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Brasilplast 2009 – Masterbatch – Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

Renata Pachione
15 de maio de 2009
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    Além da possibilidade de poder ofertar ao mercado nacional produtos na forma sólida ou líquida, a companhia vislumbra um cenário positivo para o lançamento, pois os fabricantes de pré-forma de PET têm migrado, em sua totalidade, para o líquido. Na América Latina são três plantas da Clariant para esse tipo de masterbatch: no Brasil, no México e na Colômbia. Mas a ideia é incrementar no futuro sua operação no segmento. “Estamos só começando com o líquido”, avisou Guzmán.

    A Allcolor também aproveitou o evento para anunciar novidades em seu negócio: a entrada no mercado de PET. A empresa aposta em masterbatches para este tipo de resina, para quem utiliza quantidades pouco expressivas, pois atua com a forma sólida. “Interessados em grandes volumes, em geral, optam pelo master na forma líquida para o PET”, confirmou o diretor da Allcolor Sandro Borbi. A companhia tem capacidade produtiva para 50 toneladas/mês e pretende até o final do ano elevá-la para até 15%, graças à compra de duas máquinas.

    Investimentos – Desde a sua participação na Brasilplast de 2007, muitas foram as mudanças dentro da Mash: Tecnologia em Compostos e Masters. Além do fim do acordo com a Techmer PM, a empresa elevou sua capacidade produtiva em 50%, como resultado de investimentos na otimização de sua fábrica e na melhor profissionalização da companhia. O reflexo foi positivo: no ano passado cresceu em vendas 70%, comparado a 2007. “Em 2008, no pior mês da crise, caímos 10%”, comentou o seu diretor Fernando Nicolosi. Um dos responsáveis pelo feito se trata do aporte em Pesquisa e Desenvolvimento no valor de 700 mil dólares realizado no período de 2007 e 2009. As expectativas para este ano são de crescer 20%.

    Muitas empresas durante o evento ofertavam masters e dividiam o estande com compostos. Esse também foi o caso da Mash. No entanto, o foco foram as especialidades. Por isso, Nicolosi destacou uma linha de master de aditivos para filme, como auxiliar de fluxo, para melhorar o processamento de polietileno de alta densidade (PEAD), polietileno de baixa densidade (PEBD) e misturas com polietileno linear de baixa densidade (PELBD), a fim de reduzir a sujidade da matriz, aprimorar o acabamento superficial e diminuir as perdas. “É nosso carro-chefe, pois com menor concentração tem efeito superior a similares”, garantiu Nicolosi. Ele também apresentou como novidade aditivos anti-UV para multifilamentos e monofilamentos e para filmes agrícolas. De acordo com o diretor, todo o mercado busca aplicações de maior valor agregado; por isso, a maior parte dos fabricantes de masterbatches tenta abastecer o setor com soluções sofisticadas e técnicas.

    Para acompanhar a evolução do mercado, a Colorfix também foi repaginada em 2008. Segundo o seu diretor-comercial, Amarildo Bazan, a empresa passou por um processo de profissionalização, com nova diretoria e ampliação do quadro de representantes. A companhia planeja inaugurar em junho um laboratório de desenvolvimento em São Paulo. A proposta atual é de elevar sua participação no segmento de masterbatches de aditivos. Hoje, 25% das vendas advêm dos aditivos, com pretensão de aumentar para 30%.

    A apresentação da linha Fix representou essa renovação. Antes dessa iniciativa, a empresa fabricava esse tipo de produto somente sob encomenda, mas diante da solicitação do mercado, decidiu incorporá-lo ao seu portfólio. Os destaques ficaram por conta do pacote composto por antibloqueio (Blockfix), deslizante (Slipfix) e antioxidante (Oxifix), além do lançamento do Selofix, aditivo capaz de manter as propriedades do material, durante o período de parada da máquina. Este último evita problemas como a carbonização e o amarelamento da resina. Bazan ressaltou ainda a linha Uvfix, de anti-UV ou estabilizante de luz, pela sua ampla aceitação no mercado, que está cada vez mais motivado a evitar a propagação da ruptura da cadeia polimérica desencadeada pela ação da luz ultravioleta.

    Plástico Moderno, Julio Carlos Isola, gerente-comercial da Termocolor, Brasilplast 2009 - Masterbatch - Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

    Isola destacou investimentos para elevar capacidade produtiva

    Para a Procolor, o segmento de masterbatches de aditivos tem sido um dos mais interessantes também. Dentro dessa área, o gerente-comercial da empresa, Sergio Palermo, destacou o antiderrapante e o dessecante, além do anti-UV. “As aplicações que estão em alta são de produtos diferenciados. Com o master de aditivo, vendemos qualidade”, comentou. Ainda com o foco na diferenciação, a companhia já há algum tempo se mostra interessada no mercado de coloração dos plásticos de engenharia. Na Brasilplast, essa vocação se confirmou. A supervisora-comercial da Procolor, Vanessa Falcão, também falou sobre a linha de master para poliéster. “É uma novidade para nós. A tecnologia é própria”, ressaltou. A marca Pro-Color abrange ainda masterbatches para policarbonato, poliamida, PET e copoliéster, entre outros. O monofilamento de polietileno de média densidade (PEMD) tem sido um grande filão para a companhia. É empregado na fabricação de móveis, cujas tramas se assemelham a fibras naturais.



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