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Brasilplast 2011 – Extrusoras – Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

Renata Pachione
4 de abril de 2011
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    Voltando aos filmes, que a coextrusão reflete o futuro das embalagens flexíveis não há dúvidas. A novidade do segmento está na sua abrangência. Para Aldo Ciola, diretor da Acmack, fabricante de extrusoras para polipropileno (PP), as principais tendências do mercado são a coextrusão tubular e de filmes planos. Aliás, as projeções da Acmack recaem sobre as linhas de coextrusão de PP com PE no sistema Quench, e nas linhas de filmes planos. “Essas novas máquinas são um diferencial para os clientes e apresentam uma tendência de maior consumo. Este é nosso principal processo”, comenta Ciola. Ele se refere ao Quench System, recurso adotado pela fabricante que utiliza água para realizar o resfriamento em vez de ar, na tentativa de garantir filmes com mais qualidade. A ideia, em suma, é associar as propriedades de barreira e transparência do PP à elasticidade do PE, com maior resistência e soldabilidade.

    Nesta edição da Brasilplast, a fabricante irá mostrar uma linha de filmes para PP tradicional, mas divulgará uma cast-film Horizon, com tecnologia coex (em exposição na fábrica em Itupeva). “Só não levaremos a máquina para a feira porque ela é muito grande”, explica Ciola.

    Independentemente do ramo, cada fabricante, à sua maneira, busca diferenciar seus desenvolvimentos. Não é de hoje que a Rulli Standard investe no sistema Fast Gap, de ajuste rápido de abertura do lábio do flat die. Lançado na edição passada da Brasilplast, o recurso assegura o processamento de vários tipos de materiais, mantendo a alta produtividade. A Carnevalli aposta no aumento da produtividade e no baixo consumo energético dos modelos. “Atenderemos às necessidades do mercado com máquinas eficientes, com alto custo/benefício aliado à tecnologia de ponta”, argumenta o diretor Carnevalli Filho. Em 2009, a companhia mostrou um duplo anel de ar que prometia, em algumas aplicações, elevar a produção em até 40%, sem aumentar os custos operacionais. Para este ano, o diretor promete aprimoramentos no acessório.

    Evidências – Esses recursos só têm espaço no portfólio dos fabricantes porque o perfil do cliente mudou. A transformação nacional opera com margens cada vez mais espremidas. Os reflexos desse achatamento respingam na procura por máquinas de alto desempenho e confiabilidade. Por isso, de alguma maneira, o setor aposta que, cada vez mais, as características técnicas dos modelos vão passar a ser determinantes na hora da compra. O mercado brasileiro, no entanto, é imenso e esse fenômeno ainda não reflete a sua totalidade, hoje ele está restrito a um universo particular: o das empresas de grande porte.

    Mas, divergências à parte, uma coisa é certa: minimizar as perdas e os riscos de possíveis paradas da extrusora tem sido uma questão de sobrevivência. Por isso, para atender a essa necessidade, os novos desenvolvimentos privilegiam o baixo custo operacional, priorizando não somente a economia de energia e de material, mas também o gasto com a manutenção.

    Essa preocupação com o consumo energético chegou aos projetos de extrusoras antes dessa onda sustentável se tornar modismo por aqui. Há dois anos a Rulli Standard desenvolve com a empresa WEG, fornecedora de motores e acionamentos elétricos, um motor de corrente alternada de alto rendimento para oferecer essa economia. Assim como a nova geração de máquinas da fabricante Extrusão Brasil, que opera com motores e inversores de frequência de baixo consumo de energia.

    As estrangeiras, obviamente, endossam essa categoria. A norte-americana Davis Standard projetou uma motorização para reduzir o consumo de energia elétrica destinada a todas as suas extrusoras. Essa linha “verde”, aliás, será um dos focos de sua participação na Brasilplast deste ano.

    Esses são apenas alguns casos, pois lançamentos que não seguem essa premissa não têm mais espaço no mercado. Em geral, um sistema de extrusão obsoleto gasta cerca de 50% a mais de energia se comparado a um mais moderno, dependendo do processo. “Buscamos utilizar motores de corrente alternada mais eficientes, por exemplo”, comenta Sommer, da KraussMaffei. Esse enredo deve se manter daqui para frente. Com a limitação de capacidade de geração de energia e o crescimento do país, o valor cobrado pelo insumo tende a aumentar.

    Por isso, o mercado tem se preparado. Como existe uma relação entre o rendimento da máquina e a energia necessária para transformar cada tipo de material, os fabricantes apostam também na oferta de modelos flexíveis, ou seja, capazes de transformar resinas diferentes de forma mais eficiente. A monorrosca da KraussMaffei Berstorff, da série N/R, ilustra essa proposta. A extrusora para tubos de polietileno de alta densidade (PEAD) tem condições de processar PP com um rendimento entre 5% e 10% menor. Numa máquina convencional esta diferença está entre 35% e 40%.

    Os fabricantes de máquinas extrusoras sabem o caminho para ajudar a transformação nacional a ganhar competitividade. Eles apostam no aquecimento das vendas do mercado para assegurar que os investimentos saiam do plano das intenções e engordem o faturamento ainda neste ano.



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