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Brasilplast 2009 – Aditivos – Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes

Jose Paulo Sant Anna
15 de maio de 2009
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    Representantes – Algumas multinacionais do segmento de aditivos não têm escritórios no Brasil. Nem por isso deixaram de assinar o ponto e marcaram presença na Brasilplast por meio de seus representantes. A quantiQ, uma das principais distribuidoras de produtos químicos e petroquímicos do Brasil, está entre as empresas revendedoras de marcas internacionais que investiram na aquisição de espaço no evento.

    A revendedora acaba de firmar contrato com a norte-americana Lubrisol, empresa até então pouco presente no mercado nacional. José Roberto Rodrigues, gerente de unidade de negócios da quantiQ, dá ênfase aos hiperdispersantes da nova parceira. “O que diferencia esse produto é a redução de custos que ele proporciona durante o processamento do masterbatch. Ele permite a redução do tempo de preparação e diminui o uso de pigmentos”, justifica.

    Outras duas multinacionais de renome no universo dos aditivos são representadas no Brasil pela quantiQ, a Chitec e a DCC. A Chitec conta com mais de 150 produtos, entre eles moléculas especiais usadas como retardantes de chama e estabilizantes ultravioletas. A DCC atua com bastante força no mercado mundial de pigmentos orgânicos e inorgânicos.

    A Plasteng, empresa nascida em 1974 para operar como importadora e distribuidora de materiais, anunciou duas recentes parcerias. Uma delas é com a norte-americana Noble, responsável pela fabricação de dois aditivos de elevada tecnologia. “O Ecobarrier é um TPO composto de poliolefinas e elastômeros e indicado como barreira sonora em aplicações de baixas temperaturas”, informa Miguel Sarno, gerente da Plasteng. O segundo aditivo da Noble é o Regis, TPO rígido indicado para peças sujeitas a elevado esforço mecânico, como para-choques, painéis e estribos, entre outras. É um produto amorfo e translúcido e pode ser injetado na cor desejada.

    Outra nova parceira da Plasteng é a inglesa Wells, produtora do Reverte, voltado para facilitar a ação biodegradável do polipropileno e do polietileno. Ele conta com fotoiniciadores para proteger as peças da degradação antes do descarte, possui sistema pró-degradante para a redução contínua da cadeia polimérica e tem sistema secundário voltado para acelerar a degradação e possibilitar o ataque de micro-organismos, se for o caso. Não utiliza metais pesados ou tóxicos em sua fórmula e atende às normas de grau alimentício da FDA e EC. “O Reverte permite tempo de indução de cinco a dez meses antes do início da degradação, prevista para os seguintes de dez a doze meses.”

    A Nexo International, empresa com forte atuação na distribuição de aditivos para plásticos, divulgou a parceria firmada com a empresa Fine Organics, multinacional de origem indiana e com fábricas na Índia e Malásia. A Brasilplast contou com a presença de Mukesh Shah, diretor de marketing da Fine. “O mercado brasileiro é muito importante para nós. Junto com Índia, China e Rússia, ele representa as regiões com maiores expansões econômicas em todo o mundo. Além disso, é uma porta de entrada para outros países da América do Sul, como Chile, Peru e Argentina”, diz.

    Para Shah, uma característica que valoriza os produtos da Fine é o fato de eles serem produzidos com matérias-primas vegetais. Para ele, as fórmulas atendem à demanda mundial crescente por produtos menos agressivos ao meio ambiente. Entre as linhas de produtos, ele cita a Plastaid, de ajuda multifuncional aos processos de transformação, e Finalux e Finawax, de lubrificantes para PVC. As vendas de aditivos da Fine no mercado nacional se encontram na casa das mil toneladas por ano. “É pouco, há um grande potencial de mercado a ser conquistado. Mas é preciso ressaltar que nossos produtos são utilizados em pequenas quantidades nas linhas de produção”, explica.

    Made in Brazil – O setor de aditivos é dominado por empresas multinacionais. Grande volume dos produtos é importado. Mas algumas empresas nacionais procuram elevar sua participação no mercado e estiveram presentes no evento realizado no Anhembi. Uma delas foi a Polystell, fabricante de aditivos e especialidades químicas com forte atuação no mercado de tintas e pretensões de ocupar espaço mais significativo dentro da indústria do plástico.

    Na feira, a empresa apresentou duas novas linhas. Uma delas é a Polymec 5379. “É um aditivo auxiliar para o processo de umectação e dispersão de pigmentos em masterbatches”, explica o presidente, Wildon Lopes. A segunda novidade é a linha Polyapp 2470/2510. “Ela garante melhor dispersão das partículas dos pigmentos mais duros, mesmo na presença de cargas minerais”, diz José Jordano, diretor de mercado.

    Dentro da carteira de aditivos oferecidos para o setor de polímeros pela Polystell, Jordano também ressalta o agente antiestático, destinado a reduzir a tensão superficial, a energia estática e a deposição de sujeiras. De acordo com o diretor, o agente melhora a aderência da tinta sobre os plásticos e torna peças técnicas mais resistentes e com melhor estética.

    A nanociência vem sendo apontada por muitos especialistas como a responsável pelo início de uma nova revolução industrial. Será essa afirmação um exagero? Pelo sim, pelo não, o Brasil investe, ainda que em proporções tímidas perto dos países avançados, na pesquisa e desenvolvimento de produtos do gênero. Um destes produtos, o aditivo antimicrobiano ANR, chegou ao mercado na última Brasilplast. As empresas autoras da façanha foram a Nanox, nascida em São Carlos-SP, e a Resimax, especializada na produção de masterbatches, compostos e aditivos.



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