Brasilplast 2009 – Aditivos – Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes

Os visitantes da Brasilplast interessados em conhecer novidades no universo dos aditivos não tiveram motivos para queixas. Participaram do evento os principais fornecedores do mercado, tanto de produtos tidos como especialidades, alguns lançados especialmente para a ocasião, quanto de commodities. A recíproca foi verdadeira. Os expositores também se mostraram felizes com a presença de público. Eles consideraram o evento uma excelente oportunidade para dialogar com clientes tradicionais e travar novos contatos. Todos exaltaram o gabarito dos visitantes, muitos com decisão de compra, e a internacionalização da feira, em especial a grande presença de representantes da indústria latino-americana.

O bom movimento reforçou o sentimento comum entre os expositores ligados ao mundo dos aditivos. A opinião é unânime: a crise econômica, depois do forte susto provocado no final do ano passado, passou pelo seu pior momento. Em 2009, o primeiro trimestre foi fraco. Nesse período do ano, no entanto, os negócios são tímidos mesmo nos tempos de prosperidade. A partir de abril se iniciou uma animadora recuperação dos negócios.

Existe a sensação geral de que este ano as vendas devam cair em relação às realizadas em 2008. Mas não muito. Em alguns casos, podem até empatar com o resultado do ano passado. Se as previsões se confirmarem, depois do forte pânico ocorrido no auge da crise, serão motivos de comemoração. Outra constatação, repetida sem exceção pelos executivos das multinacionais especializadas em aditivos, é a situação do mercado brasileiro, considerada bastante superior à dos países desenvolvidos. Usando uma metáfora, eles comparam a crise brasileira com um resfriado (o tradicional, não o provocado pelo vírus originário do México) e a dos países avançados com uma pneumonia dupla.

As empresas químicas do ramo aproveitaram a Brasilplast para anunciar o lançamento de produtos. Entre as novidades, algumas tendências merecem ser mencionadas. A busca pela melhora dos aditivos é contínua. Um exemplo: em tempos de busca desesperada pela redução de custos, tem grande chance de alcançar sucesso comercial quem proporcionar a obtenção de peças plásticas com paredes mais finas e desempenho similar ao de peças com paredes mais espessas transformadas com a ajuda de aditivos menos sofisticados.

A ideia de maior eficiência, por meio do desenvolvimento de aditivos que proporcionem qualidade às resinas com a adição de quantidades cada vez menores, é outra obsessão. Quanto menor a concentração necessária no polímero, menor a interferência nas características do material ao qual a fórmula se destina. Também é incessante, em alguns casos, a pesquisa voltada para o desenvolvimento de produtos não agressivos ao meio ambiente. As novas fórmulas, se possível, contam com propriedades múltiplas, substituem dois ou mais aditivos de gerações anteriores.

Lançados os aditivos mais sofisticados, seus fornecedores enfrentam novo desafio. Obter fórmulas eficientes requer investimentos pesados em pesquisas cujos resultados muitas vezes são demorados. Os preços desses produtos são mais “salgados” e assustam compradores. Os fabricantes precisam convencer os clientes das vantagens proporcionadas pela melhor relação custo/benefício. O que nem sempre é tarefa fácil de ser concretizada.

(Con)fusão e transição – Empresa bastante conhecida pelo amplo leque de aditivos oferecidos ao mercado, a multinacional alemã Ciba foi adquirida recentemente pela compatriota Basf. O atual momento é de transição. Os produtos apresentados na Brasilplast mantiveram a assinatura anterior, acompanhados de uma advertência. “Até junho os produtos mantêm a marca Ciba, com a ressalva de que a empresa pertence ao grupo Basf”, informa Francisco Lopes, gerente de novos negócios da Ciba. No segundo semestre, deve ser adotada outra estratégia de marketing, ainda não definida pelos administradores da Basf.

Confusões normais em períodos de transições à parte, a Ciba aproveitou o maior evento nacional do plástico para divulgar as

Plástico Moderno, Francisco Lopes, gerente de novos negócios da Ciba, Brasilplast 2009 - Aditivos - Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes
Lopes aposta no aumento da demanda por produtos voltados à rotomoldagem

vantagens apresentadas por alguns aditivos lançados recentemente no exterior e pouco conhecidos no Brasil. As novidades abrangeram os mercados de elevado desempenho, e pertencem às famílias de antioxidantes, estabilizantes e preparações pigmentárias.

Algumas fórmulas foram ressaltadas por Lopes. Entre elas, o antioxidante Irgastab FS 042 e o antioxidante + estabilizante à luz ultravioleta Irgastab RM 68. Os dois são destinados a aplicações em polietileno de média densidade transformado por rotomoldagem. “A rotomoldagem é um mercado muito interessante e está crescendo muito”, informa o executivo.

De acordo com a empresa, as duas linhas permitem a redução do ciclo de produção, com consequente redução do consumo de energia, o que no caso particular desse processo de transformação é característica para lá de desejada. “Em uma peça com ciclo aproximado de 20 minutos, o novo aditivo permite sua redução para de 14 a 15 minutos”, exemplifica. Essa redução se deve ao menor depósito de bolhas de ar nas paredes da peça e significa redução considerável do gás usado nas operações. “Essa característica também melhora as propriedades mecânicas da resina”, emenda.

Outros produtos recentes da empresa foram citados por Lopes. “O agente clarificante Irgaclear XT 386 é usado com dosagem até doze vezes menor do que a dos produtos similares. Ele proporciona excelente transparência e várias outras propriedades”, informa. O aditivo Irgasurf SR 100, indicado para polipropileno/TPO, confere propriedades antirrisco e resistência mecânica. “Ele pode ser dosado diretamente durante a fase de injeção da peça”, explica.

Valor agregado – A Cytec, gigante multinacional de origem norte-americana com várias plantas de especialidades químicas espalhadas mundo afora, inclusive no Brasil e América Latina, atua com força no mercado de aditivos. Neste nicho, a empresa fornece ao mercado fórmulas antioxidantes, antiestáticas e de proteção à luz ultravioleta.

Plástico Moderno, Cássio Martins, gerente de vendas de aditivos para plásticos, Brasilplast 2009 - Aditivos - Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes
Martins: foco é oferecer soluções

Na feira, concentrou esforços para fazer propaganda de sua recente e bem-sucedida estratégia. “Temos procurado nos diferenciar dos concorrentes, sair do mercado de commodities. Estamos lançando produtos especializados de última geração, de custo/benefício superior e maior valor agregado”, informa Cássio Martins, gerente de vendas de aditivos para plásticos. A tática requer a união do conhecimento e da prestação de serviços. “Investimos em pesquisa para oferecer aos clientes soluções de problemas”, resume.

Na feira, a Cytec priorizou a divulgação de lançamentos recentes. Um desses produtos é o Cyasorb THT, voltado para estender a vida útil do plástico. “Ele apresenta excelente custo/benefício em peças transformadas por rotomoldagem, extrusão, injeção ou sopro, caso de filmes agrícolas, peças para automóveis e embalagens de produtos alimentícios”, garante Martins.

Outra linha mencionada foi a Cyasorb Cynergy Solutions, composta por fórmulas que reúnem de maneira simultânea características de vários aditivos. “Nos grãos desses produtos se encontram, ao mesmo tempo, propriedades antioxidantes, estabilizantes e absorvedoras de luz. Com seu uso, substituímos a adição de vários produtos por apenas um”, exalta o gerente de vendas. A linha é indicada para vários tipos de resinas em aplicações como produtos rotomoldados, tubos de polietileno, filmes agrícolas e peças injetadas para a indústria automobilística.

Sensações – Um espaço no estande da Milliken Chemical, divisão especializada em aditivos para plásticos da multinacional de produtos químicos e têxteis Milliken & Company, foi batizada de “Sala das Sensações”. Decorado com as mais variadas amostras de peças, ele exemplificou as possibilidades de aplicação do polipropileno clarificado com os produtos fornecidos pela empresa, em especial os voltados para o segmento de embalagens. “Nesta sala foram realizadas mais de trinta reuniões com clientes diretos e indiretos. Eles puderam vivenciar os atributos proporcionados pela adição de nossos produtos nessa resina”, informa Claudia Kaari Sevo, gerente de desenvolvimento de mercado da empresa.

Entre as “sensações” oferecidas pela empresa, a mais comentada ficou por conta da quarta geração dos clarificantes e maleantes Millad NX8000. O produto permite evolução significativa na transparência das peças. “Com o aditivo, a transparência já não se limita a paredes muito finas ou altamente orientadas. Ela pode ser obtida em peças injetadas, extrudadas ou sopradas”, ressalta. O produto também proporciona à resina baixa densidade, bom balanço entre impacto e rigidez, resistência química e térmica e barreira à umidade.

Outro produto da Milliken apontado por Claudia foi o agente hipernucleante Hyperform, também indicado para o PP. “Ele gera economia para os processadores”, garante a gerente. Entre as vantagens, ela cita redução nos tempos de resfriamento dos moldes, redução de perdas, eliminação de deformações, de afundamentos e vazios nas peças e estabilidade do processo mesmo com a utilização de diferentes pigmentos.

Construção civil – Os visitantes da feira trouxeram otimismo. Mas outro fator causa maior esperança para Hans Juergen Mitteldorf, diretor-geral da Chemson.

Ele aposta no sucesso das medidas anunciadas pelo governo federal para incentivar a retomada de negócios da construção civil. Não é à toa que ele torce por isso. A empresa produz estabilizantes para PVC e estearatos metálicos para PVC, polipropileno e polietileno, produtos bastante consumidos por quem ergue casas e edifícios.
A Chemson tem sede na Áustria e filiais espalhadas pelos cinco continentes. No Brasil, conta com planta industrial em Rio Claro-SP. “Somos líderes no mercado de estabilizantes para PVC”, revela Mitteldorg. A novidade da empresa na feira ficou por conta da divulgação de uma nova geração de estabilizantes baseados em cálcio, zinco e materiais orgânicos. “São estabilizantes livres de chumbo, com desempenho similar aos já existentes e ambientalmente mais amigáveis”, explica. A linha nova exigiu investimentos responsáveis pela ampliação em 20% da capacidade de produção do parque fabril da empresa no Brasil.

A multinacional francesa Arkema, que conta com escritório próprio de representação no Brasil, é outra empresa com atuação

Plástico Moderno, Patrícia Lanzarini, gerente da unidade de negócios de aditivos, Brasilplast 2009 - Aditivos - Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes
Patrícia: aditivo eleva garantia de caixas-d’água para dez anos

forte na área de aditivos para PVC. Ela produz estabilizantes térmicos, auxiliares de fluxo e modificadores de impacto. Nessa seara, a empresa divulgou sua linha tradicional, não apresentou grandes novidades na Brasilplast.

O lançamento da Arkema ficou por conta de um peróxido orgânico com propriedades de agente reticulante do polietileno de alta densidade. “Outros aditivos com a mesma função não são feitos com peróxidos orgânicos; essa característica é uma inovação”, diz Patrícia Lanzarini, gerente da unidade de negócios de aditivos. O diferencial desse produto, de acordo com a executiva, se encontra no grande aumento de  resistência mecânica proporcionado à resina. “Um fabricante de caixas-d’água, por exemplo, pode elevar o  prazo de garantia que oferece ao cliente de dois ou três anos para dez anos”, explica. A característica permite a aplicação da fórmula em aplicações específicas, nas quais se deseja maior valor agregado à peça.

Diversificação – Alguns expositores não têm o mercado de aditivos como o carro-chefe de seus negócios. Mas aproveitaram o evento para mostrar aos visitantes as várias opções deste segmento oferecidas pelas suas linhas de produtos. A gigante Lanxess, nascida no início de 2005 com o realinhamento dos negócios de química e de plásticos da Bayer, encontra-se nessa situação.

Na Brasilplast, a empresa divulgou aditivos comercializados por suas diferentes áreas de negócios. A divisão RheinChemie (RCH) deu destaque ao lançamento do Addolink TT, reticulante com base de isocianato bloqueado. “Ele melhora a adesão entre PVC e PET e também pode ser usado em outros plásticos”, explica Rodrigo Santos, técnico de vendas da divisão.

Ainda da RCH, foram ressaltados os aditivos da linha Stabaxol, com características anti-hidrólise e também voltados para aperfeiçoar propriedades mecânicas e promover outras melhorias em náilons e no poliéster, além dos aditivos para poliuretanos Addocat e Addovate. A unidade Functional Chemical (FCC) apresentou, entre outras fórmulas, os retardantes de chamas fosforados livres de halogênios das linhas Levagard e Disflamoll.

A Croda é uma multinacional inglesa muito conhecida por sua linha de produtos voltados para a indústria cosmética. No mercado de aditivos para polímeros, ganhou impulso em 2006, após a aquisição de outra empresa multinacional, a Uniqema. A empresa tem participação de destaque em todo o mundo na fabricação de aditivos orgânicos deslizantes e antiblocking, derivados de fontes naturais e utilizados na produção de plásticos de primeira e de segunda geração. “Nossos produtos apresentam padrão de qualidade diferencial e são indicados para aplicações específicas, em geral na indústria de alimentos”, garante Carlos Eduardo Silva, especialista em produtos.

Entre os produtos, o executivo destaca a recém-lançada linha de absorvedores de raios ultravioleta Solasorb. As fórmulas da linha são baseadas em óxidos metálicos ultrafinos. “Suas principais características são transparência, alta estabilidade e proteção de longo prazo aos polímeros. Elas são de fácil manuseio e permitem baixos níveis de migração para filmes e embalagens”, informa.

Silva também aponta as linhas IncroMax PET 100, agente deslizante indicado para aplicações com PET, e IncroMax PS, deslizante voltado para aplicações de poliestireno, como outros aditivos diferenciados. De acordo com as informações prestadas pela Croda, os dois produtos, ao contrário de outros concorrentes disponíveis no mercado, promovem redução do índice de CoF do polímero sem alterar a coloração e a transparência da peça transformada.

A multinacional alemã Evonik, conhecida no Brasil por oferecer compostos de polímeros, produz em suas fábricas espalhadas pelo mundo uma série de aditivos, entre os quais dispersantes e antiestáticos. Embora por aqui este nicho de mercado não seja o forte da empresa, na Brasilplast foi mencionado o lançamento do Tegomer AntiScratch 100, agente voltado para proporcionar elevada resistência aos riscos às poliolefinas. “O aditivo reage dentro do polímero, dá características permanentes à peça e não só em sua superfície”, explica Rogério Veronese, gerente de produtos.

Representantes – Algumas multinacionais do segmento de aditivos não têm escritórios no Brasil. Nem por isso deixaram de assinar o ponto e marcaram presença na Brasilplast por meio de seus representantes. A quantiQ, uma das principais distribuidoras de produtos químicos e petroquímicos do Brasil, está entre as empresas revendedoras de marcas internacionais que investiram na aquisição de espaço no evento.

A revendedora acaba de firmar contrato com a norte-americana Lubrisol, empresa até então pouco presente no mercado nacional. José Roberto Rodrigues, gerente de unidade de negócios da quantiQ, dá ênfase aos hiperdispersantes da nova parceira. “O que diferencia esse produto é a redução de custos que ele proporciona durante o processamento do masterbatch. Ele permite a redução do tempo de preparação e diminui o uso de pigmentos”, justifica.

Outras duas multinacionais de renome no universo dos aditivos são representadas no Brasil pela quantiQ, a Chitec e a DCC. A Chitec conta com mais de 150 produtos, entre eles moléculas especiais usadas como retardantes de chama e estabilizantes ultravioletas. A DCC atua com bastante força no mercado mundial de pigmentos orgânicos e inorgânicos.

A Plasteng, empresa nascida em 1974 para operar como importadora e distribuidora de materiais, anunciou duas recentes parcerias. Uma delas é com a norte-americana Noble, responsável pela fabricação de dois aditivos de elevada tecnologia. “O Ecobarrier é um TPO composto de poliolefinas e elastômeros e indicado como barreira sonora em aplicações de baixas temperaturas”, informa Miguel Sarno, gerente da Plasteng. O segundo aditivo da Noble é o Regis, TPO rígido indicado para peças sujeitas a elevado esforço mecânico, como para-choques, painéis e estribos, entre outras. É um produto amorfo e translúcido e pode ser injetado na cor desejada.

Outra nova parceira da Plasteng é a inglesa Wells, produtora do Reverte, voltado para facilitar a ação biodegradável do polipropileno e do polietileno. Ele conta com fotoiniciadores para proteger as peças da degradação antes do descarte, possui sistema pró-degradante para a redução contínua da cadeia polimérica e tem sistema secundário voltado para acelerar a degradação e possibilitar o ataque de micro-organismos, se for o caso. Não utiliza metais pesados ou tóxicos em sua fórmula e atende às normas de grau alimentício da FDA e EC. “O Reverte permite tempo de indução de cinco a dez meses antes do início da degradação, prevista para os seguintes de dez a doze meses.”

A Nexo International, empresa com forte atuação na distribuição de aditivos para plásticos, divulgou a parceria firmada com a empresa Fine Organics, multinacional de origem indiana e com fábricas na Índia e Malásia. A Brasilplast contou com a presença de Mukesh Shah, diretor de marketing da Fine. “O mercado brasileiro é muito importante para nós. Junto com Índia, China e Rússia, ele representa as regiões com maiores expansões econômicas em todo o mundo. Além disso, é uma porta de entrada para outros países da América do Sul, como Chile, Peru e Argentina”, diz.

Para Shah, uma característica que valoriza os produtos da Fine é o fato de eles serem produzidos com matérias-primas vegetais. Para ele, as fórmulas atendem à demanda mundial crescente por produtos menos agressivos ao meio ambiente. Entre as linhas de produtos, ele cita a Plastaid, de ajuda multifuncional aos processos de transformação, e Finalux e Finawax, de lubrificantes para PVC. As vendas de aditivos da Fine no mercado nacional se encontram na casa das mil toneladas por ano. “É pouco, há um grande potencial de mercado a ser conquistado. Mas é preciso ressaltar que nossos produtos são utilizados em pequenas quantidades nas linhas de produção”, explica.

Made in Brazil – O setor de aditivos é dominado por empresas multinacionais. Grande volume dos produtos é importado. Mas algumas empresas nacionais procuram elevar sua participação no mercado e estiveram presentes no evento realizado no Anhembi. Uma delas foi a Polystell, fabricante de aditivos e especialidades químicas com forte atuação no mercado de tintas e pretensões de ocupar espaço mais significativo dentro da indústria do plástico.

Na feira, a empresa apresentou duas novas linhas. Uma delas é a Polymec 5379. “É um aditivo auxiliar para o processo de umectação e dispersão de pigmentos em masterbatches”, explica o presidente, Wildon Lopes. A segunda novidade é a linha Polyapp 2470/2510. “Ela garante melhor dispersão das partículas dos pigmentos mais duros, mesmo na presença de cargas minerais”, diz José Jordano, diretor de mercado.

Dentro da carteira de aditivos oferecidos para o setor de polímeros pela Polystell, Jordano também ressalta o agente antiestático, destinado a reduzir a tensão superficial, a energia estática e a deposição de sujeiras. De acordo com o diretor, o agente melhora a aderência da tinta sobre os plásticos e torna peças técnicas mais resistentes e com melhor estética.

A nanociência vem sendo apontada por muitos especialistas como a responsável pelo início de uma nova revolução industrial. Será essa afirmação um exagero? Pelo sim, pelo não, o Brasil investe, ainda que em proporções tímidas perto dos países avançados, na pesquisa e desenvolvimento de produtos do gênero. Um destes produtos, o aditivo antimicrobiano ANR, chegou ao mercado na última Brasilplast. As empresas autoras da façanha foram a Nanox, nascida em São Carlos-SP, e a Resimax, especializada na produção de masterbatches, compostos e aditivos.

O ANR é indicado para tornar os plásticos livres de bactérias e fungos durante toda a sua vida útil. Ele pode ser utilizado para eliminar germes e bactérias em embalagens, peças de veículos, geladeiras, eletrodomésticos e em várias outras aplicações. O produto usa princípio ativo natural, segue padrões de proteção ao meio ambiente e é certificado pelo Ministério da Saúde. “Ele pode ser usado em contato com alimentos ou com a pele humana”, ressalta André Araújo, vice-presidente de marketing da Nanox. “Temos condições de fazer entregas na quantidade que os clientes precisarem”, garante Cyro Galaso, diretor-comercial da Resimax.

Minérios – Os fornecedores de minérios, tradicionais participantes do ramo de aditivos, marcaram presença na feira. A Minérios Ouro Branco é especializada no beneficiamento e vendas de cargas minerais, fibras, especialidades químicas e pigmentos. No campo do plástico, seus carros-chefe são o talco, o carbonato de cálcio e a sílica precipitada. A empresa aproveitou o evento para anunciar três novas linhas de produtos. “Estamos lançando o pigmento de alumínio em pasta, perolados de efeito de cor variável e o caulim calcinado”, informa José Carlos Bartholi, diretor da empresa.

O novo pigmento de alumínio é indicado em especial para plásticos de engenharia e muito usado pelos setores moveleiro e

Plástico Moderno, Carlos Larocca, diretor-comercial da empresa, Brasilplast 2009 - Aditivos - Retomada dos negócios ancora busca incessante do mercado por fórmulas mais eficientes
Para Larocca, falta carbonato de cálcio precipitado no país

automotivo. “Ele permite chegar de maneira mais eficiente no tom desejado”, explica o engenheiro de vendas Edivaldo de Souza. O novo perolado é indicado para todos os compostos plásticos e permite a produção de peças com cor que varia de acordo com o ângulo de visão do observador. “O uso do caulim calcinado permite a redução do uso de óxido de titânio em diversas aplicações”, emenda Souza.

A inauguração de uma fábrica de carbonato de cálcio precipitado foi o anúncio de destaque feito pela Carbomil durante a Brasilplast. A nova planta está localizada no estado do Rio Grande do Norte e consumiu investimentos da ordem de R$ 15 milhões. No ramo dos plásticos, o produto é indicado em aplicações sofisticadas, caso de peças com rigorosas exigências de aparência. Ele também é muito utilizado pelas indústrias de tintas, fármacos, cosméticos e pastas de dentes.

“O carbonato de cálcio precipitado não chega a ser novidade, é consumido há muitos anos”, revela Carlos Larocca, diretor-comercial da empresa. Para o dirigente, a notícia deve ser comemorada por outro motivo. A demanda pelo produto no Brasil tem sido maior que a oferta. “Com a inauguração queremos suprir a carência deste produto no mercado nacional”, justifica.

A Carbomil atua no mercado de carbonatos de cálcio desde os anos 60 e conta com unidades industriais em vários estados do Brasil. Na década de 70 lançou no país sua linha de carbonato de cálcio cretáceo, na época uma grande novidade. “A carga até hoje é muito utilizada pelos transformadores de canos de PVC e por fabricantes de tubos e conexões”, diz Larocca. A empresa também produz carbonato de cálcio cristalino, dotado com poder de alvura muito elevado e indicado a peças plásticas com cor branca intensa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios