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Brasilplast 2009 – Aditivos – Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes

Jose Paulo Sant Anna
15 de maio de 2009
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    A Chemson tem sede na Áustria e filiais espalhadas pelos cinco continentes. No Brasil, conta com planta industrial em Rio Claro-SP. “Somos líderes no mercado de estabilizantes para PVC”, revela Mitteldorg. A novidade da empresa na feira ficou por conta da divulgação de uma nova geração de estabilizantes baseados em cálcio, zinco e materiais orgânicos. “São estabilizantes livres de chumbo, com desempenho similar aos já existentes e ambientalmente mais amigáveis”, explica. A linha nova exigiu investimentos responsáveis pela ampliação em 20% da capacidade de produção do parque fabril da empresa no Brasil.

    A multinacional francesa Arkema, que conta com escritório próprio de representação no Brasil, é outra empresa com atuação

    Plástico Moderno, Patrícia Lanzarini, gerente da unidade de negócios de aditivos, Brasilplast 2009 - Aditivos - Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes

    Patrícia: aditivo eleva garantia de caixas-d’água para dez anos

    forte na área de aditivos para PVC. Ela produz estabilizantes térmicos, auxiliares de fluxo e modificadores de impacto. Nessa seara, a empresa divulgou sua linha tradicional, não apresentou grandes novidades na Brasilplast.

    O lançamento da Arkema ficou por conta de um peróxido orgânico com propriedades de agente reticulante do polietileno de alta densidade. “Outros aditivos com a mesma função não são feitos com peróxidos orgânicos; essa característica é uma inovação”, diz Patrícia Lanzarini, gerente da unidade de negócios de aditivos. O diferencial desse produto, de acordo com a executiva, se encontra no grande aumento de  resistência mecânica proporcionado à resina. “Um fabricante de caixas-d’água, por exemplo, pode elevar o  prazo de garantia que oferece ao cliente de dois ou três anos para dez anos”, explica. A característica permite a aplicação da fórmula em aplicações específicas, nas quais se deseja maior valor agregado à peça.

    Diversificação – Alguns expositores não têm o mercado de aditivos como o carro-chefe de seus negócios. Mas aproveitaram o evento para mostrar aos visitantes as várias opções deste segmento oferecidas pelas suas linhas de produtos. A gigante Lanxess, nascida no início de 2005 com o realinhamento dos negócios de química e de plásticos da Bayer, encontra-se nessa situação.

    Na Brasilplast, a empresa divulgou aditivos comercializados por suas diferentes áreas de negócios. A divisão RheinChemie (RCH) deu destaque ao lançamento do Addolink TT, reticulante com base de isocianato bloqueado. “Ele melhora a adesão entre PVC e PET e também pode ser usado em outros plásticos”, explica Rodrigo Santos, técnico de vendas da divisão.

    Ainda da RCH, foram ressaltados os aditivos da linha Stabaxol, com características anti-hidrólise e também voltados para aperfeiçoar propriedades mecânicas e promover outras melhorias em náilons e no poliéster, além dos aditivos para poliuretanos Addocat e Addovate. A unidade Functional Chemical (FCC) apresentou, entre outras fórmulas, os retardantes de chamas fosforados livres de halogênios das linhas Levagard e Disflamoll.

    A Croda é uma multinacional inglesa muito conhecida por sua linha de produtos voltados para a indústria cosmética. No mercado de aditivos para polímeros, ganhou impulso em 2006, após a aquisição de outra empresa multinacional, a Uniqema. A empresa tem participação de destaque em todo o mundo na fabricação de aditivos orgânicos deslizantes e antiblocking, derivados de fontes naturais e utilizados na produção de plásticos de primeira e de segunda geração. “Nossos produtos apresentam padrão de qualidade diferencial e são indicados para aplicações específicas, em geral na indústria de alimentos”, garante Carlos Eduardo Silva, especialista em produtos.

    Entre os produtos, o executivo destaca a recém-lançada linha de absorvedores de raios ultravioleta Solasorb. As fórmulas da linha são baseadas em óxidos metálicos ultrafinos. “Suas principais características são transparência, alta estabilidade e proteção de longo prazo aos polímeros. Elas são de fácil manuseio e permitem baixos níveis de migração para filmes e embalagens”, informa.

    Silva também aponta as linhas IncroMax PET 100, agente deslizante indicado para aplicações com PET, e IncroMax PS, deslizante voltado para aplicações de poliestireno, como outros aditivos diferenciados. De acordo com as informações prestadas pela Croda, os dois produtos, ao contrário de outros concorrentes disponíveis no mercado, promovem redução do índice de CoF do polímero sem alterar a coloração e a transparência da peça transformada.

    A multinacional alemã Evonik, conhecida no Brasil por oferecer compostos de polímeros, produz em suas fábricas espalhadas pelo mundo uma série de aditivos, entre os quais dispersantes e antiestáticos. Embora por aqui este nicho de mercado não seja o forte da empresa, na Brasilplast foi mencionado o lançamento do Tegomer AntiScratch 100, agente voltado para proporcionar elevada resistência aos riscos às poliolefinas. “O aditivo reage dentro do polímero, dá características permanentes à peça e não só em sua superfície”, explica Rogério Veronese, gerente de produtos.



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