Brasilplast 2011 – Ferramentaria – Custo elevado da feira deixa muitos fabricantes de fora

Plástico moderno, Glaudir Sandro Mori, Gerente comercial, Brasilplast 2011 - Ferramentaria - Custo elevado da feira deixa muitos fabricantes de fora
Mori espera tornar seu produto mais conhecido

A Três-S, de Guarulhos-SP, está no mercado há mais de meio século. É bastante conhecida como fornecedora de molas, punções, pinos extratores e dezenas de outros componentes. Há pouco mais de seis anos passou a fabricar também porta-moldes. A empresa quer aproveitar a Brasilplast para divulgar sua linha de produtos mais recente. “Nossos porta-moldes têm tido uma boa aceitação no mercado, mas muitas empresas ainda não nos identificam com esse produto”, justifica Claudir Sandro Mori, gerente comercial.

Para tanto, a empresa vai ocupar um estande maior do que o da edição anterior. “Nosso espaço passou de 35 para 50 metros quadrados”, informa. O objetivo é aproveitar a boa presença dos ferramenteiros entre os visitantes da feira. O gerente está feliz com o atual momento do mercado e se mostra otimista, em especial com o aumento de imposto dos importados. “Isso vai ajudar o nosso setor”, avalia.

Câmaras quentes – As vantagens proporcionadas pela presença de câmaras quentes nos moldes voltados para o processo de injeção, entre as quais a ausência de galhos e o aumento da produtividade dos ciclos, estão cada vez mais convencendo os transformadores a adotar esse componente. Felizes com o bom momento da economia, representantes desse nicho de mercado prometem usar a Brasilplast para divulgar suas marcas. Uma dessas empresas é a Husky. Fundada em 1953 na cidade de Toronto, no Canadá, a empresa se transformou em uma das líderes mundiais em câmaras quentes e controladores de temperatura, além de oferecer soluções completas para os sistemas para a área médica e de transformação de embalagens de PET e tampas.

No Brasil, conta com escritório próprio de representação. “No evento, mostraremos ao mercado brasileiro nossas tecnologias atuais, produtos e serviços”, revela Paulo Carmo, gerente de negócios – embalagens. Uma das novidades da empresa tem a ver com ferramentas, mas não se refere às câmaras quentes. Trata-se da aquisição pela multinacional da fabricante de moldes austríaca KTW, empresa com excelência em matrizes voltadas para o mercado de tampas. “Por meio dessa parceria, podemos agora oferecer aos clientes sistemas inteiramente integrados, incluindo máquina, molde e equipamentos auxiliares, a fim de fornecer soluções completas e personalizadas”, diz. Carmo se mostra otimista em relação ao mercado nacional de câmaras quentes. De acordo com o executivo, o ano de 2011 começou aquecido, com evolução de negócios semelhante à do ano passado.

Outra multinacional do ramo com atuação de destaque por aqui é a Incoe, de origem norte-americana e com sede própria de representação no Brasil instalada em Itatiba-SP. “Vamos aproveitar a feira para nos confraternizarmos com os clientes atuais e prospectar novos clientes”, explica Willian dos Santos, gerente de engenharia da empresa, repetindo o discurso de outros expositores do setor. Entre os produtos a serem divulgados, o executivo destaca a linha de câmaras quentes DF, um dos sucessos da empresa. “A linha DF acaba de ganhar novos ponteiros e controles de temperatura”, revela. Com a novidade, os produtos da série passam a oferecer maior flexibilidade aos projetistas. “Os controladores são simples e confiáveis, estão aptos a trabalhar em ambientes bem hostis”, ressalta.

Para Santos, o mercado se encontra em momento bastante positivo. As vendas no ano passado foram muito boas e o início de 2011 está ótimo. “Estamos vivendo boas oportunidades para fechar negócios”, resume. Os esforços do governo para combater a inflação, porém, trazem certa preocupação, pois eles podem causar algum reflexo no avanço da economia. “Espero que não ocorra nenhuma freada”, diz.

Plástico moderno, Dante Ribeiro, Gerente do departamento de engenharia de materiais, Brasilplast 2011 - Ferramentaria - Custo elevado da feira deixa muitos fabricantes de fora
Ribeiro comemora a alta nas taxas de importação

Matéria-prima – Fornecedora de aços, a Açoespecial procurará reforçar sua marca durante a exposição do Anhembi. “Todas as edições da feira, no nosso caso, têm caráter institucional, é difícil fecharmos pedidos”, informa Dante Ribeiro, gerente do departamento de engenharia de materiais. A empresa, criada há trinta anos e com sede em São Paulo, encontra-se entre as principais distribuidoras nacionais da matéria-prima. Negocia produtos nacionais e importados.

Entre eles, duas linhas de aço apontadas como “ecológicas”: a 1045 Ecofast e a Superplast. A Superplast é composta pelos aços SP300 e SP400 e tem o lançamento previsto para este ano dos HP370 e HP Super. “Tanto a linha Ecofast quanto a família Superplast primam pela baixa quantidade de liga aliada à alta resistência e a uma altíssima usinabilidade. A Superplast ainda permite soldabilidade ímpar”, garante. As novas ligas HP têm como diferencial a resistência mecânica superior à dos demais produtos Superplast.

De acordo com Ribeiro, o mercado está aquecido, voltou aos níveis do ano de 2008. O gerente exalta como muito importante o aumento nas taxas de importação dos moldes e sonha com um cenário no qual o governo desonerasse completamente o segmento produtivo de ferramentas. Para ele, se isso ocorresse, o incremento paralelo de arrecadação provocado pelo aumento das vendas compensaria as perdas fiscais da medida. “Um exemplo recente foi o da desoneração da indústria automobilística, que gerou recordes de arrecadação por meio do aquecimento do mercado”, analisa. Ele faz questão de lembrar que não está legislando em causa própria. “Não estamos advogando benefícios fiscais para os distribuidores ou fabricantes de aço, e sim para os fabricantes de ferramenta nacionais.”

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