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Brasilplast 2011 – Commodities – O verde deu o tom ao setor

Maria Aparecida de Sino Reto
2 de Maio de 2011
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    Plástico Moderno, Nestor de Mattos, Diretor de vendas de plásticos, Brasilplast 2011 - Commodities - O verde deu o tom ao setor

    Mattos comemora a superação de desafios em lançamento de pouch

    Um PE de alta resistência térmica (PE-RT) chega para concorrer com o cobre, o polietileno reticulado (PEX) e com o polipropileno em tubulações para distribuição de água quente e fria em imóveis com variados sistemas de aquecimento. Ainda visa a atender às aplicações industriais. Copolímero de etileno/octeno-1 com estrutura molecular única, o novo grade (PE-RT 2388) possui uma distribuição em cadeia lateral controlada, responsável por propriedades notáveis de resistência química sob tensão, combinadas com força hidrostática de longo prazo.

    O mercado de tubos de pressão também foi contemplado. Para este segmento, a Dow desenvolveu um PE bimodal (Continuum DGDA 2490 BK GL) destinado à produção de tubos PE 100. O produto resulta da tecnologia Unipol II, processo da Dow de gas phase com dois reatores em série.

    Composto amarelo livre de cádmio classificado como PE 80 (resistência à tensão acima de 8 Mpa), o novo grade (Dow 8818 YL CF) confere excelente estabilidade a intempéries e alta resistência à degradação durante o processamento de tubulações destinadas ao mercado de distribuição de gás natural.

    Até o mercado agrícola se beneficiou: ganhou versões próprias para a produção de tubos para irrigação, as resinas DFDA-7512NT e DFDC-7525NT. A primeira, um polietileno linear de baixa densidade, resiste à fissura por tensão (stress cracking) e ao estouro e possui boas características de extrusão. PE de média densidade fruto do processo Unipol, a outra combina estiramento, processabilidade e tenacidade, associados com boa resistência contra fissura sob tensão.

    A linha direcionada para o segmento de sopro, toda ela composta por polietilenos de alta densidade bimodais, agora inclui um grade inovador da segunda geração que alia rigidez e resistência ao ataque químico superior aos polietilenos convencionais. O desenho bimodal de pesos moleculares capacita a resina a apresentar esses balanços de propriedades mais generosos. O segredo está na tecnologia de catálise. A Dow denominou essa segunda geração de Continuum EP.

    “Quanto mais rígido o polímero, mais suscetível ao ataque químico, mas esse material consegue combinar as duas propriedades”, explica Mattos. O transformador faz a mesma embalagem com menos resina. Ganha no custo, na leveza do material e ainda se insere no contexto de sustentabilidade (redução de matéria-prima). Mesmo com menor espessura, a embalagem suporta igual carga vertical. Além disso, resiste mais à quebra sob tensão ambiental, fato que permite incorporar até 50% de material reciclado sem prejuízo nas propriedades da peça.

    Filmes industriais esticáveis (stretch), termoencolhíveis (shrink) e stretch hood (utilizado em um tipo de encamisamento) para unitização de produtos têm agora novas opções de resinas, todas arquitetadas com o propósito de reduzir espessura sem perda e em certos casos até ganho de propriedades. Todas derivam da tecnologia Elite de polimerização por catálise metalocênica. Para o segmento de termoencolhíveis, a Dow elaborou o novo Elite AT XUS 59999.18, um pós-metaloceno linear de baixa densidade com um mix de propriedades que inclui processabilidade, boa estabilidade de balão, excelentes propriedades ópticas e alta resistência à perfuração. Esse balanço possibilita formulação rica de polietileno linear e se traduz em menor espessura e propriedades mecânicas superiores à estrutura com alto teor de baixa densidade convencional.

    Para unitização por stretch hood, a Dow criou outro pós-metaloceno linear de baixa densidade, o XUS 59999.02, cujo conjunto de características abrange excelente resistência mecânica, boas propriedades ópticas, recuperação elástica e força de retenção de carga. “Os metalocenos permitem desenhos para os vários extremos e esse grade foi desenhado para elevar a sua força de retenção; sua propriedade de retenção supera até a do EVA e oferece a oportunidade de uma estrutura única, monomaterial”, sugere Mattos. Ele também anuncia nova resina com balanço de propriedades superior para produção de filmes mais finos e resistentes para o mercado de stretch.
    Os lançamentos da Dow alcançam outros segmentos. Para embalagens especiais e para alimentos, traz nova formulação específica para reduzir o consumo de energia durante o seu processamento, oferecer maior velocidade nas máquinas e diminuir a espessura dos filmes.

    Nesse rol de lançamentos, um grade de PE bimodal especial para aplicação em tampas e sistemas de vedação possui grau organoléptico e resistência à propagação de fissuras quando submetido à pressão, propriedades que conferem às tampas feitas com esse material capacidade de resistir à pressão constante que o gás da bebida exerce sobre elas. O objetivo, segundo Mattos, é oferecer um conceito 100% reciclável: possibilidade de produzir tampas monomateriais em substituição às de duas peças, com exterior de PP e um disco de vedação de EVA.

    Até mesmo a área da saúde foi contemplada. A Dow trouxe pela primeira vez para o Brasil sua família de polímeros Health+, composta por polietilenos de baixa densidade, em densidades variadas voltadas a aplicações diferenciadas. Os produtos suprem a transformação pelo processo sopro-enchimento-selagem (blow-fill-seal ou BFS) e suportam temperaturas de esterilização até 110ºC em diferentes técnicas (vapor, óxido de etileno e gama), e ainda oferecem benefícios como ampla janela de processamento, claridade e transparência excelentes e alta flexibilidade.

     

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