Chapas e Perfis

Brasil avança na eliminação do chumbo nos produtos de PVC

Jose Paulo Sant Anna
13 de maio de 2019
    -(reset)+

    A empresa oferece três tipos de revestimentos oferecidos para serem aplicados na crista. O 06, formado por uma liga bimetálica, é apropriado para roscas que operam com materiais dotados de abrasividade baixa ou média. “Nem sempre os materiais de maior dureza são os que desgastam mais as roscas, os de média ou baixa podem provocar estragos maiores em alguns casos”, adverte Miotto. Ele pode ser aplicado tanto em roscas novas como no processo de recuperação.

    O 08 é indicado para roscas novas ou na recuperação de usadas que trabalham com materiais muito abrasivos. Por fim, a empresa oferece o grade Especial para a recuperação de cristas de roscas que trabalham com materiais com reduzido índice de abrasividade. Como as características finais da rosca revestida com o Especial são similares às das roscas nitretadas originais da máquina, esse revestimento não é adequado para revestir roscas novas. “Hoje em dia está cada vez mais raro os transformadores usarem esse tipo de matéria-prima, em quase todas as aplicações são aproveitados PVC dotados com cargas”.

    Outros três produtos da empresa são para as laterais dos filetes e núcleos das roscas. O revestimento X é para as que operam em contato com materiais com elevado índice de abrasividade. O E para matérias-primas que tendem a aderir ao núcleo da rosca. “Por diminuir o coeficiente de atrito do material do núcleo, a aplicação do E precisa ser estudada com cuidado para não prejudicar o funcionamento da linha de produção”. O K é para produtos com elevadíssimo índice de abrasão, como nos casos da transformação de materiais com 60% de fibra, por exemplo. “É indicado para roscas com pequenas dimensões”.

    Plástico Moderno, Brasil avança na eliminação do chumbo nos produtos de PVC

    Carbonato de cálcio – A seleção correta do tipo de carbonato de cálcio a ser usado como aditivo em compostos de PVC voltados para a produção de peças rígidas foi tema de três palestras do evento. Mais do que coincidência, o fato demonstra a importância dada pelos especialistas ao assunto. Uma boa escolha na hora de realizar a formulação traz muitas vantagens aos transformadores.

    Entre os convidados do ramo, uma constatação unânime. Utilizar carbonato de cálcio com tamanho de partículas homogêneas melhora a produtividade. Por suas propriedades, o uso de carbonatos mais finos, com menores partículas, é tendência mundial. Com os grãos menores é possível aumentar o teor de carga no composto da matéria-prima e, em paralelo, obter plastificação mais homogênea nas máquinas de transformação, que passam a operar com menor variação de temperaturas. As peças finais ganham maior resistência mecânica e melhor acabamento.

    Lairton Goulart Leonardi, diretor da consultoria Solvo, destacou que algumas das principais características desse minério. Explicou que existem duas categorias do carbonato de cálcio, as naturais, retirados em jazidas na natureza e conhecidas como GCC, e o obtido em laboratórios através da síntese de hidróxido de cálcio com gás carbônico, o PCC – este último não é aproveitado em escala significativa pela indústria do plástico. Os naturais são subdivididos em quatro categorias, a partir de critérios como o seu material de origem: calcítico cristalino, calcítico magnesiano, calcítico cretáceo (conhecido como chalk) e calcítico óptico.

    “Entre os naturais, nem todos os tipos são utilizados pela indústria do plástico”, explica Leonardi. O mais procurado pelo setor é o calcítico cretáceo. De acordo com as características físicas e os formatos e tamanhos dos grãos, são feitas as seleções para as diversas aplicações. No caso do cretáceo, por exemplo, partículas de 1,2 a 2,5 micrômetros são indicados para tubos e conexões. O calcítico magnesiano, com grãos de 1,2 a 1,9 micrômetros, podem ser aproveitados em compostos para a fabricação de forros ou perfis rígidos, entre outras linhas de produtos.

    A Imerys, gigante mundial no segmento de minérios não metálicos para a indústria, marcou presença. Elton Belomi, gerente comercial, destacou um trabalho realizado pela empresa no exterior que comprova a eficiência do uso de grãos menores do mineral na obtenção de peças plásticas de maior qualidade. “O uso de partículas menores do minério proporciona vantagens, como melhor processabilidade e ganho de propriedades mecânicas e aparência nas peças finais”, resume. Adriano Rudnick, especialista técnico da multinacional suíça Omya, produtora mundial de derivados de carbonato de cálcio, reforçou a tese. Ele também ressaltou as vantagens do uso de partículas revestidas com estearinas, que trazem ganhos de processabilidade nos compostos em várias situações.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *