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Brasilplast 2009 – Masterbatch – Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

Renata Pachione
15 de maio de 2009
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    No passado, os compostos para proteção UV de fonte natural apresentavam baixa estabilidade térmica sob temperaturas de processamento superiores a 200ºC. De acordo com a companhia, a evolução da tecnologia adotada possibilitou características de processamento similares às associadas aos masters convencionais, pois são formulados com substâncias de cores claras, mais estáveis ao calor. A Cesa-natur vem para se somar à linha de masters de cores, Renol-natur, lançada em 2007.

    A onda de sustentabilidade, cada vez mais, sai do meio acadêmico para se fincar com mais força no meio industrial. Prova disso também se viu na nova parceria da Cromex divulgada durante o evento. A empresa se associou à petroquímica Braskem para desenvolver uma série de concentrados de cor, desde as opacas e transparentes até aquelas com efeitos, e aditivos, para conferir características antiestáticas, antibloqueio, de barreira aos raios UV e antifog ao seu polietileno, produzido com eteno obtido do etanol de cana-de-açúcar (chamado no mercado de PE verde).

    De acordo com Ortega, o acordo entre os dois expoentes do setor dos plásticos foi natural, pois a Cromex já possuía um conhecimento técnico prévio sobre o produto. “Nós já pesquisávamos tecnologia para o PE verde”, comentou. Ele aposta no aumento da demanda deste tipo de resina e no consequente crescimento da escala. A petroquímica está investindo R$ 500 milhões numa nova fábrica, no Rio Grande do Sul, para a produção de 200 mil toneladas anuais desse polietileno. “A tendência de o produto ganhar volume é enorme”, disse Ortega.

    Novos rumos – Além de novos produtos, alguns expositores divulgaram novas estratégias. É o caso da Techmer – Polymer Modifiers que, se depender dos seus planos, estará cada vez mais presente em solo nacional, pois a representante internacional de marketing da Techmer, Marina Howley, revelou a intenção de abrir uma fábrica por aqui. O namoro com o Brasil é de longa data. Há dez anos, atuava com o atendimento a clientes diretos. Com a aceitação da marca, surgiu a necessidade de contratar um representante e, em 2007, foi além: estabeleceu uma parceria com a Mash: Tecnologia em Compostos e Master para produzir os masterbatches coloridos e de aditivos. No entanto, nem chegaram a desenvolver produtos juntos e a parceria foi encerrada, por causa de uma mudança de posicionamento. Marina conta que a Techmer PM projeta, no futuro próximo, produzir no país. Por enquanto, a solução para estar mais perto do consumidor brasileiro se deu com a abertura no início do ano de um escritório, em São Paulo. O interesse pelo mercado nacional, segundo Ryan Howley, da Techmer PM, se sustenta no seu potencial de crescimento. “O Brasil tem sede de tecnologia. Há por aqui muitas empresas, mas poucos concorrentes para nós”, comentou ele.

    Apesar da tradição de trinta anos de existência, a Karina, líder no mercado de compostos de policloreto de vinila (PVC), desbrava outra frente de atuação: o mercado de masterbatch. A iniciativa se deu há dois anos. “Mas só no final de 2008 e início deste ano estamos aparecendo de forma mais acentuada nesse segmento”, confirmou Edson Penido, do departamento de vendas da Karina. As especialidades poliolefínicas, como a companhia denomina o segmento de masters branco, preto e colorido, e os concentrados de carga e aditivos ainda estão em fase embrionária.

    Apesar de não ter nenhum destaque específico durante a Brasilplast, a feira cumpriu seu papel, na medida em que funcionou como palco para a Karina mostrar que, se depender dos seus esforços, o mercado de masterbatch, em um futuro próximo, terá mais um forte concorrente. “Estamos nos estruturando da mesma forma que trabalhamos no PVC”, disse Penido. Leia-se: a composição de área comercial e técnica para atender todo o Brasil e planos para penetração também no mercado internacional.

    A Clariant guardou para o evento o anúncio de reformas da unidade industrial de Suzano para fabricar masterbatches líquidos. A companhia adquiriu, no ano passado, duas empresas norte-americanas: a Rite Systems e a Ricon Colors, passando a ter mais know-how para atuar nesse segmento. “Unificamos o conhecimento do segundo maior produtor de masterbatch líquido, em volume, e líder em tecnologia, com o nosso”, ressaltou Guzmán. A linha de masterbatches líquidos é composta por dispersão de pigmentos, corantes e aditivos em forma líquida, como o nome sugere. A Clariant aposta nos benefícios do produto amplamente divulgados no mercado, como a agilidade na troca de cores nas extrusoras e injetoras, além da homogeneização e da garantia de mais precisão na dosagem, limpeza e melhor repetibilidade.



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