Aditivos e Masterbatches

Brasilplast 2011 – Masterbatches – Muito além da cor

Patricia Rodrigues
3 de maio de 2011
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    Na Ecomaster, de Franco da Rocha-SP, o destaque ficou por conta do Ecomate, masterbatch de aditivos oxibiodegradáveis. David Campos, gerente comercial, explica que o produto combina vários aditivos e, ao ser adicionado a plásticos convencionais como PP e PE, faz com que se tornem oxibiodegradáveis. “Na primeira etapa, o plástico se degrada por causa da oxidação. Em condições ideais, biodegrada até atingir um peso molecular para o consumo dos micro-organismos”, explica. “Depois dessa etapa, o plástico é convertido em dióxido de carbono e água.”

    Em duas versões (EC 1205 e EC-1207), o Ecomate atende aos requisitos de oxidegradação, biodegradação e ecotoxicidade de diversas normas, entre elas a ASTM D6954-04 e a OK Compost pela Vinçotte, que determinam exigência mínima de 90% de biodegradação em dois anos. “Observa-se uma queda no volume de vendas do masterbatch branco, resultado do comportamento do mercado de extrusão para sacolinhas de mercado que agora devem atender à nova legislação”, afirma.

    Para avaliar o desempenho do aditivo, a Ecomaster utilizou o produto colocado a 1% em uma das máquinas da Carnevalli em atividade durante o evento. De acordo com o gerente, o foco da empresa continua sendo o mercado de extrusão, porém com produtos específicos para cada cliente. É o caso dos destinados à ráfia, produzidos com cretáceos naturais e teor de sílica inferior a 1% que tornam o masterbatch menos abrasivo, prolongando a vida útil dos equipamentos. “Desenvolvemos produtos que atendam às necessidades ecológicas e, ao mesmo tempo, proporcionem maior produtividade e redução de custos de manutenção dos equipamentos.”

    Com capacidade instalada de 650 toneladas/mês, a empresa estima atingir 1.200 toneladas/mês com a chegada de duas novas extrusoras. “Com novos produtos, a meta para o segundo semestre é crescer 30%”, explica Campos. Entre as novidades, a Ecomaster também apresentou a nova linha de masterbatches e compostos antichama (halogenados ou não) para várias resinas, além dos específicos para filmes agrícolas de PEBD (antitérmicos, UV, difusores de luz, antifungos e especiais para mulching e multicamadas). O gerente também destacou o Eco Drier, absorvedor de umidade e gás lançado no final do ano passado, e o Eco Clean, aditivo antimicrobiano composto por nanopartículas de prata.

    A Colorfix, de Colombo-PR, apostou num pacote de sustentabilidade, com o lançamento do masterbatch da linha BioFix para atender o mercado de biodegradáveis. Também destacou o Bactix, contendo aditivo que impede a proliferação de bactérias, o aparecimento de manchas e a perda de propriedades mecânicas do plástico. Apresentado pela primeira vez em um evento de grande porte, o produto tem aprovação para o uso em embalagens alimentícias.

    De acordo com Thalita Garcia, do departamento de marketing, a empresa vem desenvolvendo ainda uma linha de masterbatches pretos de alta tecnologia para filmes para agricultura e tubos de irrigação e alta pressão. “Cada um deles oferece características específicas que conferem desempenho superior em relação aos materiais convencionais”, completa. Além de masterbatches perolizados e com glíter, a Colorfix também trouxe masters de efeitos, como os fotocrômicos (mudam de cor na presença de luz) e os termocrômicos (mudam de cor conforme a temperatura), sendo os últimos destinados para utilidades domésticas e produtos infantis, como mamadeiras, banheiras e brinquedos.

    Na Cromaster, de São Paulo, o destaque ficou por conta da linha de masterbatches biodegradáveis para PLA, PHB e TPS, destinados principalmente à produção de filmes e sacolas. J. Fernandes B. Filho, diretor comercial da Cromaster-SP, também salientou as vantagens da linha Cromalem, desenvolvida para o processamento de fibras de multifilamentos. “Com boa dispersão dos pigmentos, prolonga a vida útil dos equipamentos e ainda oferece concentrados protetores contra raios UV, especialmente para fibras de polipropileno.”

    Cada vez mais específicos – A Clariant estreou na Brasilplast a linha Remafin-pealfect, de masterbatches de alto desempenho com efeito perolescente para diferentes resinas em processos de injeção, sopro e extrusão. O desenvolvimento, feito no Brasil, demorou seis meses e deve ser apresentado globalmente em 2012. “O novo processo protege as partículas perolescentes de danos que ocorrem durante a composição do masterbatch”, explica Roberto Guzmán, diretor de marketing para a América Latina da BU Masterbatches. “Ao contrário de materiais convencionais que não são dispersos adequadamente na fabricação do máster, exigem mais quantidade e acumulam nas máquinas provocando defeitos na peça final.” A tecnologia melhora também a dispersão (elimina aglomerados que aumentam taxas de sucata), evita a diminuição de velocidade dos equipamentos (para proteger as partículas) e deixa menos resíduos na peça. “Além de menos tempo para limpeza das máquinas, as peças finais ganham o brilho perfeito e na forma mais pura, características exigidas principalmente no segmento de eletrodomésticos e nas embalagens de cosméticos e personal care.”



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