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Brasilplast 2011 – Commodities – O verde deu o tom ao setor

Maria Aparecida de Sino Reto
2 de maio de 2011
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    O BS002W propicia redução de peso, mas mantém as propriedades de empilhamento e ainda oferece ótima resistência ao stress cracking – características que o indicam para embalagens de produtos tensoativos. A resina BU004W também reduz o peso dos frascos sem perdas nas propriedades de empilhamento e se destaca por sua densidade elevada. Outro grade formulado com um pacote de aditivos, o BU004 confere melhores propriedades ópticas e acabamento superficial.

    O sopro de bombonas agora conta com a opção do novo HS5010, um polietileno de alta densidade e alto peso molecular com ótima processabilidade e excelente resistência ao impacto sob baixa temperatura. Atende em especial às exigências de embalagens para produtos químicos e agroquímicos.

    Reduto do polietileno de baixa densidade convencional, o segmento de fios e cabos foi contemplado com o TC9008, um composto à base de PEBD pigmentado com negro de fumo. Seus diferenciais são: alta produtividade durante a extrusão, acabamento, alta flexibilidade, elevada resistência sob baixa temperatura e proteção contra intempéries.

    “Montamos uma base operacional para que os executivos da Braskem pudessem realizar negócios, atender e receber bem os clientes, que também trouxeram os seus clientes”, disse Teyssonneyere, que acha a feira oportuna para perceber tendências. Ele observou maior preocupação do transformador pelo menor consumo de energia, o que deve se traduzir em resinas que possam ser processadas sob temperaturas menores. A redução de peso e espessura de embalagens e peças também tende a se acentuar.

    Plástico Moderno, Carlos Fadigas, Presidente da Braskem, Brasilplast 2011 - Commodities - O verde deu o tom ao setor

    Fadigas se queixou de blecaute que forçou uma parada não programada

    Hora para balanço – Como na edição passada da Brasilplast, a Braskem aproveitou o evento para divulgar os resultados do primeiro trimestre do ano. Embora a produção da Braskem América tenha registrado alta de 9% sobre o mesmo período de 2010, o desempenho de janeiro a março de 2011 foi prejudicado por paradas não programadas no polo da Bahia e no de Alagoas, forçadas por uma interrupção no fornecimento de energia elétrica no mês de fevereiro, com prejuízo de R$ 230 milhões. “O corte na energia ocasionou problemas técnicos nas unidades de PVC e obrigou uma parada não programada para reparos”, explicou o presidente da empresa, Carlos Fadigas.

    Em comparação com o último trimestre do ano passado, as vendas domésticas de poliolefinas (PE e PP) encolheram 12% de janeiro a março deste ano (caíram de 745 mil t para 656 mil t), retração justificada por Fadigas no desaquecimento da demanda brasileira. O negócio de PVC também apresentou desempenho negativo, afetado pelos problemas técnicos e parada não programada para manutenção. Relacionando igualmente os primeiros três meses de 2011 aos últimos três de 2010, as vendas internas de PVC da Braskem contraíram 18% (de 130 mil t para 106 mil t).

    Por outro lado, os preços das resinas se mantiveram em processo de alta no mundo, acionado pelas demandas aquecidas das economias emergentes. A reação a esse cenário, como observou Fadigas, levou à “desestocagem” da cadeia e ao freio nas compras.

    O presidente da Braskem ressaltou os planos de expansão de capacidade de PVC com nova planta de 200 mil toneladas anuais em Alagoas, prevista para entrar em operação em maio de 2012; e o projeto integrado no México – Etileno XXI (ver PM nº 437, de março de 2011, pág. 44; e PM nº 438, de abril de 2011, pág. 30). Além disso, anunciou a abertura de um escritório da empresa na Ásia (em Cingapura), ainda em maio deste ano, para prospectar novas oportunidades na região.

    Clima de celebração – A semana da Brasilplast teve para a Dow um viés especial: marcou a comemoração do seu 15º ano de atuação no mercado brasileiro de polietilenos. “Queremos reafirmar nossa presença no país”, declarou o diretor de vendas de plásticos, Nestor de Mattos, enfatizando a aposta da empresa desde o início no potencial de crescimento e na capacidade brasileira de agregar diferenciais. O diretor menciona como exemplo os polietilenos de catálise metalocênica e os lineares de base octeno, reconhecidos no mercado como referenciais de inovação e bem-aceitos na transformação brasileira.

    Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Commodities - O verde deu o tom ao setor

    Nova embalagem tem estrutura patenteada

    Prova desse crédito, a Dow inaugurou em Jundiaí-SP, dias antes da Brasilplast, um centro de desenvolvimento de aplicações, fruto de um investimento de US$ 6 milhões. Mattos abre o espaço para clientes conhecerem novas tecnologias e soluções inéditas para seus mercados. “Reafirmamos nosso histórico de inovações e de agregar diferenciais aos clientes.”

    Nesse contexto, Mattos anuncia a entrada em um novo segmento de atuação: o fornecimento de know-how para a produção de uma embalagem stand up pouch reciclável. Para o diretor, além do apelo ecológico, o produto ainda oferece custo competitivo com os pouches convencionais.

    Diferentemente da atuação costumeira da empresa, neste caso o produto não é uma resina e sim uma estrutura (patenteada) 100% de polietileno, com rigidez comparável à multimaterial. “O que era um grande desafio”, consente.

    A estrutura desenvolvida confere ao filme resistência ao impacto e à perfuração; “maquinabilidade”, para a conformação do pouch; e selagem. O novo negócio atende o mercado de refis em indústrias como alimentos, cosméticos e tintas, entre outras.

    A ampliação de horizontes ainda vai além, como indica Mattos ao anunciar novidades também para o segmento de rígidos, com um portfólio de resinas que promete agregar diferenciais e inovações aos produtos dos transformadores, com destaque para a indústria de tubos. “Além de atender a alguns gaps do mercado, também traz novas opções para a indústria”, considera.



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