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2 de Maio de 2011

Brasilplast 2011 – Commodities – O verde deu o tom ao setor

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    A ala reservada às resinas fortaleceu nesta edição da Brasilplast as tendências sem volta para os ecoprodutos, com ênfase para as rotas de obtenção de fontes renováveis. O conceito de sustentabilidade ganhou tons mais fortes no pavilhão de exposições do Anhembi. Esta feira também marcou a maior expressão e imponência de algumas empresas, refletidas em dimensões e posições estratégicas de seus estandes.

    O estande de 2 mil m² da Braskem não opunha dúvidas quanto ao seu cacife industrial no país: sozinha, comporta uma produção superior a sete milhões de toneladas anuais das principais resinas commodities (PE, PP, PVC e EVA).

    O fato é que a consolidação da petroquímica brasileira que hoje carrega o nome Braskem tem sobrenome de peso internacional (Petrobras), massa muscular e fôlego competitivo para enfrentar a forte concorrência global. Quem andou pelos corredores da Brasilplast captou essa impressão ante o seu megaestande, onde o mote foi inovação. “Sob essa ótica, focamos três pilares dentro da unidade de polímeros: a diferenciação de produtos; o desenvolvimento de novas aplicações, com substituição de materiais sucedâneos; e competitividade e custos”, informou o diretor de inovação e tecnologia para polímeros Patrick Teyssonneyere. No entender dele, a diferenciação e o desenvolvimento carregam a intenção prioritária de gerar para os clientes maior competitividade.

    O lançamento de 16 novos grades de polietilenos e polipropilenos confirma o posicionamento estratégico da produtora de resinas. Em paralelo aos lançamentos, e em acordo com o segundo pilar, a empresa divulgou casos de aplicações e produtos desenvolvidos recentemente: ideias que deram certo e podem ser comprovadas e replicadas.

    O diretor de tecnologia destaca esses novos polímeros. Alguns, por serem particularmente desenhados por rotas tecnológicas diferenciadas, conseguem oferecer propriedades especiais. Entre os polipropilenos, mereceram essa lembrança o CP 393, um copolímero voltado para o mercado de compostos, e o CP 270R, endereçado à produção de baldes industriais e contêineres. Ao primeiro, Teyssonneyere imputa como principal qualidade o gap zero. Ou seja, o produto assegura baixíssima contração sob alto impacto. Atende em especial a formulações para uso em para-choques. O outro, um copolímero heterofásico, além de oferecer toda uma balança de propriedades melhoradas ainda exibe índice de fluidez superior em relação aos grades antecessores, sinônimo de ganhos no processamento.

    A relação dos novos polipropilenos ainda inclui outro copolímero heterofásico, este desenhado para o mercado de compostos. Denominado CP 286, assegura elevada resistência ao impacto com maiores rigidez e fluxo. O produto oferece um bom balanço de propriedades mecânicas e alto índice de fluidez, com baixo VOC (a isenção de voláteis elimina odores), propício para aplicações como painéis e para-choques.

    Outro novo grade de PP saiu dos reatores para atender às solicitações de maior produtividade por parte da transformação. Trata-se do CP 100, um copolímero heterofásico de altíssima fluidez (sinônimo de maior facilidade no preenchimento do molde e, portanto, ciclos mais rápidos) associada a um ótimo balanço de rigidez e impacto. O produto também oferece baixo teor de VOC e excelentes propriedades organolépticas.

    Copolímero heterofásico de alto índice de fluidez e elevada resistência a impactos, o CP 191XP foi desenvolvido para a injeção de embalagens rígidas de paredes finas e ciclos rápidos. Para peças técnicas destinadas à produção de eletrodomésticos e eletroportáteis, a empresa lançou o H 201HC. Desenhado com cristalinidade e rigidez elevadas, o produto suporta mais exigências termomecânicas e possui uma resistência diferenciada ao risco.

    Para as utilidades domésticas, a nova opção propõe a maior transparência conferida pela resina Prisma 1410, copolímero randômico de elevado índice de fluidez para injeção de peças e embalagens. O grade H 155 encerra as novidades feitas de PP. Produto de elevada fluidez, o novo polímero atende o segmento de não tecidos com desempenho superior, em relação ao antecessor (o H 152), na formação da camada de barreira obtida pelo processo meltblown.

    A lista de novidades nos polietilenos se compara em número aos polipropilenos e Teyssonneyere igualmente destaca dois grades por suas rotas tecnológicas diferenciadas: o Pluris 6301 e o Flexus 9212XP. O primeiro, acrescido à família dos quaterpolímeros, foi desenhado para atender em particular o mercado frigorífico e combina melhor processabilidade, selagem e alongamento com baixo nível de bloqueio e teor de géis.

    O novo Flexus, por sua vez, da linha de resinas de base metalocênica, destina-se ao mercado de laminados de alto desempenho. O seu diferencial consiste em manter mais estáveis os valores de Coeficiente de Fricção Cinético (CoF) após as etapas de laminação, transporte e estocagem das bobinas. A formulação inovadora foi patenteada pela Braskem.

    Entre as outras novidades, a resina HS4506 é indicada para a produção de tanques de combustível automotivos e de tubos de enchimento e de reservatório de partida a frio. Já a HS4506A, com aditivação para garantir maior resistência à radiação ultravioleta e a intempéries, supre as necessidades da produção de tanques de combustível para caminhões e segmento de reposição de autopeças.

    Um diferencial significativo de desempenho de propriedades mecânicas constitui as vantagens dos novos polietilenos bimodais BU004W e BS002W, ambos endereçados ao segmento de embalagens sopradas.


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