Máquinas e Equipamentos

Brasilplast 2011 – Periféricos – Sistemas propõem mais eficiência

Rose de Moraes
2 de junho de 2011
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    Embalagens lideram compras – Aumentos de produtividade e reduções de refugos movem as empresas na busca de soluções em robótica, mas, além dos tradicionais usuários das indústrias automobilísticas, fabricantes de linha branca e de monitores, a nova demanda por robôs tem partido das indústrias de embalagens, principalmente descartáveis.

    “Os fabricantes de embalagens descartáveis também estão descobrindo os robôs como bons parceiros para reduzir desperdícios e ganhar segundos na produção, o que representa um grande diferencial para empresas que já operam sob altíssimas velocidades”, comentou Reinaldo Carmo Milito, diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil.

    Por isso, uma das principais atrações no estande do fabricante foi o W821 UHS Ultra-High-Speed, robô com capacidade de carga até 3 quilos, desenhado para injetoras que operam com ciclos ultrarrápidos, até seis segundos, com até 300 toneladas de força de fechamento, e cuja motorização permita acelerações em velocidades altíssimas, como promover entradas e saídas do molde em menos de um segundo. É, portanto, um dos equipamentos indicados para a produção em altas escalas de embalagens.

    Plástico Moderno, Reinaldo Carmo Milito, Diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

    Outras soluções destacadas pelo fabricante foram os robôs de nova geração pertencentes à série oito, que contam com novo software, e permitem configurações especiais, como a programação dos movimentos em sintonia com o ciclo da injetora, a fim de reduzir o consumo de energia.

    Ao lançar a linha de robôs ES na Brasilplast, a subsidiária do grupo japonês Star Seiki Brasil abriu mais o leque de oportunidades de automação para acompanhar injetoras com forças de fechamento desde 35 toneladas até 650 toneladas. A empresa acredita que assim poderá atender mais pontualmente às necessidades de indústrias de menor porte e que pretendam ficar em dia com as exigências de segurança da Norma Regulamentadora 12 (NR-12) do Ministério do Trabalho.

    O diferencial do equipamento é não somente promover a retirada automática de peças injetadas, mas também oferecer a possibilidade para a programação de sequências livres com a finalidade de promover a extração de peças com geometrias mais complexas dos moldes, podendo executar movimentos transversais, longitudinais e verticais, previamente à extração.

    Constituído por três eixos servoacionados e um eixo adicional pneumático para posicionamento das peças em ângulos de 90º, e de painel eletrônico, permite alterar a programação de cursos, sequências e tempos.

    Segundo Roberto Eiji Kimura, gerente geral da Star Seiki Brasil, o interesse pela automação tem aumentado entre os pequenos empresários, que operam com três a quatro injetoras, dispostos a reduzir custos de produção e a melhorar tanto a eficiência dos processos quanto a qualidade dos produtos. “As injetoras trabalham durante 24 horas ininterruptamente e só introduzindo automações será possível acompanhar esse ritmo e alcançar maior eficiência na produção”, comentou Kimura.

    A linha ES abrange três modelos: o ES-650 aplica-se a injetoras com forças de fechamento desde 35 toneladas até 100 toneladas; o ES-800, exposto na feira, destina-se a injetoras com força de fechamento desde 75 toneladas até 350 toneladas; e o ES-1.200, para injetoras com forças de fechamento desde 350 toneladas até 650 toneladas.

    Plástico Moderno, Roberto Eiji Kimura, Gerente geral da Star Seiki Brasil, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

    Além do lançamento, a empresa destacou robôs preparados para aplicações especiais, como in-mold-labelling, a colocação de insertos metálicos, cortes de canais de injeção, extrações de pré-formas de PET, entre outras.

    Plástico Moderno, Ana Aghazarian, Engenheira de vendas da Stäubli São Paulo, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

    Ana exaltou a flexibilidade total dos manipuladores de seis eixos

    Robô a 360º – Das maquinetas para mover com alta precisão teares de altíssima velocidade, a empresa franco-suíça Stäubli herdou as bases para fabricar uma das tecnologias mais avançadas em matéria de robôs industriais para aplicações direcionadas às indústrias do plástico, representada pelos robôs de seis eixos com movimentos esféricos. Acompanhados em sua versatilidade de funcionamento nessa Brasilplast, um dos robôs expostos foi especialmente concebido com sistema antiexplosão para realizar pinturas de substratos plásticos em cabines fechadas.

    Trata-se de robô de seis eixos, um sistema mais avançado e com total flexibilidade, capaz de fazer interpolações de eixos preparado para fazer pinturas. “Seu diferencial está na caixa de engrenagem que promove total repetibilidade aos movimentos”, informou Ana Aghazarian, engenheira de vendas da Stäubli São Paulo.

    A versatilidade de um robô de seis eixos, segundo ela, vai muito além das possibilidades associadas a um robô cartesiano de quatro eixos, considerado um manipulador, e que promove apenas movimentos lineares.

    Para se ter uma ideia mais exata das funcionalidades de um robô de seis eixos, ela ressaltou possibilidades como conduzir uma peça para rebarbação, executar pinturas, inspeções, inserção de peças em alta velocidade, auxiliar a injeção em salas limpas, promover cortes por fresagem ou jatos de água, montar componentes, aplicar cola, embalar produtos e armazenar; enfim, cumprir inúmeras tarefas, contribuindo para diminuir ciclos e aumentar a produtividade nas indústrias.



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