Chapas e Perfis

Brasil avança na eliminação do chumbo nos produtos de PVC

Jose Paulo Sant Anna
13 de maio de 2019
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    A substituição do chumbo se encontra em diferentes estágios conforme a operação de transformação avaliada. No caso da extrusão de tubos, linha de produção que mais consome PVC no Brasil, ela atinge nível considerado de excelência. Das 9,9 mil toneladas de estabilizantes destinadas para essa aplicação no mercado nacional, apenas 2,4% contêm o metal pesado. Os demais 97,6% usados são feitos de Ca/Zn. Essas porcentagens, em 2016, eram de 7,2% e 92,8%.

    Na extrusão de perfis, das 4 mil t de estabilizantes usadas no ano passado, 6,1% foram de chumbo, 2,5% de estanho e 91,4% de Ca/Zn. Em 2016, esses números, respectivamente, foram de 8%, 2,5% e 89,5%. A substituição foi total nos casos de injeção e calandragem de rígidos. Na injeção de rígidos, as 2,5 mil t de estabilizantes utilizadas foram de Ca/Zn. No caso da calandragem, das 320 mil toneladas, 25% foram de Ca/Zn e 75% de estanho, material bastante indicado para a operação.

    Plástico Moderno, Brasil avança na eliminação do chumbo nos produtos de PVC

    O consumo de estabilizantes em aplicações de PVC flexível, na casa das 6,2 mil toneladas no ano passado, ficou dividido em 64,3% de Ca/Zn, 31,8% de Ba/Zn, 2% de Ba/Cd/Zn e 1,7% de chumbo. O cádmio também não é bem-vindo na visão dos especialistas. “O segmento de calçados substituiu o Ba/Cd/Zn e atualmente utiliza Ba/Zn e Ca/Zn”. De acordo com o presidente do instituto, o Ca/Zn vem ampliando participação, não vem sendo utilizado apenas em calçados a serem exportados. Algumas empresas já o aproveitam nas linhas voltadas ao mercado interno.

    “Apesar do descrédito de muitos quando iniciamos essa caminhada, os resultados alcançados demonstram o sucesso de nosso esforço”, orgulha-se Bahiense. “O objetivo do instituto e de seus parceiros agora é dar prosseguimento a esse trabalho até eliminar completamente o uso de estabilizantes com algum tipo de restrição”.

    Lançamento – O lançamento feito pela Braskem do novo grade de PVC Norvic SP 750RA foi tema de uma das palestras da Viniltec. A origem do desenvolvimento do produto tem a ver com a entrada em vigor, no último mês de agosto, da norma ABNT NBR 14285, que estabelece exigências e requisitos de desempenho e durabilidade para os perfis rígidos de PVC utilizados em forros instalados nos tetos de edificações residenciais ou comerciais. Esses forros atuam protegidos das intempéries e desempenham funções de acabamento interno do teto e/ou ocultamento de redes e de estruturas dos telhados.

    Com a nova norma, aumentaram as exigências do desempenho do material a ser usado nessa aplicação. Entre outras características, ele precisa apresentar maior resistência ao impacto e estabilidade dimensional e menor velocidade de envelhecimento. Para chegar à composição ideal, a alternativa para os fabricantes de forros é adicionar cargas minerais ao PVC na quantidade adequada, de forma a atingir os resultados esperados.

    De acordo com o engenheiro de aplicação e desenvolvimento de mercado da Braskem, Emerson Madaleno, essa não é uma tarefa simples. Durante o processo de fabricação dos perfis, da introdução da matéria-prima na extrusora até a obtenção do produto final, a resina passa por etapas de compactação, gelificação e degasagem, que precisam ocorrer dentro de padrões rigorosos para evitar prejuízos na qualidade do produto final. Nesse cenário, qualquer variação no teor de cargas pode provocar problemas. Os dissabores podem acontecer tanto se a máquina for alimentada de forma manual, quando as cargas são adicionadas ao PVC em um misturador posicionado próximo à extrusora, quanto nos processos de alimentação automatizados.

    “O Norvic SP 750RA já vem preparado com a quantidade de cargas adequada às necessidades dos transformadores. Ele tem a característica de compósito, com pouca variação significativa de formulação”, garante Madaleno. Para o engenheiro, também apresenta ótima processabilidade, permite rápida gelificação e fluidez elevada, além de gerar peças com brilho e boa estabilidade térmica.

    Plástico Moderno, Brasil avança na eliminação do chumbo nos produtos de PVC

    Roscas e cilindros – A LGMT, empresa nacional com fábrica em Piracicaba-SP, além de oferecer linhas completas de extrusão se tornou conhecida pela fabricação e recuperação de conjuntos de roscas e cilindros para as operações de extrusão e injeção. O diretor da empresa, Alexandre Miotto, falou em sua palestra sobre a importância que os transformadores devem dar à perfeita seleção e manutenção desses componentes.

    Cada material a ser transformado, entre eles o PVC, tem suas especificidades, o que exige estudo caso a caso para se chegar ao melhor desempenho desses conjuntos. O diretor apresentou alguns tipos de revestimentos oferecidos pela empresa que podem ser aplicados nas roscas. Existem os indicados para a crista do filete (parte mais elevada da espiral) e os voltados para a parte lateral do filete e núcleo da rosca.



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