 495 milhões). O alcance dessas metas passa pela rota de buscar a melhor produtividade para cada grade de resina, combinando a malha produtiva Braskem/Quattor. Os estudos envolvem dedicação de reatores e plantas. “Teremos aumento na eficiência e produtividade, com redução de material fora de especificação, de grades redundantes e de custos”, explica o presidente Carlos Fadigas. Também faz parte dos planos otimizar a malha de distribuição e armazenagem.

Os investimentos totais da empresa (considerando Quattor, Braskem America e Projeto México) no ano passado montaram R$ 1,8 bilhão, com parte substancial direcionada à modernização de ativos, expansão de capacidade e aquisições. A unidade de eteno verde e a construção de nova planta de PVC em Alagoas, com capacidade de 200 mil toneladas/ano, prevista para entrada em operação no primeiro semestre de 2012, receberam outro tanto desses recursos.

Plástico moderno, Carlos Fadigas, Presidente da Braskem, Brasilplast 2011 - Resinas - Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias
Fadigas: plataforma de fontes renováveis deve ser ampla

Implantada a unidade de 200 mil t/ano do polietileno derivado do eteno da cana-de-açúcar, em Triunfo-RS, a Braskem volta agora suas atenções para a construção de uma fábrica de propeno, igualmente derivado de fontes naturais, para produção de polipropileno verde. O local de instalação do biopropeno ainda não foi definido, mas o presidente da Braskem revelou que a ideia é utilizar unidade já existente de polipropileno convencional para polimerizar o PP verde.

Os projetos preveem capacidade da ordem de 30 mil toneladas anuais da resina. Como explica Fadigas, esse volume é para começar a desenvolver o mercado. Os investimentos prosseguirão no longo prazo. Esses aportes iniciais retratam o esforço da Braskem para mapear as necessidades dos clientes e estudar o que pode ser implementado. Além disso, a petroquímica avalia novas rotas de matérias-primas de fontes renováveis. “A plataforma deve ser ampla.”

E por falar em polipropileno, a empresa estuda a possibilidade de expandir a capacidade de Paulínia, complexo atualmente habilitado a produzir da ordem de 300 mil toneladas anuais. Rumores no mercado cogitavam ampliação para 450 mil t, a partir de 2012. O vice-presidente de polímeros da empresa, Rui Chammas, admite a existência do plano, mas desmente os números cogitados. “Prazo e escopo do projeto ainda não foram definidos e, quando maduro, ainda terá de ser aprovado pelo Conselho de Administração da Braskem e estará condicionado à disponibilidade de propeno.”

A propósito, os negócios de polipropileno fechados com a Sunoco Chemicals, há pouco mais de um ano, elevaram a Braskem à posição de terceira maior produtora mundial dessa resina. A aquisição incrementou 950 mil toneladas anuais de PP na América do Norte e elevou para 2,9 milhões de t/ano a capacidade, somadas todas as unidades produtivas.

A Braskem agora toca seu projeto México – Etileno XXI. Em parceria com a estatal local Pemex (Pemex Gas y Petroquímica Básica), erguerá um complexo integrado em Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, com capacidade produtiva anual de mais de um milhão de toneladas de polietileno baseado em etano. O aporte estimado em US$ 2,5 bilhões assegura o fornecimento do gás por vinte anos e a construção de dois trens de polietileno de alta densidade (polimerização conjunta em torno de 750 mil toneladas anuais) e um de 300 mil toneladas anuais de polietileno de baixa densidade convencional, de alta pressão.

A joint venture escolheu a Technip como fornecedora de tecnologia para o cracker de eteno, com capacidade para produzir anualmente 1,05 milhão de toneladas. A empresa também será a gestora principal do projeto de engenharia básica do cracker e das duas unidades de PEAD. A planta de PEBD tem a Tecnimont como responsável pela engenharia básica.

Licenciamento tecnológico com a Ineos permitirá a utilização de tecnologia de última geração em produção e catálise nas duas plantas de PEAD. Decidida recentemente, a tecnologia Lupotech T para a alta pressão, da holandesa LyondellBasell, agregará uma extensa gama de PEBDs com diversos índices de fluidez e excelentes propriedades ópticas e mecânicas. O início da construção é previsto para 2012 e a entrada em operação, 2015.

Os projetos para a Bolívia (outro complexo petroquímico à base de etano) e Venezuela (um de polipropileno e outro de produção integrada de eteno e polietileno), protelados por contratempos, continuam em compasso de espera. No Peru, onde planeja construir um complexo de um milhão de toneladas anuais de polietilenos, a Braskem prevê inaugurar um escritório na capital Lima, a fim de dar suporte à equipe envolvida no projeto e à área comercial, já atuante naquele país.

Crescimento consistente – Reforçada pela aquisição da Quattor e favorecida pela demanda aquecida ao longo de todo o ano passado – o consumo brasileiro atingiu 4,9 milhões de toneladas de resinas termoplásticas, volume 15% maior em comparação com 2009 –, a Braskem comercializou internamente 12% mais polietilenos e 10% mais polipropileno. Limitadas por restrições de capacidade produtiva, as vendas domésticas de PVC cresceram 10%.

Os dados produtivos de resinas indicam um total de 5,4 milhões de toneladas no ano passado, volume 6% acima do obtido em 2009, como resultado do bom desempenho do mercado brasileiro, de oportunidades no comércio exterior e da recuperação gradativa das taxas de operação dos ativos da Quattor. Destaque para a produção de polietileno no Rio Grande do Sul, que registrou recordes em outubro e dezembro de 2010.

Plástico moderno, Brasilplast 2011 - Resinas - Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias

O olhar do presidente da Braskem sobre o mercado brasileiro de resinas neste ano sinaliza um crescimento entre 9% e 10%. As previsões também são alentadoras no horizonte internacional, com indicativos de alta nos preços e melhora na rentabilidade da petroquímica mundial.

O ciclo de baixa parece ter sido um pouco mais curto do que o previsto, segundo explicações de Chammas: “As taxas mundiais de operação das plantas têm se mantido em patamares acima do esperado e mostram tendência de elevação, em razão de a demanda por produtos petroquímicos se manter alta, sobretudo na Ásia e em países emergentes, como o Brasil.”

Mas concorda com especialistas do mercado petroquímico que acreditam mais em um movimento de transição para o ciclo de alta. Por isso as expectativas de melhora das margens para o setor. Na avaliação dele, a pressão de custos decorrente da demanda e da alta nas cotações do petróleo acenam alta dos preços das resinas e dos petroquímicos básicos no cenário internacional.

No quintal brasileiro, a previsão de investimentos da Braskem para este ano abrange R$ 1,6 bilhão, destinados a paradas programadas de manutenção, investimentos operacionais e expansões de capacidade. As estratégias para reforçar os negócios domésticos adentram a casa dos usuários. “Visando à criação de valor para toda a cadeia petroquímica, buscamos o fortalecimento da relação com os clientes, oferecemos apoio para suportar as suas exportações e investimos no desenvolvimento de soluções e produtos inovadores”, ressalta Fadigas.

E é justamente esse o foco escolhido para retratar a empresa durante a Brasilplast. O vice-presidente de polímeros convida o público a conferir no evento uma demonstração de seu suporte no desenvolvimento da cadeia do plástico por meio de cases de sucesso que trazem inovação de produtos, novos mercados e apoio ao aumento de competitividade da indústria de transformação.

Os visitantes devem atentar para lançamentos de resinas destinadas a uma grande diversidade de aplicações, com propostas de melhorar o desempenho das embalagens flexíveis nas etapas de pós-extrusão: selagem, bobinamento e laminação. No campo das embalagens rígidas, o público poderá observar melhorias em propriedades ópticas no polipropileno e maior resistência ao stress nos polietilenos de alta densidade.

Plástico moderno, Nestor de Mattos, Diretor de vendas da divisão de plásticos para o Brasil da Dow, Brasilplast 2011 - Resinas - Cenário internacional pressiona o setor por novas estratégias
Mattos: importados impõem fortes desafios ao setor

Baixa rentabilidade – O crescimento expressivo em volume de resinas não imprimiu o mesmo ritmo à rentabilidade, prejudicada em boa parte pelo excesso de oferta, em particular de produtos acabados. O fato extensivo a toda a cadeia, como ressaltou o diretor de vendas da divisão de plásticos para o Brasil da Dow, Nestor de Mattos, impôs desafios ao setor. “Em razão do câmbio apreciado, produtos acabados, já embalados, entraram no país, deslocando as embalagens nacionais”, atenta.

E tudo indica um cenário idêntico em 2011: o mercado de embalagens tende a crescer – menos que no ano passado, pois também se espera menos da economia nacional –, mas a pressão para baixo nas margens sinaliza fôlego para se manter. “Seria um ano propício para a indústria de transformação promover a sua consolidação”, sugere.

O diretor da Dow concorda que é cedo para enxergar um ciclo de alta na cadeia mundial do plástico. Novas capacidades (Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu) esperadas para 2010/2011 atrasaram ou não entraram em operação com vigor. Os indicativos pendem mais para um momento de transição. “A economia mundial ainda está se recuperando”, infere.

Mattos faz questão de apontar o mercado brasileiro como estratégico para a empresa e ressaltar a existência de projetos e investimentos. Anunciada em meados de 2007, mas mantida em compasso de espera por contratempos, como a mudança de propriedade do parceiro original e a crise econômica global, a construção do polo alcoolquímico – e planta em escala mundial de polietilenos por essa rota – continua na pauta da Dow. A direção da empresa enxerga o empreendimento como alavanca para seu crescimento no país e reforço na sua reputação mundial em química sustentável. “Está ativo dentro da companhia, em fase de negociações com parceiros; é um dos principais projetos da empresa para expansão de capacidade de resinas e de entrada no mercado de biopolímeros”, enfatiza Mattos.

Um dos pilares do comprometimento da Dow com o mercado brasileiro, como diz o diretor, pode ser aferido pelos transformadores nacionais no novo centro de desenvolvimento de aplicações, construído em Jundiaí-SP, com foco especial no segmento de embalagens. Considerado pelo diretor uma porta de entrada para as novas tecnologias da Dow no país, a pretensão para o espaço passa por convertê-lo em polo de desenvolvimento e oportunidade para o mercado experimentar novos conceitos tecnológicos.

Nesse contexto, a Brasilplast assume papel relevante como palco para a empresa reunir seus principais articuladores locais e internacionais e fomentar negócios no mercado brasileiro. Os visitantes podem se preparar para conferir novas tecnologias nas áreas de embalagens para alimentos, industriais e de unitização e, ainda, nos segmentos de tubos de pressão e construção civil. “O ponto alto dos lançamentos é uma inovação desenvolvida junto com a cadeia plástica voltada para o mercado de stand up pouch e ligada ao conceito de sustentabilidade”, antecipa.

A propósito, o conceito não será foco exclusivo do estande da Dow. Parcela expressiva das propostas apresentadas nesta feira promete convergir para tecnologias e produtos que poupem a natureza pelo emprego de menos matérias-primas, energia e água, que não gerem desperdícios e sejam recicláveis.

PVC – Levantamento da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas da Associação Brasileira da Indústria Química (Coplast/Abiquim) aponta em 2010 crescimento de 18,91% no consumo aparente do policloreto de vinila (PVC), em relação a 2009. Como este foi um ano atípico, por conta da crise internacional, 2008 oferece melhor referência em termos comparativos. E, neste caso, a alta gira em torno de 10%. De qualquer modo, as impressões do diretor comercial da Solvay Indupa, Carlos Alberto Tieghi, são indicativas de uma recuperação importante e sinalizam que, mantida a situação macroeconômica brasileira, o crescimento se manterá sustentável nos próximos anos. “A Solvay acompanhou este cenário e o nosso volume de vendas cresceu de acordo com a evolução de mercado, ou melhor, de acordo com a recuperação do mercado.”

Sustentado em especial por setores como infraestrutura, construção civil na área predial, perfis e laminados, o mercado brasileiro de PVC evidencia fôlego para crescer ao redor de 5% a 6% em 2011, nas estimativas de Tieghi. “Há muito ainda a ser feito em um país emergente e com enorme potencial para o uso dos diversos produtos de PVC”, avalia.

Além do Brasil, ele inclui na lista promissora de emergentes Índia, Rússia e Turquia. “A tendência dos últimos meses é de uma retomada progressiva da demanda mundial, especialmente nos países emergentes”, atenta. Ainda, emergentes à parte, lembra que até os Estados Unidos consomem muito PVC.

No entender dele, o movimento mundial evidencia alta de preços tanto por conta dos últimos avanços nas cotações do petróleo, termômetro para os ciclos de preços futuros das resinas, como também pelos tristes eventos ocorridos no Japão. Diante desse quadro, o diretor comercial considera o momento muito incerto para projeções. De qualquer modo, ele visualiza um cenário indicativo de alta de preços em todo o mundo.

Quanto ao mercado brasileiro, recursos superiores a 200 milhões de dólares asseguraram a expansão da unidade de PVC de Santo André-SP. A capacidade atual instalada atinge 300 mil toneladas anuais da resina, das quais 275 mil t do tipo suspensão (PVC-S) e 25 mil t, emulsão (PVC-E). “Em 2011 já estamos nos beneficiando da nossa última expansão de capacidade”, comemora Tieghi. A produtora se prepara para novos passos de ampliação em duas etapas: final de 2012 e final de 2013, com propósito de chegar a 355 mil toneladas anuais. O projeto de produção de PVC baseado em etileno derivado da cana-de-açúcar continua de pé, porém sem agendas definidas. Segundo o diretor, permitirá a expansão da empresa em uma segunda fase.

A visão do diretor comercial da Solvay a respeito da disponibilidade atual de produtos para o mercado brasileiro é que o seu portfólio de grades atende a contento à demanda local. “Com o conhecimento e a tecnologia do grupo Solvay, estamos sempre acompanhando o que acontece no mundo e preparados para produzir também no Brasil”, diz.

O visitante da Brasilplast deve atentar para inovações de produtos acabados de PVC em desenvolvimento no país. Bom exemplo fica por conta de laminados e geomembranas, que exibem musculatura para atender às demandas brasileiras espelhadas em casos do mercado internacional. Diversos estádios de futebol foram assim reestruturados para receber Copas do Mundo passadas. E o Brasil sediará o torneio mundial de futebol em 2014 e a Olimpíada em 2016. Tieghi destaca ainda a área de tubos, que evoluiu para tubulações maiores e competitivas, oferecendo soluções para os agronegócios, irrigação, entre outras aplicações.

 

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