Brasilplast 2011 – Aditivos – Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes

Claudemir Gracino, proprietário da Skintech, aposta no aumento da demanda do produto e anunciou estar preparado para este novo momento do mercado. “Nós temos estoque local no Paraná, e margem de segurança para abastecer o incremento previsto”, afirmou. Ele, aliás, revelou os planos da fabricante de produzir no Brasil: “A informação chegou dos Estados Unidos, há poucos dias.”

As previsões dão conta da expansão de volumes e também de aplicações. A Skintech mostrava muitas outras possibilidades de uso para o aditivo, além das sacolas plásticas. No estande estavam expostos copos de PS, sacos de lixo de PEBD, potes para a indústria farmacêutica e embalagens de BOPP para snacks, entre outros.

A importadora e distribuidora Plasteng também destacava a tecnologia oxibiodegradável, com a linha Reverte do fabricante inglês Wells. O aditivo, segundo a sua distribuidora, se diferencia dos produtos similares do mercado por agregar um sequestrador de radicais livres muito eficiente. Na exposição, um destaque era o Reverte BD 92771 BD, indicado justamente para a produção de sacolas plásticas. “Temos vários testes homologados que comprovam a seriedade do produto”, afirmou Sérgio Daniel Astolfi, um dos porta-vozes da Plasteng.

Na opinião dele, apesar de todas as certificações que comprovam sua segurança, ainda há muita desinformação acerca dessa categoria de produto; e, por isso, esse mercado ainda não movimenta grandes volumes. Por este motivo, a principal aposta de Astolfi se volta para um mercado maior: o de bioplásticos, projetado para 100 mil toneladas/ano. Sendo assim, a Plasteng está às voltas com negociações para viabilizar importação de uma linha chinesa que será concorrente direta dos polímeros biodegradáveis da gigante alemã Basf.

Apesar de fazerem apologia aos plásticos oxibiodegradáveis, os fornecedores do aditivo não os consideram opções de políticas de saneamento. Essa tecnologia, eles reforçam, não é a definitiva ou a única solução para o problema de disposição dos plásticos no ambiente, mas significa sim um passo dado rumo a práticas mais sustentáveis. “Nosso foco é o produto plástico que não chega à reciclagem, ou seja, essa tecnologia precisa ser vista como parceira da reciclagem. Queremos que o mercado perceba nosso aditivo como uma alternativa e não a única”, resumiu Talitta Emannuela Silva, da Skintech.

Plástico Moderno, Hans Juergen Mitteldorf, Diretor-geral da Chemson, Brasilplast 2011 - Aditivos - Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes
De acordo com Mitteldorf, setor ruma para soluções sustentáveis

Estabilizantes para PVC – O apelo ecológico também deu o tom à exposição dos fornecedores de estabilizantes para PVC. Com ares de previsão, os expoentes desse setor sentenciavam sem titubear a iminente substituição dos estabilizantes térmicos à base dos metais bário, cádmio, zinco e estanho pelo organic-based stabilizer (OBS). “Isso acontecerá em um futuro não muito distante, embora os custos atuais sejam um fator impeditivo para sua introdução mais rápida”, observou Teodoro Canossa, gerente de vendas da Inbra Indústrias Químicas.

O mercado de aditivos tem sido norteado pela pressão de ecologistas e cientistas preocupados com o uso de substâncias potencialmente prejudiciais à saúde e ao ambiente. Por isso, os fabricantes, cada um à sua maneira, divulgavam fórmulas capazes de atender a essas exigências técnicas, mantendo a relação custo/benefício. “O mercado ruma para soluções sustentáveis”, justificou o diretor-geral da Chemson, Hans Juergen Mitteldorf.

A Baerlocher do Brasil endossou esse coro. No segmento de PVC rígido, 85% da produção se baseia no sistema cálcio/zinco. “A extinção total do sistema base chumbo nesta área acontecerá no máximo em cinco anos”, estimou Valdemir Fantacussi, gerente técnico da Baerlocher do Brasil. Em aplicações de tubos, conexões e perfis, esse índice chega quase a 100%. Apesar de não ter nenhum produto em destaque no evento, o gerente ressaltou a evolução das linhas de estabilizantes à base de cálcio/zinco. “O desempenho desses produtos melhorou muito nos últimos anos”, apontou.

Na Chemson, o foco era divulgar as linhas de cálcio/zinco e orgânicos, até porque a companhia se considera líder do segmento. “O próximo passo será emplacar o portfólio de estabilizantes orgânicos, mas como um complemento às linhas base cálcio/zinco, não um substituto”, alegou Mitteldorf. Na empresa, hoje 88% de toda a produção se refere aos sistemas base cálcio e zinco. Na unidade europeia, essa taxa não chega a 60%. “O Brasil está à frente, pois aqui fizemos um acordo voluntário”, argumentou Mitteldorf.

A Chemson é austríaca e tem planta em Rio Claro-SP. Esse movimento de erradicação dos metais pesados resultou da união entre os produtores dos aditivos, os fabricantes dos transformados de PVC e as associações de classe, e foi iniciado com a substituição dos estabilizantes térmicos à base de bário e cádmio, com a eliminação deste último, até se chegar à troca do bário pelo cálcio também.

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