Brasilplast 2011 – Aditivos – Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes

Apelo sustentável – Dentro da unidade de negócio Functional Chemicals (FCC) da Lanxess, as novidades ficaram por conta dos plastificantes e da linha de corantes Macrolex, produzida com matérias-primas de fonte renovável. De alguma maneira, é fácil entender o porquê. As duas áreas trazem no DNA um forte apelo de salubridade, pois possuem aprovação para uso em produtos destinados a contato alimentício.

Plástico Moderno, Roberta Maturana, Gerente regional da Lanxess, Brasilplast 2011 - Aditivos - Indústria prioriza inovação e fórmulas mais eficientes
Roberta: plastificante conta com aprovação de órgãos regulatórios

Os plastificantes em questão são todos isentos de ftalato, entre os quais o Unimoll mereceu destaque durante a exposição. O aditivo pode ser incorporado a filmes estiráveis de PVC e brinquedos. “O produto é considerado 100% seguro pelos órgãos regulatórios”, afirmou Roberta Maturana, gerente regional da Lanxess da área Functional Chemicals.

Trata-se de uma molécula nova, cuja composição conta com glicerol e ácidos graxos. Segundo a gerente, as propriedades estão muito próximas às do dioctil adipato (DOA). Um ponto ainda discutível se refere ao preço. Por falta de escala, a competitividade deste tipo de aditivo fica comprometida. Mas esse enredo está prestes a mudar. A Lanxess anunciou no ano passado a expansão da capacidade produtiva de sua fábrica na Alemanha do Mesamoll, um dos mais tradicionais plastificantes isentos de ftalato da marca. O incremento, da ordem de 40 mil toneladas, deve ser concluído até o meio de 2011. Além disso, nos próximos dois anos, a produção do Unimoll também aumentará.

O destaque dos corantes, a família Macrolex, atende à coloração de plásticos de engenharia, policarbonato e acrílico. Entre as suas indicações figuram o uso em garrafas PET e em bandejas de PS expandido. “É uma linha base solvente, que mantém a transparência do produto final, mesmo com a coloração”, explicou Roberta. O aditivo conta com uma ampla cartela de cores e possui alto poder de tingimento, além de ser ideal para agir em elevadas temperaturas, pois não perde as propriedades de resistência e cor.

Com fabricação controlada em termos de processo e matérias-primas, a companhia se propõe a conseguir quase a total eliminação de resíduos insolúveis nos corantes, tornando seu uso recomendado em fibras de poliéster. Esse corante também é produzido na forma microgranulada, a fim de promover melhorias no fluxo de dosagem e na eliminação da poeira.

Produtoras locais também apostaram em fórmulas livres de ftalato. A fabricante SGS Polímeros, do Rio Grande do Sul, destacava o Olvex 51, uma nova geração de sua linha de plastificante primário produzido com matérias-primas renováveis. A incursão da empresa no segmento se deu há alguns anos, com o Olvex 05, no entanto, o produto era ofertado para aplicações em borracha. No ano passado, conseguiu lançar o Olvex 50, esse sim para o PVC, e considerado hoje o carro-chefe da marca. “Não queremos ser iguais aos aditivos base ftalato, e sim uma alternativa viável”, explicou o diretor da SGS, Nei Eduardo Schneider. O comentário se deu em alusão a possíveis comparações entre o desempenho dos plastificantes. Segundo ele, o produto apresenta ótima estabilidade térmica, e resistência à extração por agentes de limpeza; o único fator desfavorável seria seu preço: ainda pouco convidativo, se comparado ao do tipo diisononil ftalato (DOP).

No entanto, para Schneider, o foco não deve ser esse; seus esforços ali eram para atestar a segurança do produto. Por isso, ele divulgava laudos e mais laudos para comprovar a biodegradabilidade e a baixa toxidez da sua fórmula. Um deles, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), relatava que o aditivo atende, por exemplo, ao limite especificado no regulamento técnico sobre disposições gerais para embalagens e equipamentos plásticos em contato com alimentos (na Resolução 105/99).

Harry Heise, diretor da Forscher, empresa representante da suíça Jungbunzlauer no Brasil, por sua vez, já fazia questão de reforçar as vantagens técnicas dos plastificantes isentos de ftalato. Por isso, ao visitante de seu estande, ele insistia em mostrar as principais propriedades de seu lançamento, o Citrofol. “Em relação a outros plastificantes, por exemplo, com uma concentração 15% menor do Citrofol, consegue-se a mesma dureza obtida com um DOP”, comentou. A sua viscosidade também é baixa, o que possibilita produções em maior velocidade ou a redução da temperatura da máquina, ou seja, neste último caso, economia de energia. Heise apontava ainda a boa afinidade do aditivo com o PVC.

O Citrofol é da família de ésteres de citrato, da Jungbunzlauer, e destina-se a aplicações diversas, como materiais para contato com alimento, brinquedos, produtos cosméticos e farmacêuticos, entre outros.

Mais uma alternativa – Em meio à polêmica que permeia o mercado de sacolas plásticas, muitos expositores aproveitaram para evidenciar as vantagens dos aditivos oxibiodegradáveis. Um dos casos foi o da importadora Skintech, responsável pelas vendas dos aditivos da norte-americana Willow Ridge Plastics no Brasil, há seis anos.

A empresa fazia questão de atestar a segurança do produto, demonstrando a expertise da fabricante. Além de atender a todas as normas alusivas a esse mercado, a Willow possui alguns diferenciais, como um laboratório onde são realizados estudos de degradação termal acelerada à degradação acelerada por UV e análises das propriedades físicas e mecânicas de qualquer manufaturado. Segundo o fabricante, a análise de biodegradação é uma das tecnologias mais recentes para decifrar os efeitos do degradado no meio ambiente.

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