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Brasilplast 2011 – Extrusoras – Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

Renata Pachione
4 de abril de 2011
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    Plástico moderno, Marco Antonio Gianesi, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Gianesi aposta em extrusoras de maior rendimento e econômicas

    Nesta edição da Brasilplast, a fabricante Miotto comemorará bodas de ouro e, portanto, prepara uma apresentação em grande estilo. Apesar de não colocar nenhum modelo para funcionar no estande, pretende dar uma amostra da força da indústria nacional, com uma máquina que, segundo o diretor, “é de peso (sic!)”. Ele se refere a uma extrusora dupla rosca de 140 mm de diâmetro para granulação e tubos e perfis; a produção estimada é de até 2 mil kg/h. Haverá outras extrusoras em exposição.

    A maior fabricante de linhas de extrusoras para chapas dos Estados Unidos, a Davis Standard, também se favorece das circunstâncias atuais. “Com o dólar baixo e o euro alto, conseguimos vender bem”, comenta o representante da marca no Brasil, Marco Antonio Gianesi. Ele é um dos sócios da BY Engenharia, que representa a companhia norte-americana no país desde 2000.

    Considerando desde então, 2009 e 2010 foram os anos mais rentáveis para a empresa de Gianesi. No ano passado, foram comercializadas oito linhas. No geral, os modelos requisitados se voltam para empresas de grande porte, leia-se: para produções elevadas (de mais de 1,5 mil kg/hora). As máquinas em questão são dotadas de recursos diferenciados. “A ideia é garantir economia de matéria-prima e maior rendimento”, afirma Gianesi.

    De acordo com estimativas do executivo, o mercado nacional tem potencial para consumir entre cinco e seis máquinas desse tipo por ano. Demanda que ele divide entre as fabricantes europeias e as norte-americanas, excluindo a concorrência chinesa. “A Ásia briga mais com o preço mesmo, uma top de linha de um chinês não é páreo para uma similar nossa”, orgulha-se Gianesi. As linhas planas para stretch são a preferência do cliente da BY Engenharia.

    Em relação à representada italiana Maris (fabricante de extrusoras corrotantes), o enredo muda para a BY Engenharia. A empresa vendeu três linhas no ano passado. Em tempos áureos, no caso 2007, foram comercializadas doze linhas. “Eu atribuo essa queda às máquinas que vêm da China”, explica Gianesi. Para se ter uma ideia do tamanho da ameaça, na edição passada da Brasilplast, no estande da BY Engenharia os holofotes se voltaram para a extrusora dupla rosca corrotante TM 31 HS/48D; o modelo fabrica masterbatches à velocidade de 1.300 r.p.m. e sobressai justamente pelo alto torque. Como se vê, a máquina não emplacou por causa da tecnologia embutida, e sim pelo preço. Gianesi estima que uma máquina similar na China custe um terço da italiana.

    Diante desse quadro, para Gianesi, a empresa precisa fabricar no Brasil o quanto antes. “Já houve a contratação de um profissional para atuar aqui”, revela. Para se fortalecer no país, a Maris também aposta em avanços tecnológicos. O mais recente lançamento da marca – exibido na K – diz respeito ao Filter Test. Trata-se de um recurso para controle de qualidade em tempo real do masterbatch.

    Linha evolutiva – O cenário da extrusão no país veio se desenhando ao longo dos anos, e a Brasilplast testemunhou de perto essa evolução. Na edição passada da feira, os desenvolvimentos já privilegiavam tecnologias para a redução dos custos de fabricação e o aumento da capacidade produtiva. Algumas tendências foram se confirmando a cada ano, mas o comportamento do mercado não é linear ou cabe em categorias. A demanda no Brasil varia muito e tem se mostrado, muitas vezes, imprevisível.

    Anunciada há algum tempo, a tendência de as estrangeiras emplacarem modelos para grandes produções não se confirmou. Ao contrário do esperado, o grupo alemão Coperion emplacou no ano passado modelos de pequeno porte, como a Advanced para até 200 kg/h e a Megacompounder para no máximo 350 kg/h. “Os clientes adequaram o tamanho da máquina para o tamanho do lote produzido, a fim de reduzir o set up e a perda de material durante a troca de formulações”, diz Albernaz, gerente de vendas da Coperion. A companhia apostava suas fichas numa dupla rosca corrotante de 800 r.p.m. de rotação de rosca com capacidade produtiva de até 1.600 kg/h.

    Certezas também não permeiam os projetos de coextrusão. Na percepção da Rulli Standard essa tecnologia ainda patina, pelo menos no caso dos filmes. De acordo com o engenheiro Paulo Leal, um dos porta-vozes da companhia, trata-se de um mercado específico, com alto valor agregado ao produto final e, portanto, ainda restrito a algumas aplicações. Enquanto a responsável pelo desenvolvimento da primeira máquina de coextrusão de sete camadas (em 2004), a Carnevalli, tem outra perspectiva. A empresa prevê aumento das vendas justamente dessa tecnologia.

    Segundo o diretor Wilson Carnevalli Filho, as coextrusoras são uma tendência mundial e têm chegado com força ao mercado nacional. Prova desse fenômeno se vê nos números da própria empresa: cerca de 20% das máquinas construídas na fábrica de Guarulhos embutem a tecnologia coex. “Nossa expectativa é a de aumentar este índice devido às necessidades de mercado e às novas tecnologias aprimoradas”, comenta Carnevalli Filho.

    No ramo de chapas, a Rulli concorda com a concorrente, pois a maioria das suas vendas se refere a modelos coex. Nessa área, as máquinas de maior procura hoje são para chapas mais largas, por conta dos moldes que possuem muitas cavidades. O representante da Davis Standard no Brasil concorda com o aumento das vendas da tecnologia coex para chapas. Para ele, a indústria automotiva por aqui se configurou como sua principal consumidora, fomentando essa demanda de forma significativa.



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