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Brasilplast 2009 – Masterbatch – Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

Renata Pachione
15 de maio de 2009
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    Esses lançamentos em território nacional embutem o poder de atração do país. “O avanço alcançado por aqui tem acompanhado e até mesmo excedido as nossas expectativas. Como resultado, continuaremos concentrando os nossos esforços no aumento da presença no mercado brasileiro”, justificou Debora. A empresa mantém duas plantas no Brasil, uma situada em São Paulo e a outra, na Bahia.

    O mercado brasileiro de masterbatches tem motivado também investimentos de empresas 100% nacionais, como a Cromex. Essa líder de mercado reservou vários lançamentos para a 12ª Brasilplast. Um deles ficou por conta da linha de retardantes à chama não-halogenados. Desenvolvido para aplicação em fios e cabos, ou seja, setores de energia (baixa tensão), telecomunicações e automotivo, entre outros, o produto não gera fumaça tóxica, ao entrar em combustão, e está em conformidade com a diretiva Restriction of Certain Hazardous Substances (RoHS).

    A empresa também mostrou a família de aditivos de performance para polipropileno (PP). A ideia é fomentar o uso do master

    Plástico Moderno, diretor-comercial da Cromex, Cesar Ortega, Brasilplast 2009 - Masterbatch - Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

    Ortega apostou em masterbatches diferenciados

    em produtos como cadeiras, mesas, banquetas e afins feitos dessa resina. A Cromex destacou características como a redução dos ciclos de injeção e a melhor estabilidade dimensional, entre outras. Mais uma novidade foram os concentrados de alto desempenho a ser aplicados em diferentes tipos de produtos de ráfia.

    A presença no evento serviu ainda para ressaltar ao visitante que a compra dos seus masterbatches pode ser efetuada via cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esta iniciativa e os novos produtos, segundo o diretor-comercial da Cromex, Cesar Ortega, são para comprovar a sua vocação para atender às necessidades do setor. “O mercado inteiro sofre com a questão do preço; às vezes, se briga por centavos. Nós tentamos compensar isso com a oferta de valor agregado e serviço”, comentou.

    Aperfeiçoamentos em produtos já conhecidos pelo mercado também tiveram vez nesta edição da feira. A empresa de origem suíça Clariant mostrou novidades na linha de master de aditivos Cesa-extend e de agentes químicos nucleantes e de esponjamento Hydrocerol. O primeiro, um masterbatch à base de uma molécula originalmente desenvolvida para religar cadeias de polietileno tereftalato (PET) reciclado, tem demonstrado ser uma promessa no processamento do PLA (polilactato) e de outros biopolímeros, como o PHB (polihidroxibutirato) e PHA (polihidroxialcanoato). A Clariant aposta no produto para tornar a extrusão de chapas mais confiável e melhorar a estabilidade e a formação de bolhas superiores em processamento de filmes soprados. O masterbatch do Hidrocerol, por sua vez, é recomendado pela companhia para ser usado como agente nucleante e expansor para a produção de estruturas uniformes de células finas de biopolímeros (em substituição ao estireno), aplicado em produtos de espuma como bandejas de carnes de supermercado. Os dois masterbatches juntos ampliaram o peso molecular e as características de resistência à fusão do polímero.

    Uma resina com extensores, chamada TCEX, foi a novidade da Termocolor, empresa com fábrica em Diadema-SP. A proposta deste superconcentrado é a de melhorar a homogeneização e a cobertura conquistada pelos aditivos. “O benefício do produto é a redução de custos, porque substitui parte da resina”, comentou o gerente-comercial da Termocolor, Julio Carlos Isola.

    Sustentável – O mercado de produtos considerados “amigos” do ambiente tem mobilizado novos desenvolvimentos na cadeia produtiva do plástico como um todo. A Clariant fez a lição de casa e trouxe para seu estande amostras dessa tendência, com a

    Plástico Moderno, Roberto Guzmán, gerente de marketing da Divisão de Masterbatches da Clariant na América Latina, Brasilplast 2009 - Masterbatch - Expositores privilegiam a oferta de produtos técnicos e soluções feitas sob medida para os transformadores

    Para Guzmán, o setor, como um todo, pede produtos sustentáveis

    linha Cesa-natur, composta por aditivos para aplicação em biopolímeros. “A sustentabilidade hoje é um nicho, mas o conceito de produto renovável só tende a crescer, não tem volta”, argumentou o gerente de marketing da Divisão de Masterbatches da Clariant na América Latina, Roberto Guzmán. Ele comentou que, não à toa, a companhia possui, em sua linha de produtos, aditivos para proporcionar a redução do peso do material, de ciclo, de consumo de energia e de rejeitos, entre outros. Para ele, o setor como um todo pede produtos sustentáveis. O caso específico da linha Cesa-natur se trata de família de agentes antibloqueio/deslizamento, estabilizantes de luz/UV, antioxidantes e antiestáticos que, além de possuírem uma resina portadora do biopolímero, trazem substâncias renováveis, biodegradáveis e, na maioria dos casos, compostáveis. O aditivo de deslizamento contém ceras puras de procedência natural. O fabricante garante que o coeficiente de atrito nos filmes é similar ao obtido com as ceras sintéticas à base de petróleo. A companhia também atesta seus produtos em rigorosos regulamentos de segurança.



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