Brasilplast 2011 – Corte e Solda – Máquina nacional sai na frente e ganha preferência do transformador

Sverzut também destacou a preocupação dos produtores de sacolas com a diminuição do consumo desse tipo de embalagem por conta das novas leis. “Muitos já começam, a partir de agora, a buscar outros mercados, como a produção de sacos de lixo”, adiantou. Para ampliar a oferta de máquinas a esses transformadores, a Hece apresentou o modelo SC 700 FR III para a produção de sacos de fundo redondo, destinados ao empacotamento de aves. “Apesar de não fazer parte dos planos iniciais de trazer o equipamento para a feira, o modelo também chamou a atenção justamente desses produtores de sacolas em busca de novas alternativas”, comemorou o gerente. O equipamento padrão, com CLP ou CNP, possui motores auxiliares controlados por conversores de frequência e sistema fotoelétrico para material impresso, além de itens automatizados como desbobinador e triângulo dobrador com alinhador. Como opcionais, pode contar com cabeçote de solda lateral PE ou PP e triângulo dobrador com alinhador eletrônico.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Corte e Solda - Máquina nacional sai na frente e ganha preferência do transformador

No entanto, o principal destaque da Hece para o segmento de corte e solda foi o modelo SCW 700 II para a fabricação de sacos para pão de forma (processo wicket). Já existente no portfólio da empresa, o equipamento, que produzia de 150 a 250 unidades por minuto, agora ganhou oito servomotores, ampliando sua capacidade para 350 saquinhos por minuto. O empilhador wicket, com cinco estações, vem com timão incorporado e os ajustes são feitos por servomotor na transversal e longitudinal. O desbobinador tangencial conta com sistemas automáticos para o ajuste das abas e o posicionamento da bobina. “Para atender a esse exigente mercado insatisfeito com as máquinas chinesas, desenvolvemos uma máquina extremamente veloz e produtiva a preço competitivo”, explicou Sverzut.

Para o gerente, o bom resultado da feira, com negócios e consultas acima do esperado para todas as máquinas apresentadas, tem a ver com a postura assumida pela Hece durante a última crise: “Buscamos oportunidades com base nas necessidades de nossos clientes.”

A Polimáquinas, de Bauru-SP, também fez do evento a vitrine ideal para mostrar os novos equipamentos que farão parte de seu portfólio. De acordo com Clovis Barbosa, gerente comercial, nos últimos dois anos a empresa aproveitou para ampliar a linha e investir em equipamentos que ainda faltavam em seu catálogo de fornecedor para o mercado de corte e solda, sempre com motores mais econômicos, uma exigência constante entre os transformadores. “O mercado brasileiro tem bastante oferta, tanto que é difícil alguém se interessar pelas máquinas estrangeiras, mesmo com o dólar mais baixo. Nesse segmento, pelo menos a concorrência das máquinas chinesas não existe”, comparou.

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O mais importante lançamento, de acordo com Barbosa, foi a máquina Alçaflex para a produção automática de sacolas de alças flexíveis. “Foi um sucesso absoluto, antes do lançamento oficial aqui na feira”, afirmou o gerente. De acordo com Rossi, bem antes de o evento chegar ao fim, já havia vendido quatro unidades desse modelo graças à boa produtividade: a Alçaflex chega a 80 golpes por minuto das chamadas “sacolas de shopping”, mais sofisticadas, tanto de PEBD quanto de PEAD. No total, foram comercializados 11 equipamentos, divididos entre os diferentes modelos expostos no estande. “Tivemos grande procura de compradores da América Latina, especialmente nos primeiros dias.”

A empresa também explorou as vantagens da Multisac, máquina automática lançada no ano passado para sacos de PEAD e PEBD com solda de fundo, em duas larguras úteis de solda (1.100 mm e 1.300 mm), para a fabricação, por exemplo, de sacos de lixo. Com potência elétrica de 20/25 kva e disponível nas versões 1100 SF e 1300 SF, o equipamento pode atingir 150 c.p.m. (ou 115 m/min) e contar com desbobinador com freio pneumático e mesa de empilhamento fixa como itens opcionais. Outro destaque ficou por conta da Polisac nas versões 700-CSFR e 700-CS, equipamento automático para sacos com solda de fundo redondo que alcança velocidade de 300 c.p.m. (ou 65 m/min.)

A Brasia, de São Paulo, importadora e exportadora de máquinas diversas, com escritórios na China, Hong Kong e Estados Unidos, destacou entre seus produtos para corte e solda a sacoleira de TNT (tecido não-tecido). “A sacola de polietileno não deve acabar, mas a proibição em alguns lugares deve abrir espaço para outros materiais, incluindo o TNT”, explicou Christopher Mendes, sócio da empresa. “Tanto que o equipamento teve grande aceitação por se tratar de uma alternativa para quem produz sacola plástica.” Só na feira, de acordo com Mendes, foram vendidas cinco unidades. A máquina tem capacidade para produzir de 30 a 60 sacolas por minuto.

Além da sacoleira de TNT, a Brasia também expôs uma máquina de corte e solda para saquinhos com larguras menores, utilizados como embalagens para talheres, sorvetes, iogurtes e hashis, que pode operar com PE, PP e BOPP.

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