Brasilplast 2011 – Periféricos – Sistemas propõem mais eficiência

A alta tecnologia em automação aportou no mundo dos periféricos. Equipamentos como unidades de água gelada, termorreguladores, dry-coolers e chillers, exibidos na 13ª Brasilplast e dotados de recursos mais avançados, podem tornar a produção na indústria do plástico bem mais eficiente e veloz. Com isso, é possível supervisionar a refrigeração dos moldes nas injetoras e sopradoras ou controlar termicamente os fluidos hidráulicos em processos de extrusão e termoformagem, fazendo-se uso de CLP (Controle Lógico Programável), e também contando com interfaces homem-máquina (IHM), que possibilitam, com um simples toque em tela, acessar inúmeras informações.

Fica fácil entender como os avanços mais recentes introduzidos nos periféricos ajudam a posicionar a produção em patamares mais elevados: assumir o controle sobre os processos significa poder manter a repetibilidade da injeção, do sopro, da extrusão e da termoformagem, sinônimo de uniformidade dimensional nos materiais produzidos, ganhos de qualidade e de produtividade nas indústrias.

Mas o melhor dessa edição da megafeira do plástico, cada vez mais interessante e convidativa à visitação, foi conferir in-loco esses e tantos outros avanços, muitos deles apresentados em máquinas que operavam a pleno vapor no evento.

O funcionamento de uma unidade de água gelada instalada em injetora no estande da Romi, por exemplo, podia ser observado a distância no estande do fabricante de periféricos Refrisat.
As apresentações para demonstrar o grau de evolução alcançado pelos equipamentos da nova geração eram observadas nos novos sistemas de refrigeração fabricados pela Refrisat e acompanhadas por visitantes mais atentos em tela de 14 polegadas.

Plástico Moderno, Carlos Pereira, Diretor industrial da Refrisat, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência
Pereira: CLP disponibiliza automações personalizadas

“Estamos monitorando em tempo real o funcionamento de uma unidade de água gelada instalada em injetora Romi por meio de conexão wireless. Se houver falha de refrigeração no molde durante todo o processo de injeção até a extração, podendo representar risco de alta temperatura, é possível interromper as operações, sem causar danos às máquinas e ao processo”, informou Carlos Pereira, diretor industrial da Refrisat.

A nova geração de equipamentos da Refrisat, disponível desde fevereiro deste ano, dotada de CLP (Controle Lógico Programável) da Siemens e com IHM touchscreen, está promovendo um salto nas vendas da empresa e, abrindo possibilidades de fechamento de novos negócios porque, além de aumentar o desempenho das máquinas e reduzir os gastos com energia, está mais alinhada com as avançadas tecnologias em injetoras, sopradoras, extrusoras e termoformadoras.

Assim, em prol da modernização e da melhoria de processos, a empresa não poupou recursos para investimentos. Para o diretor, o CLP torna as operações muito mais versáteis, permitindo automações personalizadas, de acordo com cada processo ou instalação industrial, como controlar o tempo de funcionamento dos componentes de refrigeração, principalmente envolvendo os compressores. O operador das máquinas pode programar os horários específicos para o início e término das operações de refrigeração, ou seja, determinar os horários de partida e de interrupção da refrigeração, o que é considerado inédito em equipamentos para controle de temperatura, seja para aquecimento ou para resfriamento e, com o recurso de interface homem-máquina, é possível diagnosticar falhas, as causas dos problemas e possíveis correções.

A migração tecnológica envolvendo a substituição do sistema de controle via placas eletrônicas por CLP demandou 14 meses de trabalho envolvendo as equipes de engenharia e de automação da Refrisat e, segundo Pereira, a otimização do projeto que culminou com o lançamento dos novos equipamentos não incorrerá em elevação nos preços de venda para os transformadores e demais usuários.

Outra boa notícia é que a nova concepção tecnológica abrangerá todas as linhas de equipamentos produzidos pela Refrisat – sistemas de água gelada por condensação a ar e a água, chillers por condensação a água, torres de resfriamento em circuito fechado (dry-coolers), termorreguladores e desumidificadores –, o que favorece a supervisão e o controle de outras operações fabris, envolvendo as máquinas principais, como injetoras, com a instalação de sistemas supervisórios.

A modernização implementada nos equipamentos visa a atender principalmente às expectativas das indústrias que estão investindo na melhoria de processos, oferecendo maior versatilidade e softwares exclusivos, projetados com concepção de automação integrada e flexível, com funcionalidades inteligentes, controles mais avançados e compressores de última geração, melhorias que elevam a performance de condensação dos periféricos e possibilitam menores gastos com energia.

“A nossa nova linha Refrisat Touch oferece displays desde 4 polegadas até 15 polegadas, e proteção IP65, ideal para tarefas simples de visualização, e é dotada de novo software, que permite programar em conjunto CLP e IHM de forma didática e prática”, acrescentou Pereira.

O grau de automação implementado aos resfriadores de líquidos, também conhecidos como chillers, atende às últimas sofisticações exigidas pelo mercado e oferece opção de interface Ethernet, permitindo módulos de comunicação expansíveis de acordo com as necessidades de cada aplicação.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Nos termorreguladores, que são providos de sistema de refrigeração e aquecimento em um único gabinete, atendendo a dois pontos de consumo com temperaturas adequadas a cada processo, o controlador é interativo e atua como indicador das operações e de eventuais falhas. No caso dos trocadores para ar frio, as aplicações testadas pelo fabricante comprovam ganhos de produtividade até de 30% em processos de extrusão.

Na palma da mão – A 13ª Brasilplast também ultrapassou as expectativas de bons negócios da Piovan, que incrementou o desempenho de seus equipamentos ao introduzir neles novas automações. “Todas as nossas máquinas em lançamento já podem ser controladas pelo software WinFactory, que permite supervisionar os sistemas de alimentação, dosadores, controladores de temperatura, desumidificadores, níveis de silo etc., oferecendo todos os parâmetros de processo para acompanhamentos e correções via computadores de fábrica, ou por sistemas remotos, como tablets e I-pods”, informou o vice-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado Santos.

Plástico Moderno, Ricardo Prado Santos, Vice-presidente da Piovan do Brasil, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Com os avanços operados nesses equipamentos, as indústrias podem ter literalmente na palma da mão o controle sobre as operações de todos os periféricos, e contar ainda com recursos autoconfiguráveis para monitorar as operações ou detectar em tempo real eventuais falhas, para solucionar problemas pontuais.

As últimas inovações da Piovan também abraçaram os dry-coolers – soluções mais sustentáveis de resfriamento em substituição às torres de refrigeração –, que propiciam resfriar a água em circuitos fechados com inúmeras vantagens, como manter constante a temperatura de processo, por meio de controle eletrônico, e reduzir os custos com tratamentos químicos e com manutenções, impedindo a formação de incrustações em trocadores de calor, moldes e tubulações.

Outro periférico que conquistou a preferência dos transformadores por sua alta capacidade e dimensões reduzidas, ocupando espaço inferior a 0,5 m2, é o minichiller. Desenvolvido para operar ao lado de injetoras, sopradoras e extrusoras, os minichillers contam agora com maior capacidade de refrigeração, ampliada para até 25 mil kcal/hora, e estão sendo apresentados pelo fabricante em duas versões: para operar com condensação a água ou a ar.

Para o vice-presidente da Piovan, os minichillers são um grande sucesso porque são muito compactos e foram projetados para alcançar altas performances, podendo trabalhar em conjunto com dry-coolers nos processos de transformação e em outros que requeiram água gelada. Os equipamentos atendem às exigências dos projetos de expansão das indústrias e de substituição de sistemas obsoletos, acompanhados pela equipe de engenharia de aplicação da empresa focada em oferecer as melhores soluções para os clientes sob o ponto de vista de economia energética e de controle de processo.

Compartilhando o mesmo sucesso dos compactos, os novos chillers das séries CA/W e CH/W são considerados periféricos diferenciados por propiciarem significativa redução no consumo de energia, em modelos com capacidade de resfriamento até 220 mil kcal/hora e versões a água e a ar.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência
Hidrocooler da Apema assegura refrigeração sem consumo de água

“A nossa linha de chillers traz benefícios de redução de consumo energético porque conta com compressores Scroll, com evaporadores a placa e válvulas de expansão eletrônica, que garantem estabilidade no circuito com baixa temperatura de condensação, e ainda possui controle eletrônico por microprocessador, que assegura o gerenciamento preciso da temperatura de processo”, ressaltou Santos.

Eficiência com hidrocoolers – Enquanto as torres de resfriamento convencionais promovem as trocas térmicas por evaporação de grandes volumes de água, os hidrocoolers destacados pela Apema, empresa estreante na Brasilplast, e desenvolvidos para refrigeração de fluidos de sistemas hidráulicos, como injetoras, apresentam vários ganhos de eficiência. “Isentos do consumo de água, os hidrocoolers não exigem tratamentos de água e nem paradas obrigatórias para manutenção dos trocadores de calor das injetoras, e apresentam ainda a vantagem de atender às disposições da ISO 14000”, informou Marcelo Izzo, engenheiro de vendas.

O parque industrial do setor de transformação do plástico pode ser considerado muito bem servido pela atual oferta de periféricos, também compartilhada pelos equipamentos da Mecalor. Reconhecida pela fabricação de unidades móveis de água gelada, chillers com condensação a água e a ar e minichillers, com capacidade de resfriamento de 3.000 kcal/hora até 5.000 kcal/hora, a empresa destacou equipamentos providos de central eletrônica com display IHM interligada a um CLP para executar todas as funções de controle, revezamento de compressores, proteção e sinalização de operações e de falhas, e informações que podem ser acessadas por meio de sistemas remotos. Mas os grandes destaques nessa Brasilplast ficaram por conta de dois lançamentos: o chiller modular ecológico da linha CHM e o estabilizador de temperatura ETZ.

Fabricados em módulos compactos, tendo cada unidade capacidade para refrigerar até 90 mil kcal/hora, os novos chillers permitem aos usuários agregar um total de seis módulos ao sistema montado em estrutura de aço inoxidável, sem alterar as tubulações de água. Permitem, assim, ampliar a capacidade total de refrigeração para 540 mil kcal/hora numa única instalação, para poder atender às demandas de várias injetoras.

“A ideia é não precisar trocar o chiller em virtude de aumentos na produção e, sim, ampliar o sistema com a instalação de módulos adicionais”, informou Andre F. Said, do departamento de vendas da Mecalor.

O novo chiller IHM touchscreen tem sua construção especialmente dimensionada para trabalhar com o refrigerante R-410A, considerado atualmente o mais amigável ao meio ambiente.

Outra inovação apresentada pela empresa é o estabilizador de temperatura ETZ, especialmente concebido para processos mais críticos de injeção, quando as variações de temperatura não podem ultrapassar um grau C e que também atua como um pressurizador (booster). O novo desenvolvimento partiu da observação de que nem sempre as redes de água gelada que atendem as linhas de injetoras e sopradoras se mostram perfeitamente adequadas para suprir os processos que exigem alta vazão e temperatura e pressão estáveis, ocasionando oscilações indesejáveis. Said explicou que isso costuma ocorrer em operações com moldes multicavidades ou nas injeções de ciclo rápido nas quais a diferença entre a temperatura de entrada e de saída do molde deve ser inferior a 2ºC, e também quando estão em operação várias injetoras, com o risco de a última delas ficar sem água, situação que será solucionada pelo novo estabilizador, que evita o efeito dessas variações, propiciando o fornecimento de água gelada com alta vazão.

Serpentinas de inox – Se os problemas das torres de resfriamento com circuito fechado, utilizadas principalmente para o resfriamento dos trocadores de calor de unidades hidráulicas, eram as serpentinas de cobre, sujeitas a incrustações, a Körper trouxe uma nova solução, ao lançar na feira periférico construído com serpentinas de aço inoxidável de alta resistência mecânica e química.

Outras novidades apresentadas por esse fabricante foram unidades de água gelada remodeladas para operar com refrigerantes considerados ecológicos, como o 410 A, da Dupont, e novos controladores de temperatura.

Com capacidade de resfriamento de água desde 3.000 kcal/hora até 500.000 kcal/hora, condensação a ar ou a água, ajuste de temperatura desde 5ºC até 25ºC, as unidades de água gelada dispõem de controle eletrônico microprocessado, compressores Scroll e permitem o diagnóstico das operações e de eventuais falhas por controle eletrônico.

Já os termorreguladores, com gabinetes, tubulações e bombas de aço inoxidável, são capazes de exercer controle na faixa de temperatura entre 10ºC e 90ºC e agregam sistema de limpeza de moldes por ar comprimido.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Incrementar as trocas térmicas foi o objetivo do novo projeto desenvolvido pela Wittmann-Battenfeld em termorreguladores. O novo modelo Direct 120 permite aumentar a vazão do líquido refrigerante para a faixa entre 200 litros até 280 litros por minuto e, com isso, mantém a temperatura de trabalho do molde com maior flexibilidade.

A parceria entre a Tecnos e a Frigel, que resultou na FrigelTecnos, também deverá beneficiar o setor, permitindo maior facilidade de acesso a inovações, como ao sistema Ecodry, que promove o resfriamento integrado aos processos individuais de refrigeração (Microgel) e de aquecimento (TurboGel, termorregulador de processo de alto rendimento), localizados ao lado das máquinas principais, sejam injetoras, sopradoras e/ou extrusoras.

Assim, de acordo com a concepção do sistema Ecodry, é possível obter mínimo custo operacional e controlar a temperatura e a vazão individualmente, e contar com parâmetros ajustáveis de controle de temperatura de cada molde.

Outra recente inovação destacada pela empresa incidiu sobre o aeroresfriador adiabático de líquidos em circuito fechado Tecnodry EDK, que, ao incorporar um novo sistema adiabático, permite ao resfriador operar sob várias condições climáticas. O equipamento é apresentado como alternativa aos sistemas tradicionais de resfriamento, como resfriadores e torres evaporativas.

O princípio de funcionamento consiste na entrada em operação de forma automática do sistema adiabático nas horas mais críticas, quando se observa aumento de temperatura ambiente, com a finalidade de pré-resfriar o ar na entrada do equipamento. Dessa forma, o sistema permitirá que haja um mínimo de evaporação de água, eliminando o risco de depósito de calcários na face do trocador. O equipamento conta com a câmara adiabática patenteada mundialmente pela Frigel, com uma inovação na disposição dos filtros umidificadores que assegura alta umidade relativa do ar que passa pelo trocador de calor e otimiza a eficiência do aeroresfriador.

Nacionalizações à vista – Depois da Europa e da China, o Brasil será a terceira região a sediar novos projetos de fabricação local de desumidificadores para PET da italiana Plastic Systems, graças à joint-venture firmada com o grupo nacional Tecnos, sediado em Limeira-SP.

No rol das líderes globais na fabricação de periféricos, segundo a Tecnos, reconhecida no mundo todo por suas parcerias, especialmente com a Husky (fabricante de máquinas para PET), a Plastic Systems encontrou parceiro no Brasil para a implementação de novo acordo que prevê expansões na área fabril e nas linhas de produtos da Tecnos, com vistas a dar início a novas produções locais de periféricos já a partir de 2012.

Entre as tecnologias mais recentes da Plastic Systems estão os desumidificadores compactos da série DAC com duas torres de secagem, que operam alternadamente para tratar polímeros higroscópicos. São oferecidos em quatro modelos, desde 6 até 100 dm3, para produções até 25 kg/hora, atendendo às faixas de pequenas a médias produções.

A linha de desumidificadores da Plastic Systems, porém, é bem ampla e compreende equipamentos da série DW, com tecnologia de rotor, incluindo modelos DWCompact, equipados com software de gestão; além de desumidificadores das séries D e DP, que permitem atuar com materiais termoplásticos higroscópicos e possuem capacidades desde 80 m3/hora até 500 m3/hora (série D) e entre 30 m3/hora até 5.000 m3/hora (série DP).

Plástico Moderno, Maurício Beduschi, Diretor executivo do grupo Tecnos, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

“Estamos implementando um trabalho muito amplo e forte de nacionalização de periféricos e firmando acordos com empresas líderes mundiais, como a Maguire (americana), a Frigel (italiana) e a Plastic System (italiana), para oferecermos tecnologias mais avançadas para o mercado brasileiro e nos posicionarmos de maneira mais competitiva, com vistas a abrir novos mercados na América Latina”, afirmou o diretor executivo do grupo Tecnos, Maurício Beduschi.

Segundo Beduschi, o momento é propício ao maior desenvolvimento das empresas que planejam acompanhar o ritmo de crescimento pelo qual passa o país, mas exige a fabricação local para a maior expansão das vendas.

Com parque fabril de 10 mil m2, construído em área total de 24 mil m2, e 14 anos de atuação, a empresa montou estrutura de fabricação totalmente verticalizada, com linhas próprias de torno, dobra, solda, corte, usinagem e pintura, para atender desde a fabricação de soluções em chillers, termorreguladores, aquecedores, sistemas de resfriamento em circuito fechado etc., até projetos globais do tipo turn-key.

“As joint-ventures tecnológicas que acabamos de firmar nos permitirão implementar uma política de relacionamento com as empresas líderes globais, como se fôssemos uma extensão dessas empresas com as quais firmamos parcerias e, em pouco tempo, esperamos dobrar a nossa capacidade de produção para atender os mercados de toda a América Latina, comercializando nossos produtos até o México e, por conta disso, daremos início ao plano de expansão de nossa área fabril para ocupar mais 3 mil m2 em nossa fábrica de Limeira”, disse Beduschi.

Considerando cerca de 15 famílias de produtos, envolvendo desde alimentadores até sistemas de refrigeração, o diretor acredita que o portfólio de soluções em periféricos possa abranger cerca de 200 modelos de equipamentos, o que irá se constituir na maior plataforma de produção de periféricos do Brasil e da América Latina.

Robô faz-tudo – A indústria do plástico cada vez mais lança mão das soluções em robótica para programar produções ininterruptas e repetitivas. Não são apenas as empresas de grande porte que vêm introduzindo robôs para incrementar a produção nas fábricas, mas também as pequenas e médias empresas, entusiasmadas com o faz-tudo de tarefas que os robôs podem realizar com precisão e repetibilidade absoluta, como extração de peças injetadas, paletizações, etiquetagens, aplicações in-mold-labelling, decorações, entre tantas outras.

Difícil é vender o primeiro equipamento, mas, consumada a primeira venda, as preocupações dos fabricantes de robôs se tornam bem mais brandas. “Dificilmente o empresário que adquiriu seu primeiro robô e irá adquirir, por exemplo, uma nova injetora, deixará de programar a compra de um segundo robô”, comentou José Luiz Galvão Gomes, diretor comercial da Dal Maschio – DM Robótica do Brasil, de Diadema, na grande São Paulo.

Essa prática ocorre em virtude dos incrementos que os robôs propiciam à produção em geral, entre 15% e 20%, chegando em alguns casos a dobrar, porque, uma vez mantida a repetibilidade do processo, não ocorrem mais paradas e nem variações nos tempos de ciclo. Além disso, reduzem substancialmente a geração de refugos.

E, por isso, historicamente, entre 30% e 40% das vendas efetivadas pela Dal Maschio equivalem a compras realizadas por novos clientes, que buscam alcançar maior produtividade em suas fábricas. Não são os robôs industriais do tipo manipuladores pneumáticos, dedicados à extração de peças dos moldes ou dos canais de injeção, que estão fazendo o maior sucesso atualmente, mas sim os modelos com flexibilidade de programação, ou seja, os robôs que executam extração, empilhamento, corte de canal de injeção, etiquetagem, controle de qualidade, inspeção óptica, e ainda aplicam insertos metálicos no molde e interagem com outros periféricos.

Em nome da nova opção dos compradores, o foco da apresentação da Dal Maschio nessa Brasilplast foi direcionado aos robôs mais inteligentes e flexíveis. Atuante no mercado brasileiro há 12 anos, a filial da empresa italiana com tradição no mercado global há quase 80 anos, e há mais de 35 anos fabricando robôs, destacou robôs com três rotações elétricas, preparados para realizar trocas rápidas de garras, entre outras aptidões, além de modelos servocontrolados por comando numérico CNC.

As vantagens dos robôs com rotação elétrica, segundo Gomes, são muitas e residem na flexibilidade dos movimentos, que permitem paradas de rotação em posições intermediárias entre o ponto inicial (mínimo) e o final (máximo) e, consequentemente, a execução das operações em várias posições, entre os ângulos de 1 até 360 graus. Como aplicações de maior sucesso, destacam-se os robôs para tarefa de in-mold-labellings, cujos modelos possuem ciclo ultrarrápido e entrada lateral, sendo os mais requisitados atualmente pelo setor de embalagens plásticas.

Plástico Moderno, José Luiz Galvão Gomes, Diretor comercial da Dal Maschio, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

A empresa também destacou na feira equipamentos da série PL, como os robôs de três a cinco eixos servomotorizados, para movimentações livres e simultâneas, e os robôs da série Ginko PL, para operar com injetoras com força de fechamento até 3 mil toneladas.

Embalagens lideram compras – Aumentos de produtividade e reduções de refugos movem as empresas na busca de soluções em robótica, mas, além dos tradicionais usuários das indústrias automobilísticas, fabricantes de linha branca e de monitores, a nova demanda por robôs tem partido das indústrias de embalagens, principalmente descartáveis.

“Os fabricantes de embalagens descartáveis também estão descobrindo os robôs como bons parceiros para reduzir desperdícios e ganhar segundos na produção, o que representa um grande diferencial para empresas que já operam sob altíssimas velocidades”, comentou Reinaldo Carmo Milito, diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil.

Por isso, uma das principais atrações no estande do fabricante foi o W821 UHS Ultra-High-Speed, robô com capacidade de carga até 3 quilos, desenhado para injetoras que operam com ciclos ultrarrápidos, até seis segundos, com até 300 toneladas de força de fechamento, e cuja motorização permita acelerações em velocidades altíssimas, como promover entradas e saídas do molde em menos de um segundo. É, portanto, um dos equipamentos indicados para a produção em altas escalas de embalagens.

Plástico Moderno, Reinaldo Carmo Milito, Diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Outras soluções destacadas pelo fabricante foram os robôs de nova geração pertencentes à série oito, que contam com novo software, e permitem configurações especiais, como a programação dos movimentos em sintonia com o ciclo da injetora, a fim de reduzir o consumo de energia.

Ao lançar a linha de robôs ES na Brasilplast, a subsidiária do grupo japonês Star Seiki Brasil abriu mais o leque de oportunidades de automação para acompanhar injetoras com forças de fechamento desde 35 toneladas até 650 toneladas. A empresa acredita que assim poderá atender mais pontualmente às necessidades de indústrias de menor porte e que pretendam ficar em dia com as exigências de segurança da Norma Regulamentadora 12 (NR-12) do Ministério do Trabalho.

O diferencial do equipamento é não somente promover a retirada automática de peças injetadas, mas também oferecer a possibilidade para a programação de sequências livres com a finalidade de promover a extração de peças com geometrias mais complexas dos moldes, podendo executar movimentos transversais, longitudinais e verticais, previamente à extração.

Constituído por três eixos servoacionados e um eixo adicional pneumático para posicionamento das peças em ângulos de 90º, e de painel eletrônico, permite alterar a programação de cursos, sequências e tempos.

Segundo Roberto Eiji Kimura, gerente geral da Star Seiki Brasil, o interesse pela automação tem aumentado entre os pequenos empresários, que operam com três a quatro injetoras, dispostos a reduzir custos de produção e a melhorar tanto a eficiência dos processos quanto a qualidade dos produtos. “As injetoras trabalham durante 24 horas ininterruptamente e só introduzindo automações será possível acompanhar esse ritmo e alcançar maior eficiência na produção”, comentou Kimura.

A linha ES abrange três modelos: o ES-650 aplica-se a injetoras com forças de fechamento desde 35 toneladas até 100 toneladas; o ES-800, exposto na feira, destina-se a injetoras com força de fechamento desde 75 toneladas até 350 toneladas; e o ES-1.200, para injetoras com forças de fechamento desde 350 toneladas até 650 toneladas.

Plástico Moderno, Roberto Eiji Kimura, Gerente geral da Star Seiki Brasil, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Além do lançamento, a empresa destacou robôs preparados para aplicações especiais, como in-mold-labelling, a colocação de insertos metálicos, cortes de canais de injeção, extrações de pré-formas de PET, entre outras.

Plástico Moderno, Ana Aghazarian, Engenheira de vendas da Stäubli São Paulo, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência
Ana exaltou a flexibilidade total dos manipuladores de seis eixos

Robô a 360º – Das maquinetas para mover com alta precisão teares de altíssima velocidade, a empresa franco-suíça Stäubli herdou as bases para fabricar uma das tecnologias mais avançadas em matéria de robôs industriais para aplicações direcionadas às indústrias do plástico, representada pelos robôs de seis eixos com movimentos esféricos. Acompanhados em sua versatilidade de funcionamento nessa Brasilplast, um dos robôs expostos foi especialmente concebido com sistema antiexplosão para realizar pinturas de substratos plásticos em cabines fechadas.

Trata-se de robô de seis eixos, um sistema mais avançado e com total flexibilidade, capaz de fazer interpolações de eixos preparado para fazer pinturas. “Seu diferencial está na caixa de engrenagem que promove total repetibilidade aos movimentos”, informou Ana Aghazarian, engenheira de vendas da Stäubli São Paulo.

A versatilidade de um robô de seis eixos, segundo ela, vai muito além das possibilidades associadas a um robô cartesiano de quatro eixos, considerado um manipulador, e que promove apenas movimentos lineares.

Para se ter uma ideia mais exata das funcionalidades de um robô de seis eixos, ela ressaltou possibilidades como conduzir uma peça para rebarbação, executar pinturas, inspeções, inserção de peças em alta velocidade, auxiliar a injeção em salas limpas, promover cortes por fresagem ou jatos de água, montar componentes, aplicar cola, embalar produtos e armazenar; enfim, cumprir inúmeras tarefas, contribuindo para diminuir ciclos e aumentar a produtividade nas indústrias.

A francesa Sepro Robotique, atuante há dez anos no mercado brasileiro, destacou na exposição a quinta geração de equipamentos representada na família de robôs cartesianos S5 Line. Controlada por eletrônica, engloba os modelos S5-25 e S5-35, ambos concebidos para aplicações complexas, como colocação de insertos nos moldes e paletizações. Alcançando velocidades com cargas até 20 quilos, os robôs da série S5-35 são indicados para injetoras com forças de fechamento desde 350 toneladas até 800 toneladas.

Dosadores e suas novas aplicações – Os novos modelos de dosadores também estão bem mais flexíveis e comportando maiores volumes de materiais. Esse é o caso da linha gravimétrica RDG da Plast-Equip, projetada para atuar com receitas com até seis componentes, incluindo resinas e aditivos de cor e de desempenho. Oferece, ainda, maior capacidade, até uma tonelada de material por hora. Esses foram os principais avanços introduzidos nessa linha lançada na 12ª Brasilplast, mas, agora, disponíveis com novas versões providas de maiores recursos.

“Os dosadores gravimétricos da série RDG, que permitem as dosagens de todos os materiais por peso, medido por meio de células de carga, agora, também permitem dosar até seis componentes granulados ou moídos, gerando relatório de controle de qualidade processado por sistema Windows com Excell, para possibilitar feed-back de todo o processamento”, informou Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip/Rax Representações.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

A empresa também acaba de desenvolver um sistema separador de pós e partículas até cinco mícrons, para a proteção das bombas de vácuo utilizadas em centrais de transporte de resinas. “Trata-se de sistema totalmente novo, sem elemento filtrante e que não requer paradas de manutenção”, explicou Ebel.

Plástico Moderno, Daniel Ebel, Diretor da Plast-Equip/Rax Representações, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência
Propostas de Ebel envolvem soluções desde a engenharia

Outro destaque apresentado pela Plast-Equip ficou por conta do alimentador da série RFL, desenvolvido para aplicações especiais, como transportar flakes de PET para reciclagens, com capacidade até 2.400 kg/hora.

“Com esse novo desenvolvimento, nos preocupamos em atender os materiais de baixa densidade, como flakes, mas também queremos atuar na alimentação de silos”, explicou o diretor.

Além de complementar o portfólio, os novos periféricos estão em sintonia com a atual política da empresa de oferecer soluções às indústrias do plástico não só em equipamentos, mas também na área de engenharia de aplicações, abrangendo sistemas de automação voltados à produção, que possam considerar desde as etapas de armazenagem em silos, big-bags, transportadores a vácuo até os sistemas para secagem, dosagem, alimentação de máquinas e de reaproveitamento de aparas, promovidos pelos moinhos.

“Estamos focados no atendimento de soluções globais, envolvendo estudos de engenharia e equipamentos e é essa a nossa atual política de trabalho para o setor plástico, a qual, acreditamos, possa trazer maiores benefícios para as indústrias”, concluiu Ebel.

Especiais para aditivos e masterbatches – A nova solução gravimétrica desenvolvida pela Piovan também atraiu grande atenção dos visitantes mais atentos dessa Brasilplast por oferecer a possibilidade de dosagem de masterbatches e de aditivos com maior desempenho. Trata-se de unidade denominada Lybra LG1/LG2, desenhada para comportar até duas estações dosadoras independentes e com diferentes capacidades. Foi concebida para atender às exigências das mudanças previsíveis na produção das indústrias do plástico.

Um dos aspectos interessantes do novo periférico é que cada estação de dosagem vem equipada com seu próprio sistema de controle por perda contínua de peso, para medir a quantidade de material transportado pela rosca dosadora até a unidade misturadora. Também possui sistema de controle por microprocessador com tela sensível ao toque de sete polegadas, que permite comparar valores de dosagem predefinidos com os valores reais, e verificar instantaneamente os parâmetros da produção.

Na opinião de Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan do Brasil, o dosador gravimétrico oferece nova opção ao setor plástico porque a maior parte dos periféricos até hoje utilizados com a finalidade de dosar masterbatches e aditivos é volumétrica. Ele acredita que o mercado estava necessitando desse tipo de solução de alta precisão, que permite controlar a perda de peso várias vezes por segundo e, com isso, propiciar mais precisão nas dosagens de cores e de aditivos de desempenho.

As dosagens realizadas pelo novo equipamento vão desde 10 gramas por hora até 170 kg/hora. Representa um periférico altamente versátil, que pode ser aplicado na injeção de ciclos rápidos, de tampas e de peças de paredes finas, incluindo também a possibilidade de realizar dosagens específicas para linhas de extrusão de chapas e de perfis e para linhas de sopro de frascos e de peças que requeiram alta precisão de cor e de aditivação.

Outra área de investimento recente da Piovan foi direcionada ao desenvolvimento de novo controlador gravimétrico para ser aplicado nas linhas de extrusão de filmes tubulares e de outros materiais. Trata-se de periférico da série TXP que permite o controle preciso de peso (grama) por metro, e que é capaz de ajustar e controlar automaticamente a rotação da rosca e a velocidade de arraste da extrusora, assegurando maior precisão na produção de filmes em mono e multicamadas, bem como na fabricação de tubos e perfis.

Provido de controle eletrônico de alta capacidade, o novo periférico permite a leitura dos dados de processamento da linha e interage on-line com a extrusora, possuindo componentes eletrônicos de última geração que convertem sinais analógicos em digitais. Por contar com funil de pesagem com cobertura em acrílico, propicia a proteção da célula de carga contra interferências externas.

“O novo controlador gravimétrico concebido para extrusão promove as leituras da rotação da rosca e da velocidade do tracionador, medindo sessenta vezes por segundo o quanto a máquina está consumindo, e calculando, a partir desse ponto, a velocidade com a qual a extrusora deve trabalhar, promovendo os ajustes necessários ao processo concomitantemente à produção”, explicou Santos.

O principal benefício será produzir filmes com variações mínimas de espessura. O uso do novo equipamento permite refinar ao máximo o processo de extrusão e reduzir as variações de peso por metro e de espessura dos filmes tubulares, extensivo também à produção de tubos e de perfis extrusados.

Especialidades para extrusão – Ao firmar joint-venture com a italiana Syncro, a Ineal também reafirmou propósito de contribuir para reforçar as opções na oferta de periféricos mais avançados para a evolução do mercado brasileiro.

“Após 21 anos de atuação, aliamos nossa presença no mercado aos mais sofisticados softwares para mistura e controle da Syncro, criando a linha Ineal Syncro, inicialmente prevendo fornecer para o Brasil, mas podendo atender no futuro também todos os países da América Latina”, informou Marcel Brito, gerente de vendas da Ineal.

Entre os primeiros equipamentos contemplados pela parceria estão os dosadores das linhas EasyBatch e EasyLine, que trazem recursos mais avançados para controle da extrusão de filmes. Dentro da linha EasyBatch, a empresa irá comercializar anéis de ar para extrusoras, cuja finalidade, além de elevar a qualidade dos filmes, é propiciar aumentos de produção.

Produzidos com tecnologia Syncro, os misturadores EasyBatch atuam por ganho de peso, destinando-se à dosagem e à mistura de múltiplos componentes, utilizando CLP modular e interface IHM. Também com tecnologia italiana, a linha EasyLine, concebida para um único componente, será projetada para alimentar de forma gravimétrica a extrusora, controlando a capacidade produtiva por grama/metro, e evitando perdas.

“Estamos oferecendo às indústrias do plástico uma nova tecnologia com fabricação nacional exclusivamente voltada para a extrusão de filmes cast, balão e também para a produção de chapas, com um novo conceito que permite o controle da extrusora por grama/metro e quilo/hora”, destacou Brito.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Segundo Gabriele Caccia, diretor da Syncro, os sistemas fabricados pela empresa incluem dosadores e misturadores gravimétricos para cada tipo de processo de extrusão que exige alimentação gravimétrica constante e alta homogeneidade nas misturas, incluindo sistema de transporte centralizado para ser integrado automaticamente a todos os misturadores da marca.

Também integrante do portfólio, o sistema de medição e controle automático do perfil da espessura dos filmes representado pelo anel de esfriamento permite aumentar a produção em aproximadamente 50%, oferecendo melhores propriedades quanto à resistência, brilho, alongamento e especialmente quanto à resistência à furação dos filmes.

A empresa italiana ainda oferece sistemas de supervisão para monitoramento e gestão de linhas e de processos, com todas as máquinas e periféricos utilizando sistema eletrônico por CLP.
Com equipamentos instalados em extrusoras da Carnevalli, a Controlplast comemorava os mais novos desenvolvimentos realizados na área de periféricos. Um deles é o Gravimix, equipamento que promove controle gravimétrico e mistura, consistindo em sistema completo que inclui controle de gramas por metro com tecnologia por perda de peso e mistura gravimétrica por batches para até seis produtos.

“O Gravimix promove o controle de espessura dos filmes e também atua no controle gravimétrico das resinas, misturando os materiais e assegurando o peso por metro linear do início ao fim da extrusão”, informou o diretor da Controlplast, José Francisco Damião Freire.

Segundo o fabricante, além da qualidade dos filmes, a economia de matéria-prima é um forte atrativo para a introdução desse tipo de periférico nas máquinas principais.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência
Acessório controla o consumo em watts por kg produzido

Freire estima até 3% de economia em matérias-primas para produzir os mesmos metros lineares e grande diminuição na geração de aparas. O equipamento estabelece o controle automático da velocidade da rosca perante as oscilações na fluidez da resina, ou a variação da densidade em reciclados, e ainda na velocidade do puxador.

Outros lançamentos apresentados pela Controlplast são o InfoWatt, o Controlmix, o EBC e o IBC. O InfoWatt é um acessório que ajuda a definir o melhor ponto de equilíbrio para que a máquina possa operar confrontando as informações sobre faixas de consumo em quilograma/hora e o consumo de energia elétrica, para que o transformador conheça e avalie o consumo em watts por quilograma produzido, identificando a melhor faixa de operação para as máquinas.

Já o Controlmix é um misturador gravimétrico para resinas e aditivos, concebido para garantir a qualidade dos produtos e reduzir custos decorrentes de materiais rejeitados pela não uniformidade de cores, entre outras aplicações.

O controlador EBC (Easy Blow Controler) mede e controla a largura dos filmes automaticamente nas extrusoras do tipo balão, sendo composto de três sensores ultrassônicos posicionados a cada 120 graus em torno do balão, um CLP e duas válvulas pneumáticas.

O IBC (Internal Bubble Cooling), por sua vez, trata-se de um resfriador de ar interno que mede e controla a largura dos filmes automaticamente nas extrusoras do tipo balão e com cabeçote fixo. Também composto por três sensores ultrassônicos posicionados a cada 120 graus em volta do balão e um CLP, possui ainda duas saídas para permitir o controle proporcional da velocidade de entrada e de saída de ar do balão.

Novidades em alimentadores – As linhas de alimentação na indústria do plástico também contam com novos aprimoramentos, que permitem alcançar maior eficiência e economia. O novo sistema de controle de alimentação centralizado lançado pela Piovan Easy3 é um deles, pois conta com interface mais amigável com o operador e com maior velocidade, propiciando reduzir o tempo de reação e melhorar o consumo energético. Ainda oferece novas opções de aplicação, incluindo uma solução para cada tipo de necessidade, saindo de fábrica pronto para estabelecer conexões com o programa WinFactory.

No mais, esse periférico oferece ampla gama de soluções para transporte de grãos e de moídos e também é apresentado com farta linha de funis alimentadores, até para materiais com baixo peso específico. Comporta capacidades desde 1 litro até 200 litros, abrangendo grânulos, microgrânulos, flakes e também materiais abrasivos.

Entre as várias exclusividades oferecidas pela Moretto se destacaram os sistemas de alimentação trifásica Quad, e as unidades de aspiração trifásica com sistema de válvula Quad, que promove derivações para atender e alimentar a injetora com quatro componentes.

“A série Quad de unidades de aspiração trifásica permite gerenciar até quatro funis alimentadores trifásicos com a possibilidade de uso de válvula de relação e de válvula de limpeza, propiciando às indústrias contar com tecnologia de ponta com custo/benefício compensador”, informou Eduardo Caldana, gerente de área da Moretto do Brasil, unidade pertencente à Moretto Plastics Automation.

O lançamento programado para essa Brasilplast, no entanto, foi desenhado para a área de desumidificação. Trata-se de um sistema flexível, projetado com novo funil, que propicia maior economia, apresentado na série de dryers XD/OTX.

Plástico Moderno, Eduardo Caldana, Gerente de área da Moretto do Brasil, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

A nova empacotadora automática demonstrada pela BGM ensaca até quatro mil quilos por hora, ao operar com bobinas. Exposta na feira com silo alimentador comportando quatro mil litros, o periférico denominado Packing Line é considerado ideal para materiais granulados, propiciando o enchimento dos sacos com os materiais, a pesagem, a selagem, a impressão da embalagem e sua colocação nos paletes.

[toggle_simple title=”Paletes de PP substituem a madeira com vantagens” width=”Width of toggle box”]

Dez paletes de polipropileno inseridos na cadeia logística de transporte e movimentação de cargas equivalem a poder preservar na natureza uma árvore de pinus que levou muitos anos até chegar à fase adulta. Com esse forte apelo ecológico, poucas indústrias ousariam se opor à ideia de substituir os paletes de madeira pelos paletes de PP. Poucas, sim, porque cresce o número de empresas adeptas ao uso dos paletes de PP, a começar por petroquímicas e várias companhias do setor químico, como a Cabot, que também fazem uso dessa nova solução.

Na realidade, o palete de PP, denominado Pack Less, existe há pelo menos quatro anos, e já conquistou adeptos não só por possibilitar a preservação da natureza, como também pela sua comprovada adequação à movimentação e estocagem de cargas e também pela segurança e economia proporcionadas aos usuários.

Apresentado por seus idealizadores José Roberto Durço e Rodinei Lapietra Jr., diretores da empresa que encampou o mesmo nome do palete, a Pack Less, em evento promovido pela Braskem durante a 13ª Brasilplast, o palete de PP se tornou conhecido de mais uma grande parcela de público pelos vários benefícios decorrentes de seu uso.

Primeiro, pela possibilidade de preservar a natureza, fazendo-se uso de um material plástico (o polipropileno) bem mais leve e durável, produzido em base flexível, mas com estrutura alveolar, e que pesa apenas três quilos. Segundo, porque, apesar da leveza do material comparativamente à madeira, o palete de PP possui elevada resistência, sendo capaz de suportar até 1,5 tonelada de carga em movimento e até 4 toneladas de carga estática, bem como até 14 toneladas de carga de compressão, de acordo com testes e homologações realizados pelo fabricante no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

Inicialmente, o palete Pack Less foi desenvolvido para movimentar e estocar cargas embaladas e acondicionadas em sacarias e big-bags, mas, com o passar do tempo, ganhou maior versatilidade, e começou a ser utilizado no transporte de pré-formas e outras cargas volumosas, servindo também de suporte a diferentes tipos de embalagem, até mesmo as compostas com outros materiais, como o papelão.

“Várias empresas estão acreditando no nosso novo conceito, como a Cabot, que está utilizando os Pack Less para transportar negros de fumo, e a Coca-Cola, que implementou a solução combinando-a com o uso de caixas de papelão para transportar pré-formas de PET”, informou José Roberto Durço, diretor da Pack Less.

A alternativa aos paletes de madeira, segundo lembrou o diretor, é produzida por laminação, e reúne características muito importantes para as suas funcionalidades, como ser inquebrável e impermeável e também propiciar melhor higienização, dispensando a obrigatoriedade de passar pelo processo de fumigação, voltado ao controle de pragas, exigência dos órgãos sanitários em relação ao uso da madeira, e também apresenta a vantagem de ser um produto não higroscópico e que impõe barreira à umidade.

“O Pack Less é também 70% mais eficiente sob o aspecto de economia de energia e otimiza todo o sistema de transporte de cargas, eliminando possíveis entraves relacionados com a logística e facilitando as atividades de exportação”, finalizou o diretor Durço.

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Para desenvolver a nova enchedora/empacotadora, a empresa partiu da observação de que esses periféricos não estavam acompanhando com a mesma rapidez a produção das extrusoras e pela constatação de que esse tipo de periférico apresentava preços altíssimos para cumprir a finalidade de ensacar, que hoje representa uma necessidade comum a todas as indústrias.

A velocidade alcançada pela enchedora é outro atrativo, pois o equipamento é capaz de ensacar uma embalagem a cada quinze segundos, com precisão em faixa de variação até dez gramas. Outras vantagens, segundo Walner Ricardo Cavallieri, diretor da BGM, estão relacionadas com a utilização de sacos em bobinas, em torno de 50% mais baratos do que os sacos valvulados, e ainda com a possibilidade de se poder sincronizar o trabalho da enchedora com o de uma impressora colorida para se imprimir logomarcas e outras informações sobre os produtos embalados, sejam compostos, aditivos, masterbatches, entre outros materiais granulados, que poderão ser fornecidos em sacos personalizados aos clientes.

Plástico Moderno, Walner Ricardo Cavallieri, Diretor da BGM, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Moinhos estão mais versáteis – Para o transformador que ainda enfrenta problemas decorrentes de moagens ineficientes de peças volumosas, como para-choques automotivos e pneus, o novo megamoinho provido de sistema de facas endurecidas desenvolvido pela Primotécnica, e com capacidade para triturar 10 mil quilos/hora, oferece solução compatível para enfrentar as mais críticas condições de moagem.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência
Moinho projetado para operar junto à linha de termoformagem

“Trata-se de moinho triturador/recuperador do tipo schredder, muito requisitado pelo mercado para a moagem de componentes automotivos, componentes de geladeiras, reciclagem de pneus para abastecer usinas de asfalto, entre outras inúmeras aplicações”, informou Dante Casarotti, diretor da Primotécnica.

Outros moinhos expostos nessa feira foram conferidos no estande da Tria, como o modelo concebido para operar conjuntamente com linhas de termoformagem, com capacidade de moagem para 200 quilos/hora, além do moinho triturador BLM/5040, com capacidade para triturar 400 quilos/hora, projetado para a moagem de peças com grande volume, como bombonas sopradas, até 50 litros.

No estande da tradicional fabricante Mecanofar, o visitante também pôde conhecer de perto alguns exemplares da linha de moinhos fabricados pela empresa, com capacidades variáveis entre 50 kg/hora até 1.000 kg/hora.

Os modelos mais bem-sucedidos em vendas nessa temporada, segundo a diretora Rosilene Rosanelli, são os de alta rotação, que operam em faixas desde 611 r.p.m. até 814 r.p.m., e se destinam, principalmente, às aplicações em centrais de moagem. Já os modelos de baixa rotação, abrangendo periféricos desde 366 r.p.m. até 387 r.p.m., são mais procurados para atender às automações de processos.

“O nosso diferencial é customizar os equipamentos de acordo com os requisitos dos transformadores, podendo remodelar os moinhos em conformidade com as condições de processo apresentadas pelos clientes”, informou Rosilene.

Plástico Moderno, Ronaldo Cerri, Diretor, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

Os sinais da evolução em matéria de moinhos também se fizeram presentes no estande da Rone, que levou para a exposição vários modelos, incluindo moinhos que operam na faixa de 85 decibéis, que oferecem aprimoramentos acústicos e são direcionados principalmente para os mercados de pré-consumo.

Entre os grandes sucessos de vendas, segundo o diretor Ronaldo Cerri, estão também os equipamentos concebidos para a moagem de peças volumosas, como carrinhos de supermercado, portas de geladeiras, para-choques, painéis, portas, entre outros componentes automotivos, que se distinguem pelo baixo nível de ruído e pela baixa formação de pós, ocupando posição de destaque nas centrais de moagem das indústrias de transformação.

Desde 2004 atuando com fábrica no Brasil, a italiana Primac lançou novo modelo de banco de calibração para extrusão de perfis. Trata-se do modelo BPC-300-M Aut, que visa a manter a formatação de perfis e de tubos de PVC, mas que foi aprimorado com novo sistema de subida e descida de mesa e de avanço e retorno. O acionamento ocorre pela presença de um sistema de giro angular para alinhamento com o cabeçote, que promove as regulagens de calibração de forma totalmente automática. “Com essa novidade, a produção se torna mais veloz e os perfis apresentam maior uniformidade dimensional”, comentou o fundador e diretor-geral da Primac, Vittorio Baroni.

Plástico Moderno, Vittorio Baroni, Fundador e diretor-geral da Primac, Brasilplast 2011 - Periféricos - Sistemas propõem mais eficiência

No segmento de banheiras de calibração para extrusão de tubos, a empresa destacou novos itens integrados por modelos com diâmetros de até 800 mm e fabricação cem por cento nacional. “Trata-se da primeira banheira a ser produzida no país com essa largura, para comportar tubos com grandes dimensões, em geral confeccionados com polipropileno, fabricados para aplicações mais críticas e de maior volume, como o transporte de água e fluidos petroquímicos”, informou o diretor Baroni.

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