Máquinas e Equipamentos

Brasilplast 2011 – Moldes – Presença de ferramenteiros é escassa

Jose Paulo Sant Anna
2 de junho de 2011
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    Atender o mercado de moldes de pré-forma de garrafas PET. Esse é o principal objetivo da Qualicad, ferramentaria que fez sua estreia na Brasilplast este ano. “Comecei há cinco anos em parceria com a Pavan Zanetti. Na época, nós trazíamos moldes da China”, explicou o diretor Gilberto Moreira de Melo.

    De acordo com o dirigente, com o tempo, a qualidade um tanto duvidosa das matrizes orientais acabou mudando o rumo do negócio. “Há dois anos resolvemos usar nosso know-how para fabricar os moldes no Brasil”, contou. O retorno comercial da iniciativa foi compensador. “Esse é um mercado com pouca concorrência, pouco abastecido. Hoje atendemos muitas empresas médias fabricantes de embalagens para refrigerantes, água mineral e outros produtos”, comentou. O cenário ajuda e novos investimentos estão previstos. “No próximo ano, dobro a capacidade de produção de moldes”, disse.

    Lusitanas – As ferramentarias portuguesas são conhecidas pela excelência de seus serviços. Os preços pouco competitivos das matrizes lusitanas, no entanto, têm dificultado os negócios dessas empresas no Brasil, ainda mais depois do aumento dos impostos para os importados. Apesar das dificuldades, alguns representantes da “terrinha” marcaram presença na Brasilplast.

    Plástico Moderno, José Metelo, Diretor comercial, Brasilplast 2011 - Moldes - Presença de ferramenteiros é escassa

    Metelo: acordo com asiáticos garante preços menores

    Uma dessas empresas, a JR Moldes, tem sede em Portugal e escritório na Ásia. Seus principais clientes, no entanto, estão na Alemanha e na Suíça. Especializada em projetos complexos, voltados para peças com design difícil, a JR Moldes tem na indústria automobilística seu principal cliente. Os segmentos de eletroeletrônica e médico-farmacêutico também são atendidos com frequência.

    “No Brasil temos alguns clientes em Manaus e na Grande São Paulo”, informou José Metelo, diretor comercial. Apesar da distância da sede, o executivo garante o acompanhamento próximo de todo o processo de construção das matrizes, do projeto até o arranque da linha de produção. “Temos uma ferramentaria no Brasil com a qual mantemos parceria e que nos ajuda em casos de assistência técnica”, declarou, referindo-se à Imagem, instalada em Bauru-SP.

    Para amenizar o problema do preço dos serviços prestados, a empresa fechou acordo com fabricantes asiáticas. “Conseguimos aliar o know-how português de fabricação do molde com os preços e os prazos de entrega de nossos parceiros chineses”, comentou. A presença no Anhembi teve caráter institucional. “Acreditamos que o Brasil apresenta grande potencial de negócios para nós”, resumiu.

    A Geco é uma empresa familiar com sede em Portugal há quarenta anos no mercado. Está no Brasil desde 2000, em Joinville-SC. Também tem plantas industriais no México e na Inglaterra. A empresa é especializada em matrizes de injeção para peças técnicas, injeção a gás, peças bicomponentes e outras aplicações de tecnologia de ponta. “No Brasil trabalhamos mais com manutenção e reparação de moldes. Esses serviços representam 60% de nosso faturamento”, informou o gerente de vendas Carlos Febra Puidival.

    A produção de moldes, por aqui, é pequena. “Em Portugal, temos 330 funcionários e fabricamos cerca de 150 moldes por ano. Aqui, temos 25 funcionários e produzimos quatro moldes por ano”, contou. A importação de matrizes fabricadas em Portugal é rara. “O nosso custo é elevado para os transformadores brasileiros”, diz. Em curto prazo, não há previsão de mudança nesse cenário. O perfil de funcionamento no Brasil não foi impeditivo para a participação da empresa no evento da Brasilplast. “É uma boa oportunidade para angariar contatos”, justificou.

    Novidades – Alguns dos principais fabricantes de porta-moldes e outros componentes aproveitaram a exposição para apresentar lançamentos. A Polimold, de São Bernardo do Campo-SP, líder brasileira no mercado de porta-moldes e forte concorrente na área de câmaras quentes, repetiu a estratégia adotada em outras edições da exposição. Com amplo estande, procurou reunir, de maneira descontraída, clientes e prospects.

    A tática de marketing correu em paralelo com o anúncio de novidades. Entre elas, a apresentação do software Polispeed, projetado para promover a rápida integração entre os projetos das matrizes e suas respectivas câmaras quentes. “É um produto inédito no mercado”, garantiu o gerente de vendas Maurício Brunelli. Os lançamentos não pararam por aí. A partir de agora, os porta-moldes da empresa são montados para receber câmaras quentes de qualquer marca. Antes eles só recebiam as da Polimold.

    Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Moldes - Presença de ferramenteiros é escassa

    No âmbito das câmaras quentes, dois produtos novos. O primeiro é uma microbucha valvulada, indicada para projetos com restrição de espaço e voltada para não deixar vestígios nas peças durante o processo de vazão do plástico. Também apresentou um kit de bucha, anel e controle de temperatura indicado para aplicações de injeção direta. “As peças não são lançamentos, mas é a primeira vez que as fornecemos no formato de kit; o prazo de entrega é super-rápido”, explicou. Para Brunelli, o mercado está muito bom. “As ferramentarias estão com de 70% a 80% de ocupação de suas capacidades”, comemorou.



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