Brasilplast 2009 – Commodities – Arrefecimento da crise aliviou os fabricantes, com exposições focadas em sustentabilidade

Plástico Moderno, Commodities - Arrefecimento da crise aliviou os fabricantes, com exposições focadas em sustentabilidade
Argibay destacou a maior produtividade dos lançamentos

O gerente de produto e mercado para a América Latina dos polietilenos de baixa densidade lineares da Dow, Agustín Argibay, discorreu sobre os outros lançamentos da feira, como a resina “EcoTurbinada”, dirigida ao segmento de filmes coextrudados para empacotamento de arroz. Além de maior processabilidade, traduzida em produtividade, o polímero oferece resistência superior a impactos e perfurações, bem como propriedades ópticas especiais. De acordo com Argibay, o produto dispõe de maior densidade, o que confere melhores propriedades mecânicas ao filme. Assim, com a nova formulação, o transformador pode reduzir a espessura do filme (e o consumo de matéria-prima), mantendo as mesmas características. “Permite produzir 69 embalagens contra 62 da resina antecessora”, comparou o gerente.

Outra novidade fica por conta do Elite XUS, um polietileno de base octeno, produzido com catalisador metaloceno, e primeiro polímero criado pela Dow para o mercado de monofilamentos. Na opinião de Argibay, essa resina assegura melhor processabilidade que os contratipos da concorrência. O gerente ainda ressaltou o novo Elite 5960G para filmes, um polietileno de alta densidade com alta barreira à umidade e moderada resistência à gordura. Com esse polímero, disse ele, o transformador consegue reduzir até 40% a espessura do filme, dependendo da aplicação.

Incorporado à geração dos PE’s lineares, o novo Dowlex NG 5085B se destaca por suas propriedades ópticas diferenciadas (brilho, transparência) e melhor processabilidade nas extrusoras do tipo balão. Em comparação com uma resina linear convencional, o novo produto possui, ainda, maior resistência à perfuração.

Atualizar e expandir – Reafirmar a disposição em manter os investimentos, mesmo perante a forte retração no consumo no último trimestre do ano passado, configurou a participação da Solvay na feira. A crise impactou os negócios, mas, no contexto geral, os resultados foram bastante positivos em 2008, na avaliação do gerente-comercial de PVC, Gibran João Tarantino.

Janeiro e fevereiro constituem meses historicamente marcados pela demanda mais baixa e, em 2009, o mercado hibernou nesse período. “Os clientes realizaram inventários para só depois adquirir novos estoques”, justificou. Março e abril, no entanto, registraram melhor desempenho. Embora ainda caminhe com demanda inferior à do ano passado nesta mesma época, o mercado sinaliza regularização. Nos três primeiros meses deste ano, o volume de vendas de PVC cresceu 15% no mercado argentino e 8% no brasileiro, segundo dados da Solvay.

Baseadas em conversas com clientes, as perspectivas de Édison Carlos, gerente de comunicação e assuntos corporativos da

Plástico Moderno, Gibran João Tarantino, gerente-comercial de PVC, Édison Carlos, gerente de comunicação e assuntos corporativos da empresa
Tarantino (esq.) e Carlos: o mercado já saiu do poço

empresa, convergem para um cenário bastante positivo no segundo semestre. “Já saímos do fundo do poço e o espírito otimista é importante para tirar do setor o impacto negativo da crise.”

Os investimentos anunciados pela Solvay e reforçados durante a exposição contemplam a atualização do parque fabril de Santo André-SP, hoje com uma capacidade produtiva de 300 mil toneladas de PVC. O projeto prevê expansão de 50 mil toneladas, entre 2010 e 2011. Em paralelo, corre outro empreendimento, a construção de uma nova unidade de PVC verde, polimerizado com etileno de rota alcoolquímica. Para tanto, a empresa já assinou contrato de fornecimento de álcool com a Copersucar. A fábrica está sendo dimensionada para produzir 60 mil toneladas de bioetileno. Convertidos em PVC, correspondem a 120 mil t. “O projeto de engenharia está pronto”, comemora Carlos. Também a fábrica argentina de PVC receberá novos recursos. O intuito é desgargalar a unidade, elevando de 220 mil para 240 mil toneladas a sua capacidade, em 2010. “A Brasilplast aconteceu em um momento bom, pois ajudou a mostrar que o setor continua forte e as grandes empresas sustentam seus investimentos”, avaliou Carlos.

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