Brasilplast 2011 – Injetoras – O desfile das máquinas

Os visitantes da Brasilplast interessados em conferir as novidades no universo das injetoras tiveram a oportunidade de conhecer um painel bastante completo dos modelos disponíveis no mercado. Nos estandes do Anhembi estiveram montados equipamentos de diversas marcas. No nicho das máquinas mais simples, responsável por entre 80% e 90% das unidades vendidas no Brasil, fabricantes nacionais e asiáticos concorreram para chamar a atenção dos possíveis clientes.

Entre os equipamentos mais complexos, o esforço se concentrou entre os representantes dos fornecedores instalados nos países do primeiro mundo.

De acordo com os expositores do ramo, o interesse dos visitantes demonstra algumas tendências. A procura por injetoras mais sofisticadas se intensifica entre as empresas que trabalham em mercados de tecnologia elevada, caso da indústria automobilística, de eletroeletrônicos e outras. Também são bastante procurados equipamentos adaptados para transformar o PVC, matéria-prima em alta graças ao aquecimento da construção civil. A economia de energia elétrica é preocupação constante dos clientes. Nesse quesito, merece atenção a evolução da procura pelos modelos elétricos e, no caso das máquinas hidráulicas ou híbridas, pelo uso de componentes hidráulicos mais avançados, caso das servobombas, que acionam o motor quando a máquina precisa de algum movimento e mantêm o motor em descanso nas demais ocasiões. As bombas de vazão variável, não tão econômicas, mas importantes em determinados modelos, são muitas vezes exigidas pelos compradores. Os equipamentos de tamanho compacto fazem sucesso, num momento em que o custo da área das fábricas está valorizado. As máquinas dotadas com componentes que as tornam mais ágeis provocam o interesse de muitos transformadores, em especial dos ligados a atividades que exigem a produção de grandes volumes de peças.

Alguns empresários do ramo esperavam a presença mais expressiva de visitantes na Brasilplast. Outros demonstraram satisfação com o movimento. Ninguém discorda, no entanto, da excelente oportunidade proporcionada pela exposição para encaminhar negócios. O número de contatos realizados com possíveis compradores compensa. Algumas vendas chegaram a ser concretizadas nos estandes, em especial com clientes cuja preferência pela marca é forte. Nas muitas conversas travadas nos estandes entre fornecedores e interessados em adquirir equipamentos, a questão do preço, como não poderia deixar de ser, foi uma das mais discutidas. O real valorizado favorece os importados, como provam os números da balança comercial do setor nos últimos anos.

Estima-se que 70% do faturamento nacional relativo à venda de injetoras fique com os importadores e 30% com os fabricantes nacionais. Pelos preços excessivamente competitivos, os fornecedores dos modelos chineses têm gerado reclamações iradas dos concorrentes nacionais nos últimos anos. As condições de financiamento também estiveram presentes nas negociações. Nesse tópico, os fabricantes brasileiros estão favorecidos pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI), lançado pelo Finame, que garante juros e prazos mais amigáveis para quem adquirir máquinas nacionais. Para tentar compensar essa desvantagem, os importadores ofereceram alguns planos de financiamento próprios com juros competitivos e prazos menores.

Nacionais – Os principais fabricantes nacionais “bateram o ponto” no evento do Anhembi. A Romi, empresa há 81 anos no mercado e com mais de 30 mil máquinas instaladas, marcou presença sem qualquer falsa modéstia. Em um estande amplo, com 490 metros quadrados, exibiu sete máquinas para transformação do plástico, entre elas um ciclo completo de produção de frascos de PET – incluindo a sopradora –, do granulado à garrafa fechada. As injetoras em exposição estavam ligadas a robôs, máquinas de embalagens e todos os periféricos utilizados para automatizar a produção de peças plásticas.

“Nossa expectativa é muito forte, aproveitamos a feira para mostrar novos modelos e o desenvolvimento das nossas injetoras”, disse Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas. Entre as atrações, o lançamento das linhas EL, EN e P. De acordo com a empresa, a série EL é formada por modelos elétricos, facilmente adaptados a salas limpas. Trata-se de um projeto novo, dotado de componentes e insumos de alta confiabilidade e tecnologia e que propicia elevada relação entre produção e consumo energético.

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Em seu estande, a Romi exibiu vários modelos de máquinas injetoras

Os equipamentos EN são destinados a diversas aplicações, como injeção de peças técnicas, utilidades domésticas, brinquedos e embalagens. Eles são equipados com servobombas e se destinam a diversas aplicações. A série P possui bomba de vazão variável. “Essa linha surge para suprir uma lacuna no nicho de baixo custo e elevado índice de recursos técnicos”, afirmou Lago. A empresa também mostrou uma injetora da série Primax, já conhecida do mercado, formada por unidades híbridas, com acionamentos hidráulicos para os movimentos de fechamento e injeção, e elétrico para o movimento de plastificação. “Ela reduz o consumo de energia em até 30% e o tempo dos ciclos em até 15% em relação à máquina similar com plastificação hidráulica.”

De acordo com o diretor, os lançamentos devem ajudar a Romi a cumprir a meta de vendas em 2011 e tornam o portfólio da empresa dotado com máquinas mais competitivas, aptas a disputar um mercado extremamente concorrido. “Nossa expectativa é a de alcançar resultados equivalentes aos de 2008”, revelou. Caso se confirme, o desempenho será próximo ao do ano passado. A expectativa em relação ao desempenho da empresa no exterior também é positiva. Ela conta com fábrica na Itália e em outros países atua com a marca Sandretto.

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Himaco mostrou modelos próprios e chineses montado no Brasil

A gaúcha Himaco, com sede em Novo Hamburgo-RS, contou em seu estande com cinco máquinas injetoras. Há cinco anos, para se adaptar à nova realidade do mercado, a empresa conta com estratégia diferenciada. Ela continua a oferecer os modelos próprios, indicados para o mercado de transformação um pouco mais sofisticado. Mas também vende máquinas com componentes produzidos na China e montados no Brasil, estas voltadas para competir no nicho das máquinas com menor preço. Na média, 90% do faturamento vem das vendas de máquinas nacionais e 10% das chinesas.

De acordo com Cristian Heinen, gerente comercial, a tática foi adotada para fazer frente às dificuldades impostas pelo mercado nos últimos tempos. “Está muito complicado nos basearmos apenas em equipamentos fabricados por aqui”, lamentou. Entre os modelos oferecidos, destaque para os da linha Apta, já ofertados pela empresa há algum tempo. Na feira, uma das máquinas da série estava preparada para a injeção de PVC rígido. Também foi divulgada a oferta de modelos com a inclusão de servomotor. “Podemos desenvolver o projeto de acordo com a necessidade dos clientes”, revelou. A esperança de fazer bons negócios durante o evento reforça o otimismo do gerente para o desempenho previsto para o ano de 2011. “Já vendemos duas máquinas na feira para indústrias do setor automotivo”, informou. Em relação ao ano passado, poucas queixas. “O ano de 2010 foi muito bom.”

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A Jasot promoveu o lançamento da linha KE, com várias inovações

A Jasot, outra gaúcha com sede em Novo Hamburgo, aproveitou a Brasilplast para apresentar novidades. A principal foi o lançamento da série KE, com modelos de 100 a 600 toneladas de força de fechamento. “A máquina é totalmente nova em termos de mecânica, hidráulica, elétrica e eletrônica”, garantiu José Ricardo da Luz, coordenador técnico. Entre as novidades, controle com servodrive para todos os movimentos, o que garante economia de energia. Outra característica da linha KE, esta pouco usual, é o fechamento totalmente hidráulico sem braçagem. “O novo fechamento é um dos poucos do mercado que permite apoio central no molde e controle individual de estiramento nas quatro colunas em tempo real”, explicou. De acordo com o técnico, a máquina opera com flexão muito baixa das placas e garante completo fechamento do molde, além da perfeita distribuição de cargas nas quatro colunas.

A modernização da série IJ, formada por injetoras de 90 a 450 toneladas de força de fechamento, foi outra novidade anunciada pela Jasot. “O principal diferencial das novas versões é o seu design, totalmente reformulado”, informa Luz. Os modelos IJ também vêm equipados com nova versão de controle eletrônico, projetado para facilitar o trabalho dos profissionais escalados para programar o equipamento. Em termos de mercado, a direção da Jasot engrossa o coro dos fabricantes brasileiros de equipamentos descontentes com as dificuldades impostas pela importação desenfreada. O dólar desvalorizado é o maior motivo da queixa. “Está difícil competir com a China, não sei como o setor aguenta”, reclamou o diretor industrial José Airton dos Santos.

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Sandretto retorna ao mercado de maior porte com nova linha Mega

A exploração da marca Sandretto, no Brasil, é independente. Desde 2007, passou a ter controle acionário do grupo Nardini. Com fábrica localizada em Americana-SP, a empresa também promoveu lançamentos na exposição. Um deles foi a chegada ao mercado da linha Mega, formada por unidades desde 600 até 1.600 toneladas de força de fechamento. “Nos últimos anos tínhamos parado de produzir máquinas de maior porte, agora voltamos a participar desse segmento”, comentou Antonio Lopes, diretor comercial. Com a linha, a expectativa é atender aos pedidos de encomendas de transformadores dos setores de utilidades domésticas, móveis e indústrias automobilísticas. Na feira foi exposto um modelo de 800 toneladas.

Outra novidade foi o lançamento da série Meglio – no estande podia ser conferida uma versão de 240 toneladas de força de fechamento. As unidades da nova linha apresentam, entre outras características, maior espaço entre colunas e maior velocidade de injeção. É voltada para transformadores de produtos como tampas e utensílios domésticos, entre outros. Também conta com versão adequada à injeção de peças de PVC. “O mercado está bom, com os lançamentos nossa expectativa é de manter o crescimento de 20% ao ano obtido nos últimos tempos.”

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Modelo Systec: mostrado pela primeira vez
no Brasil pela Battenfeld

Alemãs – As principais marcas alemãs, conhecidas pela sofisticação de seus produtos, chamaram a atenção de quem passava pelos corredores do Anhembi. “A economia está aquecida e muitos transformadores precisam substituir equipamentos antigos. Para aumentar sua competitividade no mercado estão escolhendo produtos de qualidade superior, com maior produtividade e segurança”, disse Christoph Rieker, gerente geral do escritório mantido pela Sumitomo Demag no Brasil. Ele expressou a opinião unânime dos importadores de injetoras de modelos mais sofisticados.

A Sumitomo Demag é resultado da compra efetuada há três anos pela japonesa Sumitomo da alemã Demag. Na feira, a empresa divulgou os diversos modelos oferecidos. Com a marca Sumitomo, disponibiliza uma linha de injetoras elétricas. A venda dos equipamentos com a marca nipônica no Brasil é incipiente, embora venha evoluindo bem, de acordo com a empresa. Com a marca Demag, são vendidas as séries Systec (máquinas hidráulicas), El-Exis (híbridas) e IntElect (elétricas). As máquinas Demag estão presentes há mais tempo e de forma mais significativa no mercado nacional.

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Linha Macropower, da Battenfeld, é oferecida com série de opcionais

“Nós adaptamos o projeto da máquina à necessidade do cliente”, ressaltou Rieker. Uma das atrações do estande foi uma máquina Systec 210/580 – 840, mostrada pela primeira vez no Brasil. A injetora funcionou fabricando copinhos descartáveis acompanhada de periféricos que tornaram a operação totalmente automática. Indicada para aplicações como fabricação de descartáveis ou embalagens, ela tem como principal característica a velocidade. Seu projeto também conta com motor elétrico de plastificação com acumulador de pressão. Ainda possui um comando novo, o NC5, redesenhado para oferecer interface mais confortável e com maiores informações do processo.

A Wittmann Battenfeld, formada igualmente há três anos com a aquisição da construtora alemã de injetoras Battenfeld pela austríaca fabricante de robôs e periféricos Wittmann, aproveitou a exposição para mostrar modelos de linhas lançadas recentemente em termos mundiais. A série Ecopower, apresentada na última edição da K, é composta por máquinas elétricas. “É um conceito que vem ganhando terreno no Brasil, muitos transformadores estão migrando pelas vantagens que as elétricas oferecem”, declarou Cássio Luís Saltori, engenheiro de vendas.

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Modelo Allrounder, da Arburg, foi mostrado com completa automação

A Ecopower tem como diferencial o sistema Variotherm, projetado para aquecer e resfriar rapidamente o molde durante o ciclo de injeção, sistema que permite obter produtos com superfície de alto brilho. “As cavidades do molde contêm microesferas por onde circulam água fria e quente”, explicou. Os interessados precisam adquirir moldes fornecidos pela própria Battenfeld. Outra série recente, a Macropower, é formada por unidades hidráulicas, oferecidas com diversas configurações opcionais, entre elas o servodrive. “A máquina é bem compacta em relação a outras similares”, ressalta.

A empresa também mostrou um modelo da linha HM, presente no mercado há mais de dez anos. A novidade na máquina montada no estande se encontra no fato de ela contar com acionamento de bomba com servomotor. “O componente é indicado para economizar energia em operações de ciclo longo”, informou. Em relação ao desempenho das vendas, muito otimismo. “O mercado brasileiro está bom. O ano começou um pouco conservador, mas a partir de fevereiro começou a esquentar. A procura está sendo grande”, resumiu.

A Arburg é outra marca germânica de injetoras respeitada em todo o mundo. Entre as atrações apresentadas pela empresa, havia um modelo Allrounder 720H híbrido e uma máquina hidráulica Allrounder Golden Edition. “As injetoras já são conhecidas do mercado. Nesta feira estamos dando ênfase na divulgação de soluções de automação oferecidas por empresas parceiras”, informou Kai Wender, diretor-geral do escritório da Arburg no Brasil. Entre os produtos exibidos, um dos destaques foi o servopicker, nome dado ao sistema voltado para pegar os canais resultantes das peças, levá-los a um moinho e, depois de regranulá-los, utilizá-los para realimentar a linha de produção na dosagem adequada. Caso haja necessidade, o sistema também pode adicionar o masterbatch necessário para a fabricação das peças. “O sistema é totalmente fechado e compacto e pode ser adequado a qualquer injetora”, ressaltou.

Outro produto do gênero exibido foi um termorregulador de temperatura do molde, integrado ao comando da máquina. “Ele reduz a margem de erro dos ciclos”, afirmou. Com esses equipamentos e outros opcionais, Wender garante melhor produtividade e a redução da dependência dos transformadores da mão de obra humana. “As vendas em 2011 estão boas, no mesmo ritmo de 2010. O nosso desempenho está dentro do esperado”, disse.

A KraussMaffei completa dez anos no Brasil e pretende aproveitar a ocasião para intensificar sua presença no mercado nacional. Em anúncio feito durante a Brasilplast, a partir de outubro de 2011, a sociedade afiliada do grupo KraussMaffei passa a se apresentar por aqui sob o nome “KraussMaffei Group do Brasil”. Sob um teto empresarial unificado vão ser distribuídos no futuro os produtos das três marcas KraussMaffei, KraussMaffei Berstorff e Netstal. De acordo com Dietmar Straub, presidente da KraussMaffei AG, a alteração permite consolidar o portfólio das marcas e serviços a favor dos clientes locais.

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A linha Duo, da Engel, agora passa a ter modelos de menor porte

Além da novidade de caráter administrativo, a multinacional lançou no evento a linha de máquinas elétricas AX. Renato Benatti, responsável pelo negócio de moldagem por injeção do grupo no Brasil, falou que o diferencial da série fica por conta de um projeto de dupla alternância, da presença de servomotores e do acionamento fácil de seus sistemas mecânicos.

Primeiro mundo – Os visitantes interessados em conhecer máquinas com tecnologia apurada não viram apenas modelos alemães. Marcas fabricadas em outros países desenvolvidos também marcaram presença na Brasilplast. A austríaca Engel conta com três fábricas em seu país de origem, além de duas plantas industriais na Ásia e uma nos Estados Unidos. A empresa produz ampla gama de injetoras, com capacidades de 28 a 5.500 toneladas de força de fechamento. Um diferencial da empresa se encontra nos modelos até 600 toneladas de força de fechamento. “As máquinas não têm colunas, o que proporciona algumas vantagens. Elas podem trabalhar com moldes maiores, o que facilita a instalação de robôs e a troca das ferramentas”, explicou Udo Löhken, diretor do escritório brasileiro da multinacional.

Na feira, a empresa promoveu o lançamento do modelo Eco Drive, dotado de uma bomba servoacionada que permite economia de até 35% de energia em relação às máquinas convencionais. “Essa bomba é uma evolução patenteada por nós”, revelou. A empresa também apresentou ao mercado novos modelos da linha Duo, oferecida nas versões hidráulica ou híbrida. “Antes a linha ia de 650 a 5.500 toneladas de força de fechamento, agora também inclui modelos menores, a partir de 350 toneladas”, disse. Um diferencial do equipamento, de acordo com Löhken, encontra-se no fato de ele ter execução de duas placas, o que o torna bastante compacto e veloz. “O ano começou com um ritmo bom”, comemorou.

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Máquina elétrica Roboshot foi atração da norte-americana Milacron

A norte-americana Milacron oferece injetoras hidráulicas, híbridas e elétricas. Seu carro-chefe são os modelos elétricos – a empresa foi uma das pioneiras em todo o mundo na fabricação deste equipamento. “No Brasil, a procura pelas elétricas tem crescido, o mercado está descobrindo os seus benefícios”, declarou Hercules Piazzo, gerente comercial. Outro nicho destacado pelo executivo é o de máquinas para injeção de peças multicomponentes, em especial as voltadas para peças de duas cores. “Esse mercado está começando a aquecer”, comentou.

A empresa não promoveu lançamentos na feira. Exibiu em seu estande um modelo da linha Roboshot, formada por máquinas elétricas de 15 a 350 toneladas de força de fechamento. Como característica, a série conta com elementos de inteligência artificial que facilitam a automação total das linhas de produção. “A feira é uma boa oportunidade para gerar contatos. Também fechamos negócios, chegamos a vender uma máquina”, contou.

O bom momento da economia é exaltado. “O ano de 2010 foi bom e este ano os negócios começaram a engrenar em março”, informou.

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Injetoras da fábrica chinesa Cosmos foram mostradas pela Deb’Maq

Uma ilha completa e automática de produção de talheres descartáveis, da alimentação de granulados na injetora à extração do produto final embalado. Essa foi a atração apresentada pela italiana BMB, representada no Brasil pela Eurotech. A injetora que fazia parte da instalação era um modelo Hybrid, com 280 toneladas de força de fechamento. “A linha Hybrid é formada por máquinas híbridas e indicada para produtos descartáveis, embalagens, utilidades domésticas e peças de engenharia”, informou César Borges Fagundes, diretor comercial da Eurotech. Essa família contempla unidades com de 250 a 1.700 toneladas de força de fechamento. A BMB também oferece a linha KW, com modelos de 160 a 3.500 toneladas de força de fechamento, dotados com funcionamento hidráulico. “Nosso faturamento tem crescido um pouco a cada ano, temos mantido uma média de 30 a 45 máquinas vendidas por ano”, estimou Fagundes.

Asiáticas – O pessoal do Oriente não se fez de rogado. Donos de fatia considerável do mercado, os fornecedores de máquinas asiáticas marcaram presença em peso no Anhembi, alavancados pela arma do preço baixo e do perfil do mercado brasileiro, no qual a venda de unidades de máquinas mais simples tem forte participação. Um dos nomes bem conhecidos nesse nicho de mercado é o da empresa Deb’Maq, representante no Brasil do grupo chinês Cosmos, fabricante de equipamentos com forças de fechamento desde 90 até 4.000 toneladas.

A Deb’Maq levou para a feira os modelos das linhas Ecológica e Platinum Plus. O modelo SE-Ecológica, vendido há seis meses no Brasil, foi exposto pela primeira vez aos clientes nacionais. “É um pouco mais caro do que as máquinas tradicionais, mas incorpora uma série de vantagens”, disse Fernando Almeida, supervisor nacional de vendas. Uma das vantagens é contar com componentes de fornecedores famosos por sua excelência, como a Bosch, por exemplo. “Os compradores não têm problemas para repor as peças”, justificou. Outro é o fato de ser silenciosa e economizar até 60% de energia elétrica em relação aos modelos convencionais, de acordo com a aplicação. “As vendas do período pós-crise vão bem. O ano de 2011 começou com o pé-direito”, informou.

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A coreana LG esteve na feira no estande da representante StellMach

A StellMach, do grupo Alltech, representa no Brasil duas marcas. É fornecedora exclusiva do gigante grupo coreano LG, bastante conhecido por aqui pelos seus eletroeletrônicos. No campo das injetoras, eles participam com séries de máquinas hidráulicas, híbridas e elétricas. Outra parceira é a coreana detentora da marca Rhino. As duas representadas atuam em nichos complementares. “Com as máquinas LG atendemos os interessados em máquinas com desempenho superior. Com as Rhino, participamos do mercado das mais simples”, explicou o diretor Fernando André Zorzi.

A empresa tem a expectativa de, em breve, passar a representar uma marca de tecnologia de ponta, para passar a atender a todas as faixas do mercado. A atração de destaque no estande da StellMach foi um modelo elétrico da série LGE. “Com acionamento em seis eixos feitos por servomotores independentes, reduz em até 30% o tempo dos ciclos e em até 75% o consumo de energia”, afirmou Zorzi. Para o diretor, o mercado está interessante e o dólar desvalorizado ajuda a empresa a praticar preços competitivos.

A Furnax é uma empresa brasileira representante de duas marcas com participação também significativa por aqui. Da China, a empresa traz as injetoras fabricadas pelo grupo Chen Hsong, com forças de fechamento de 35 a 3.200 toneladas. “É uma linha de equipamentos padronizados, 90% direcionada para o mercado menos competitivo.

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Furnax aproveitou para mostrar injetora Supermaster SM 900V

O preço é sua grande vantagem”, explicou Roberto Guarnieri, diretor da Furnax. De Taiwan, vêm as máquinas da Asian Plastic. “São modelos mais sofisticados, para clientes que exigem qualidade e preço”, completou o executivo.

Um novo modelo da Asian Plastic foi destaque na feira. Equipado com duas placas, não tem articulações. “Com isso, aceita moldes maiores do que outros modelos com as mesmas capacidades”, comparou. Também são mais compactas. “Em torno de 20% mais curtas do que as concorrentes.” De quebra, contam com servomotor japonês, componente voltado para a economia de energia elétrica. “O ano de 2010 foi bom. Esse ano a procura está boa, apesar da enorme concorrência de marcas que podemos comprovar aqui na Brasilplast”, observou.

A chinesa Chen Hsong também é representada no Brasil pela Alfainjet. No mercado brasileiro desde 1997, a empresa já vendeu mais de 1,5 mil máquinas por aqui. Ela oferece unidades com forças de fechamento de 20 a 6.000 toneladas. Carlos Eduardo da Silva, representante do departamento de vendas da empresa, destacou o interesse existente no mercado por máquinas com desempenho um pouco superior. A intenção de economizar energia, por exemplo, tem sido motivo para a instalação com maior intensidade de servomotores nos modelos hidráulicos.

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Alfainjet divulgou modelo Jetmaster 268-C2, da chinesa Chen Hsong

Na feira, a Alfainjet deu destaque ao modelo Jetmaster 138Ai. Um de seus diferenciais é o painel de comando Ai-11, exclusivo da fabricante chinesa, com memória para armazenar informações sobre até 150 moldes e capacidade de manter dados armazenados por mais de cinco anos sem alimentação externa. A máquina opera com bomba de vazão variável. A empresa também divulgou sistemas para injeção de pré-formas de PET. “As vendas estão boas, conseguimos condições interessantes de financiamento direto da empresa para nossos clientes”, ressaltou Silva.

O grupo chinês YJ conta há três anos com escritório próprio de representação no mercado brasileiro de injetoras. A empresa fornece modelos desde 70 até 1.300 toneladas de força de fechamento. “Um diferencial nosso é o grande estoque de peças de reposição”, apontou Renato Thomazelli, representante do departamento comercial. A empresa também mantém uma boa quantidade de máquinas estocadas para oferecer em condições de pronta entrega.

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A Pavan Zanetti apresentou modelos de sua nova parceira da China

Na Brasilplast, foi promovido o lançamento da Série S, formada por máquinas de 70 a 1.300 toneladas. Elas contêm algumas características interessantes. “A máquina conta com placa com rasgo ‘T’, que permite maior rapidez na operação de troca do molde”, informou. Também tem sistema de lubrificação automática pressurizada com alarme. “O painel possui entrada USB, para permitir a atualização das operações pela internet”, emendou. No período em que atua no Brasil, a empresa já instalou cerca de 300 unidades em plantas industriais. “As vendas estão boas, não tivemos queda de procura desde meados de 2010”, informou Thomazelli.

Novidades – Além das marcas presentes no mercado já há algum tempo, participantes aproveitaram a exposição do Anhembi para divulgar produtos inéditos. A Pavan Zanetti, empresa nacional bastante tradicional e conhecida pela forte participação no mercado de sopradoras, está há anos no mercado de injetoras. Além de produzir modelos próprios, nos últimos tempos a Pavan Zanetti também passou a representar no Brasil fabricantes de injetoras chinesas. Até o ano passado, comercializava por aqui os equipamentos da Tederic. Hoje, apenas presta serviços de assistência técnica para os compradores da marca.

“Firmamos uma parceria forte com outro fabricante chinês”, revelou o diretor Newton Zanetti, que prefere manter o nome da representada em sigilo. De acordo com o dirigente, com a nova parceria está sendo possível oferecer uma linha de máquinas mais completa e sofisticada, com  forças de fechamento que vão de 58 a 1.600 toneladas. Os visitantes da feira puderam conhecer o novo modelo, oferecido por aqui com a marca Pavan Zanetti. “Oferecemos várias opções aos interessados”, informa. Entre eles, painéis CLP da Tecnation ou da Gefran.

Os compradores também podem escolher unidades hidráulicas ou híbridas, equipadas com bombas hidráulicas de vazões variáveis ou com servomotores. “Elas vêm montadas da China e, antes da entrega, fazemos uma completa revisão”, garantiu. Em relação ao desempenho dos negócios, Zanetti informou que as vendas em 2010 foram muito boas. “Em 2011 houve uma redução, mas ainda não tenho como mensurar”, disse. A feira pode ajudar na recuperação. “Já vendemos algumas unidades aqui no evento.”

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A fábrica chinesa Tederic passa a ser representada no Brasil pela BPS

Os fãs das máquinas Tederic não precisam ficar decepcionados com o fato de a Pavan Zanetti não representar mais a marca no Brasil. A empresa passou a ser representada no país pela BPS. “A Tederic é uma das mais importantes marcas chinesas, tem capacidade de produzir até 6 mil máquinas por ano e em dois ou três anos deve aumentar esse número para 10 mil”, afirmou Venceslau Salmeron, diretor de vendas da BPS. No estande desta empresa, os visitantes puderam conferir uma unidade do último lançamento da marca chinesa, a linha TRMX. “É voltada para os interessados em trabalhar com ciclos rápidos, opera com velocidade de até 600 milímetros por segundo”, disse. Os modelos são equipados com servomotor e driver. Os componentes hidráulicos são fabricados pela Rexroth, marca bastante conhecida em todo o mundo. Outra atração foi um modelo da linha TRX, já conhecida do mercado. “Estamos começando, mas o mercado está muito bom. Queremos multiplicar nossas vendas por dois nos próximos meses”, planejou o diretor.

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A Starmach, recém-chegada ao mercado, apresentou seus modelos

Há mais de 15 anos no Brasil, a fabricante FCS, de Taiwan, contou com espaço dos mais concorridos. No evento, entre os equipamentos exibidos, mostrou duas unidades de novas linhas, a HN, com servomotor, comando Automata e articulação de cinco pontos, entre outras características, e a série K, com modelos equipados com bomba de vazão variável eletrônica, com comando Automata e articulação de cinco pontos.

Em outro estande destinado à exposição de injetoras, no entanto, a FCS mostrou sua maior novidade. Nele, foram apresentados os equipamentos da nova coligada da empresa, a companhia Starmach, fabricante de injetoras hidráulicas com capacidade de 90 a 350 toneladas de força de fechamento. Elas têm projeto nacional e estrutura fabricada no Brasil. O conjunto de injeção e a parte mecânica são produzidos em Taiwan, o motor é Siemens, os componentes hidráulicos Rexroth e os comandos Automata. Elas são montadas em um galpão industrial de cinco mil metros quadrados construído na capital paulista. “Estamos oferecendo um pacote com boa tecnologia. Queremos atingir um mercado de maior valor agregado do que os dos modelos chineses mais baratos a um preço justo”, contou Samuel Vogel, gerente de vendas.

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