Máquinas e Equipamentos

1 de junho de 2011

Brasilplast 2011 – Corte e Solda – Máquina nacional sai na frente e ganha preferência do transformador

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Publicado por: Patricia Rodrigues
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    Com o mercado a todo vapor e (quase) sem concorrência externa, fornecedores trazem ofertas mais competitivas e oferecem alternativas para os clientes preocupados com a inevitável diminuição do consumo de sacolas plásticas.

    Plástico Moderno, Maristela Simões de Miranda, Diretora comercial da Maqplas, Brasilplast 2011 - Corte e Solda - Máquina nacional sai na frente e ganha preferência do transformador

    Segundo Maristela, as taxas de juros estão bastante atraentes

    Assim como os demais participantes da 13ª Brasilplast, os fornecedores de equipamentos de corte e solda tiveram muito o que comemorar: mercado aquecido desde fins de 2010, graças a incentivos como o do Finame, muitos contatos e negócios foram fechados. “O clima de investimentos foi infinitamente maior que em 2009. Há dois anos havia a falta de capital e receio quanto ao futuro do país diante da crise mundial”, relembrou Maristela Simões de Miranda, diretora comercial da Maqplas, de Osasco-SP, expoente do mercado interno que também exporta cerca de 40% de sua produção para Europa e Américas. “Não notamos clientes preocupados quanto aos valores das máquinas nem em relação a taxas de juros, que estão bastante atraentes.”

    Em número reduzido, quem expôs durante a feira saiu na frente também pela ausência de alguns fabricantes nacionais e estrangeiros. “O mercado de corte e solda não é tão grande quanto o da injeção. Mas não podemos dizer que existam poucos fornecedores. Além disso, a tendência são os filmes técnicos e nem toda a extrusão segue para corte e solda”, completou a diretora.

    Nesse segmento, nem mesmo a concorrência chinesa parece incomodar os fabricantes nacionais – pelo menos não diretamente. “Não sofremos concorrência, uma vez que o produto nacional é o preferido, em termos de qualidade, tecnologia e assistência técnica e pós-venda”, explica Maristela. “Mas, com o dólar baixo e mesmo sem interesse nas máquinas estrangeiras, muitos clientes utilizam o preço dos chineses como referência na hora de negociar. E isso também gera uma guerra de preços entre os fabricantes locais”, avaliou. “Mesmo assim foi um excelente evento para todos.”

    Em meio a um panorama otimista, apenas um fantasma pairou sobre o segmento: a questão das sacolinhas plásticas distribuídas gratuitamente nos supermercados, cuja proibição já acontece em algumas cidades brasileiras e deve se estender ainda mais por conta das preocupações com o meio ambiente.

    Polêmicas à parte, essa é uma realidade que deve afetar não só os fabricantes desse tipo de embalagem. Daqui para frente, eles terão que conviver com a queda do consumo e, mais do que nunca, buscar alternativas de produção para preencher o grande vazio deixado por esse nicho. Diretamente, a questão também pode atingir – talvez não em um primeiro momento – o fabricante das máquinas para essa finalidade. “Não é uma questão de equipamentos, mas do que vai acontecer com o mercado da sacola plástica. 90% dos meus clientes trouxeram esse desabafo para a feira”, avaliou a diretora. “Só saberemos o que vai acontecer quando os supermercados passarem a cobrar pela embalagem.”

    Com a questão das sacolas de supermercado em pauta, os fabricantes não apresentaram grandes novidades além de linhas já conhecidas para a produção desse tipo de sacola, mas não deixaram de investir em máquinas destinadas a embalagens mais sofisticadas ou específicas. A Maqplas, por exemplo, destacou a NCS 800 SLH, já produzida pela empresa. O equipamento, para fabricação de sacolas com alças flexíveis, vem com diversos itens como reforço de abas por solda contínua a tambor, suporte de bobina com alinhador automático, desbobinador com controlador de tensão por ultrassom, dobradores com cabeçotes circulares, balancim e fita teflon para reduzir o atrito entre cabeçote e o filme. Para a feira ainda recebeu mais servomotores. “Com novos conceitos eletrônicos e mecânicos, a produtividade do modelo aumentou em torno de 20%”, informou a diretora.

    Aliás, oferecer máquinas mais produtivas e com tecnologia avançada também foi o mote do estande das Máquinas Santoro, de São Paulo. A empresa aprimorou a série de máquinas CS, todas dotadas de cabeçote de solda lateral para PE e conjunto fotoelétrico para material impresso. Na feira, o destaque ficou por conta da CS-500 Digital, que, assim como a CS-600 (com cabeçote de solda fundo e beira lateral), é destinada para altas capacidades. Mais compacto, o equipamento produz 500 saquinhos pequenos (35 mm a 150 mm) por minuto e opera com PEAD, PEBD, PP, PE linear e BOPP, além de resinas oxibiodegradáveis.

    De acordo com Hermes Rossi, engenheiro de aplicação, a empresa vem investindo cada vez mais no sistema de automação das máquinas com produtos da LG, o que proporciona telas com mais informações para o operador. “Além do sistema digital, a CS-500 recebeu na parte mecânica um sistema de balancim pneumático para aumentar a produtividade e diminuir a interação homem-máquina”, explicou. A empresa também produz modelos para embalagens maiores (CS-800, CS-1000 e CS-1100) que atingem velocidade de 380 golpes por minuto.

    Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Corte e Solda - Máquina nacional sai na frente e ganha preferência do transformador

    Além das boas taxas de juros que devem alavancar a compra de equipamentos, Rossi apontou a alta procura de clientes da América Latina, especialmente Chile e Equador, por essas máquinas mais competitivas. “Esses fatores combinados devem proporcionar um crescimento em torno de 5% a 8% neste ano”, avaliou.

    Sacoleiros buscam outras opções – O gerente industrial Luiz Fernando do Valle Sverzut, da Hece, de São Carlos-SP, também se mostrou bastante satisfeito com o movimento do estande e, principalmente, com os negócios fechados. “Em princípio, não pensávamos que a feira seria tão promissora, ainda mais porque viemos de um ano muito bom graças aos incentivos do Finame, que permitiram aos clientes a aquisição de máquinas novas recentemente”, disse o gerente.


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      1. ezequiel santos

        gostei vc poderia me manda o preço



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