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Brasilplast 2009 – Masterbatch – Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

Renata Pachione
15 de maio de 2009
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    Para promover todas essas novidades, a empresa mantém uma política de investimento. Em fevereiro último conquistou a ISO e no final de 2008 abriu nova filial em Jaguariúna-SP. No ano passado, também ampliou a equipe e melhorou o layout do site para promover mais interação com o cliente, além de ter aperfeiçoado seu parque fabril.

    A ampliação da fábrica da Termocolor também foi destaque no estande da empresa, apesar de consistir em projeto iniciado em 2006. A companhia divulgou que ampliou em 50% sua área fabril e aumentou a capacidade produtiva em 20%. Segundo Isola, foram compradas novas máquinas, totalizando seis, o que possibilita a produção de até 36 mil toneladas/ano. A Termocolor anunciou ainda a conquista da diretiva RoHS e a iminente finalização do processo de certificação ISO 14000.

    Crise? – Promover investimentos e abastecer o mercado de novidades é tarefa nem sempre fácil em tempos de incerteza econômica. Por atuar no ramo de cores especiais, a Colorfix sentiu um impacto negativo nos negócios no final do ano passado, como reflexo do fraco desempenho dos setores automotivo e de linha branca. No entanto, no final de abril de 2009, a recuperação já se fez notar. A famosa “marolinha”, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou imune alguns segmentos, como o de obras públicas de infraestrutura e de embalagens rígidas. Na avaliação de Guzmán, estas áreas mantiveram os saldos positivos da companhia. Nos primeiros meses de 2008, o desempenho do setor foi excelente. Se não fosse a derrocada do último trimestre, a empresa teria registrado recordes de vendas. Essa frustração impede Guzmán de tentar prever como será este ano. Para ele, a Brasilplast será um termômetro, para ver o real impacto dos últimos acontecimentos no setor dos plásticos (leia-se: baixa no preço das resinas, crash na economia mundial e valorização do dólar). Na Coreplas, empresa com quinze anos de atuação, o último trimestre de 2008 apresentou queda nas vendas de 40%, em relação a igual período do ano anterior. A retomada só foi percebida em abril.

    Nem a líder de mercado de masterbatch de cor e aditivos, Cromex, ficou isenta de algumas perdas; também houve um pequeno recuo no crescimento. No ano passado, a empresa aumentou as vendas em 20% sobre 2007, o que representou 5% a menos do crescimento registrado anteriormente. As exportações responderam por parte dessa redução. A companhia, acostumada a exportar cerca de 30% da produção, no último trimestre do ano, perdeu espaço no mercado externo. “Houve uma queda significativa”, afirmou Ortega, sem revelar números. A empresa comercializa seus produtos para a América do Norte, América Latina, Europa Ocidental e Leste Europeu, entre outros. Com sede em São Paulo, onde são produzidos os masters coloridos e produtos especiais, a Cromex possui também uma fábrica na Bahia, de masterbatches brancos, pretos e aditivos, responsável por 73% da sua capacidade total, hoje em 132 mil toneladas/ano.

    Outra empresa que viu seus índices de crescimento caírem se trata da Allcolor. Segundo o diretor Sandro Borbi, todo mês a empresa avançava entre 6% e 7%, no ano passado. No entanto, em 2009, passou a registrar índices de no máximo 3%. Um segmento responsável por essa retração foi o de cosméticos. Borbi citou o caso de uma companhia desse ramo que diminuiu em 50% a compra de masterbatch da Allcolor. “Não perdemos mercado para a concorrência, nossos clientes é que reduziram a produção”, atestou.

    De acordo com Guzmán, quando a produção está em baixa e a demanda pouco aquecida, o momento é de testar tecnologias novas e experimentar produtos. Por isso, acima de qualquer tipo de lamentação, as companhias precisam aproveitar a oportunidade para se reinventar e apostar em novidades.

    Faltam números – Com estande cativo desde 2003 na Brasilplast, a Coreplas não reservou nenhum lançamento para esta edição. A empresa estava ali para mostrar seu portfólio de mais de 15 mil cores desenvolvidas e divulgar seus concentrados de cor, que representam 85% da produção. No entanto, sobretudo, procurou ressaltar sua intenção de elevar as vendas dos masters para os plásticos de engenharia e os de aditivos. “Estamos aqui para apresentar nossa aptidão para atender a exigências específicas”, disse o diretor da Coreplas José Gonzaga. A Macroplast também optou por não levar lançamentos e fazer uma participação meramente institucional. Em 2004, a companhia adquiriu o negócio de masterbatches sólidos da Basf, com o qual consolidou sua presença no mercado de especialidades. No entanto, no momento, a ideia é melhorar a maneira como o mercado a percebe na área de industrialização; a empresa tem uma imagem forte na distribuição.

    Para esse setor, até mais do que em outros, um evento como a Brasilplast tem grande importância. Os fabricantes não possuem uma associação, portanto, a possibilidade de encontrar os clientes, os concorrentes e de se mostrar para o mercado se renova a cada edição do maior evento da indústria do plástico. Para Bazan, da Colorfix, o setor é grande e proporcionalmente desorganizado. “Com um órgão, teríamos normas e um nível de serviço melhor, além de mais integração na cadeia”, argumentou.

    Plástico Moderno, Amarildo Bazan,  diretor-comercial, Brasilplast 2009 - Masterbatch - Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

    Bazan criticou a falta de uma associação para os fabricantes

    O sócio-administrador da Cristal Master, Paulo Stefano Giammattei, vai um pouco além. Ele propõe a criação de um selo de qualidade. Para ele, do total de fabricantes, somente 10% teria condições de ganhar a certificação, caso esta existisse. “Já pensei em fazer o selo, mas não há união no nosso setor”, reclamou. Enquanto a ideia não se realiza, a Cristal Master tenta se diferenciar com o foco no serviço. Porém o pré e o pós-venda também se sustentam em inovação. Segundo Giammattei, novos produtos surgem no dia-a-dia da produção. Pela primeira vez na Brasilplast, a Cristal comemorou crescimento de 36% no faturamento, no ano passado, em relação a 2007. As áreas responsáveis por este índice foram: os multifilamentos, os não-tecidos e as embalagens flexíveis. Para este ano, o também sócio da Cristal Master Luiz Carlos Reinert dos Santos prevê crescer 20%. A empresa tem cinco anos no mercado e possui fábrica em Joinville-SC.

    Muitas controvérsias surgem quando se tenta estabelecer dados precisos desse setor. Há quem considere se tratar de um mercado de 85 ou de 95 mil toneladas/ano. Quanto ao número de fabricantes, estima-se algo em torno de 140 com atuação no mercado brasileiro. Ou seja, exatidão não há. Mas, números à parte, na opinião de Guzmán, o mercado está muito bem atendido, no quesito volume, mas em termos de inovação, poucas são as companhias no páreo. “O fabricante de master tem de apresentar uma solução, não é só misturar pigmento”, concluiu Bazan, da Colorfix.

     



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