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Brasilplast 2011 – Extrusoras – Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

Renata Pachione
4 de abril de 2011
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    Plástico moderno, Marcelo Albernaz, Gerente de vendas da Coperion Brasil, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Albernaz lamenta falta de incentivos governamentais

    Por dentro do setor – O circo estará armado para os fabricantes de extrusoras se esbaldarem e emplacarem seus desenvolvimentos. Além da macroeconomia favorável, no ramo de extrusão de tubos, perfis e conexões há um detalhe a mais: os tais projetos em infraestrutura e construção civil anunciados à exaustão devem se efetivar. Nesse caso específico, o cenário embute outro fenômeno: novos investidores estão engordando as vendas dos fornecedores dessa tecnologia. Ou seja, além dos clientes já tradicionais se mostrarem interessados em aumentar sua capacidade produtiva, empresas que não são do ramo têm procurado este tipo de máquina. Sommer cita o exemplo da Fortlev. A empresa, fabricante de caixas-d’água por rotomoldagem, acaba de entrar no mercado de tubos.

    A boa notícia não para por aí. Projetos de plásticos de engenharia despontam neste ano entre as consultas e há indicativos à vista de investimentos da indústria automotiva. Segundo os especialistas do mercado, as solicitações são as mais diversas, desde mangueiras e perfis especiais até pneus e compostos. Isso sem contar o segmento de linha branca. Por conta da redução dos impostos proposta pelo governo a esses equipamentos, muitas solicitações de máquinas extrusoras saíram das gavetas.

    Esse avanço não parece ser circunstancial, pelo menos as estimativas apontam para a manutenção dessa fase frutífera. Todos os segmentos, cada um à sua maneira, mostram-se aquecidos. Como é o caso dos perfis de janela. A demanda desse produto tem aumentado de forma significativa, não somente em volume, mas também em valor agregado. “No momento, está sendo visto como produto diferenciado para residências de alto padrão”, avisa Sommer, da KraussMaffei.

    Esse bom momento do mercado serve também para os fornecedores nacionais. As expectativas da Extrusão Brasil, de Diadema-SP, dão conta de aumento de cerca de 10% nas vendas desse ano em relação ao anterior. Leonardo Rocha Borges, da área de vendas técnicas da empresa, confessa que a base é fraca, mas mesmo assim se mantém confiante. Até por isso investe em constantes aprimoramentos voltados para o ramo de construção civil. Indicada para tubos e perfis de PVC (policloreto de vinila) rígido, a extrusora DR 77:28, apresentada na edição anterior da feira, conseguiu um feito.

    Plástico moderno, Hércules Piazzo, Gerente comercial da unidade brasileira da Milacron, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Piazzo: comemora os resultados em 2010

    Segundo Borges, o modelo conquistou uma fatia de mercado dos importados. Ele atribui o êxito às modificações, como o aumento da relação L/D para 32 e a adoção do multiacionamento por meio de motores, além do aumento de sua capacidade produtiva. Para este ano, a empresa seguirá o mesmo caminho: mostrará um conjunto completo de dupla rosca para perfis e tubos de PVC; o modelo é conhecido no mercado, mas Borges promete novidades.

    Novas estratégias – Essa curva ascendente do setor de tubos e conexões motivou a KraussMaffei a levar uma máquina para o seu estande da Brasilplast. Pela primeira vez, após três edições do evento, haverá uma extrusora da fabricante alemã no Anhembi. O modelo escolhido, uma dupla rosca contrarrotante para tubos de PVC, foi apresentado na feira K em outubro passado, na Alemanha. Essa estratégia tem um porquê, em 2008 as vendas para a área de extrusão foram positivas, por causa da forte demanda dos mercados brasileiros, venezuelano, peruano, costa-riquense e chileno, a ponto de fazer a empresa dobrar o número de profissionais para atender à demanda. Desde aquela época, os negócios já fervilhavam no segmento de tubos de PVC, em todas as suas aplicações, sobretudo as prediais.

    A Milacron também mudou sua estratégia, por causa do aquecimento das vendas no ramo de extrusão. “O ano de 2010 foi muito positivo para a Milacron no mercado brasileiro”, comenta Hércules Piazzo, gerente comercial da unidade brasileira da Milacron. Enquanto na edição anterior da feira a empresa se limitou a mostrar máquinas injetoras em seu estande, neste ano irá apresentar o modelo SPAK 150, uma extrusora que, segundo Piazzo, é de fácil penetração por aqui.

    Plástico moderno, Brasilplast 2011 - Extrusoras - Investimentos em alta favorecem as máquinas de maior eficiência

    Miotto mudou estratégia para se mais competitivo

    As linhas de extrusão da companhia são fabricadas nos Estados Unidos e exportadas para Brasil, China, Alemanha, México, Argentina, Peru e Chile, entre outros. A empresa, em 2008, possuía uma fábrica, na Áustria, onde produzia os modelos Cincinnati Extrusion. Quando decidiu vender a unidade, ficou acordado que não seriam comercializadas extrusoras no mercado brasileiro por um período. Com o fim do contrato, voltou a abastecer o país com esses modelos.

    A produção nacional também colhe os frutos desse aumento da demanda. O ano despontou de forma positiva para a Miotto. A fabricante comercializou nos dois primeiros meses de 2011 cerca de dez máquinas. “Isso já é mais do que a média mensal do ano passado”, comenta o diretor. E a base é forte. Apesar de o segundo semestre ter estado aquém das expectativas, 2010 representou um recorde de vendas para a companhia. “O faturamento foi o melhor dos últimos dez anos”, anuncia Miotto.

    As vendas só não foram mais expressivas por causa da penetração das máquinas chinesas no país. Segundo Miotto, uma granuladora de origem asiática é vendida pela metade de uma fabricada por ele. A empresa tenta se armar de algumas formas. Mudou sua estratégia de atuação; redesenhou sua linha de extrusão e passou a fabricar lotes de máquinas em vez de modelos únicos, como sempre fez. “Se eu fabrico só uma máquina por mês, não consigo ser lucrativo como antigamente”, comenta o diretor.

    Outra mudança diz respeito ao seu portfólio. Apesar de não ampliá-lo há dois anos, traz constantes aprimoramentos. Um foco é reduzir em 20% o custo da máquina. “Já conseguimos chegar a 12%, no caso de uma dupla rosca”, avisa. No entanto, faz questão de enfatizar que a qualidade se mantém como prioridade. Ele se inspira na produção europeia que também apostou na competitividade, com preços reduzidos.



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