Brasilplast 2011 – Plásticos de engenharia – Poliamidas reforçam investimentos

Claro que a indústria automotiva não poderia ficar de fora. Para esse setor, a empresa desenvolveu para a Ford brasileira uma bomba d’água mecânica em poliftalamida para substituir o alumínio. A novidade está sendo traduzida para o mercado externo. As poliftalamidas também são boas candidatas para deslocar o alumínio nos freios ABS. Aplicações de maiores requisitos térmico, mecânico e químico dispõem das poliamidaimidas (PAI) e da poliéter-éter-cetona (PEEK).

Plástico Moderno, Haroldo Paganini Rodrigues, Chefe de produto de polímeros de alta performance, Brasilplast 2011 - Plásticos de engenharia - Poliamidas reforçam investimentos
Novo PEEK suporta mais stress, sem sofrer fraturas ou se romper, segundo Rodrigues

Por falar em PEEK, a Evonik levou para a feira um novo grade do polímero, o Vestakeep 5000G, com diferencial de maior ductabilidade em comparação aos outros grades disponíveis. A principal vantagem alegada pelo chefe de produto de polímeros de alta performance América do Sul, Haroldo Paganini Rodrigues, é a capacidade do produto de conferir maior alongamento, sem sofrer fraturas ou romper. “Suporta mais stress que as demais resinas”, comparou. Lançado no final do ano passado na K, o produto estreou no país na Brasilplast e contempla aplicações como anéis para válvulas no mercado de petróleo e gás, implantes dentários, no segmento médico, entre outros.

O PEEK faz parte de um seleto grupo de polímeros de altíssimo desempenho. Opera a 380ºC, com picos de 400ºC, sem sofrer qualquer arranhão em suas propriedades. A resina é menos abrasiva que o aço, possui altíssima resistência química e ainda alivia o peso das peças.

Plástico Moderno, Marcelo Calil Bianchi, Diretor comercial, Brasilplast 2011 - Plásticos de engenharia - Poliamidas reforçam investimentos
Unigel produzirá no país até 90 mil t de ABS, anuncia Bianchi

A Evonik ainda aproveitou a feira para divulgar sua entrada no segmento de semiacabados. A partir de agora, o transformador pode adquirir tarugos, chapas ou tubos de PEEK.

Produção nacional – Um resgate do passado da empresa e também da indústria nacional, a Unigel anunciou na Brasilplast que vai produzir o terpolímero ABS no país. “A intenção é fortalecer sua vocação e integração na área de estirênicos e retomar um passado sólido nessa cadeia”, declarou o diretor comercial Marcelo Calil Bianchi. A unidade, de 90 mil toneladas anuais, aproveita estrutura já existente do site da empresa no Guarujá-SP, e deve absorver cerca de R$ 70 milhões, com projetos de entrar em operação até o final de 2012.

Embora o mercado considere que para ser competitiva uma planta do gênero devesse ter maior porte, Bianchi argumenta que a integração operacional combinada com o domínio de tecnologia de processos confere à empresa a vantagem competitiva. Segundo ele, a intenção é utilizar a planta para elaborar produtos de maior valor agregado.

Além disso, a capacidade instalada se insere dentro das necessidades de demanda do mercado. De acordo com estimativas de Bianchi, a importação de ABS no ano passado foi da ordem de 80 mil toneladas. “Acredito que em características de produtos teremos condições de atingir cerca de 50% do mercado.”

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