Plástico

BOPP – Tecnologia de biorientação conquista adeptos e garante novos desenvolvimentos e aumento de capacidade

Renata Pachione
24 de dezembro de 2007
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    Plástico Moderno, Osvaldo Luis Belintani, superintendente técnico da Novelprint, BOPP - Tecnologia de biorientação conquista adeptos e garante novos desenvolvimentos e aumento de capacidade

    Belintani aposta na abertura do mercado para o liner de BOPP

    A PCI Films aponta ainda que os fabricantes de BOPP devem buscar estratégias de competitividade, baseadas nas tecnologias de processamento de alto nível e know-how. No rumo dessa proposta, os filmes de altíssima barreira surgem como uma boa oportunidade de vendas. O foco para os próximos anos está voltado para a substituição das folhas de alumínio, do papel, dos revestimentos de polivinilideno clorado (PVDC) e das mangas de policloreto de vinila (PVC) pelos filmes de BOPP.

    Etiquetas e rótulos – As embalagens para salgadinhos e biscoitos já se consolidaram como um grande mercado para os fabricantes de flexíveis plásticos. No entanto, outras aplicações despontam com mais força a cada ano, como é o caso dos rótulos adesivos, em substituição ao papel.

    O superintendente técnico da Novelprint, Osvaldo Luis Belintani, enumera algumas vantagens do BOPP na função de liner (substrato do rótulo), por exemplo. O filme plástico teria destaque em questões como a qualidade do produto final e o melhor desempenho do release (a facilidade de retirar a etiqueta). Ele explica que com esse aperfeiçoamento se exige menos do equipamento. Além disso, durante o processo, na máquina aplicadora, o BOPP oferece corte perfeito e não solta partículas de poeira, ao contrário do papel. No entanto, o fator mais relevante se refere à transparência. O aspecto no label look não é atingido com o papel.

    A produtividade representa outro grande benefício do liner em termoplástico. Em uma aplicação prática, em média, com o BOPP de 40 micros, o fabricante consegue elevar a capacidade de produção da máquina em 30%, se comparado ao liner de papel de 70 micros. Porém, uma nova migração vem sendo anunciada. O poliéster de 23 micros tem avançado nessa aplicação, em substituição ao BOPP. A linha evolutiva se estabelece hoje da seguinte forma para a Novelprint: o liner saiu do papel para o BOPP, que começa a dar espaço ao poliéster. “Com o poliéster, é possível aumentar em 20% a produtividade da máquina, em relação ao BOPP”, comenta Belintani. A estabilidade térmica e a espessura reduzida tornam esse termoplástico mais atraente do que o BOPP.

    Para Belintani, a indústria nacional começa a se abrir para essa nova configuração. No entanto, está longe do ideal, pois o papel ainda tem grande participação no mercado, de forma geral.

    Em relação ao papel, ele ressalta outra questão, talvez a mais importante no momento: o meio ambiente. A Novelprint possui um programa que estimula a reciclagem dos termoplásticos, independentemente de ser um polipropileno ou um poliéster. De acordo com Belintani, essa é uma maneira de oferecer ao filme plástico uma vantagem competitiva perante o papel. A empresa propõe aos clientes a retirada do liner e depois o revende para uma recicladora capaz de transformá-lo em utensílios, como vassouras e baldes. “Vendemos o rótulo e nos comprometemos a comprar a sucata de volta, como parte da negociação”, comenta.

    Na década de 80, a Novelprint encabeçou um movimento de substituição do papel para o BOPP no liner. A Unilever foi uma das primeiras indústrias a apostar no rótulo auto-adesivo, com o BOPP. “O efeito no label look agrega valor à embalagem”, anuncia. Por isso, durante os últimos vinte anos, a empresa priorizou o BOPP. No segmento de liner, 95% das vendas são de material plástico. Desse volume, o uso do polipropileno gira em torno de 80%.

    Plástico Moderno, BOPP - Tecnologia de biorientação conquista adeptos e garante novos desenvolvimentos e aumento de capacidade

    Participação do filme biorientado ganha expressão em novas aplicações

    O direcionamento para o poliéster significa um passo rumo à inovação. Porém, não compromete o uso do BOPP no segmento de rótulos e etiquetas, pois esse filme é a escolha do frontal básico. Na área de plásticos, o BOPP representa 90% das vendas da Novelprint. Ainda na busca de novidades, a companhia tem projeto de implantar o nanomaterial nos rótulos. A empresa propôs, para começar, uma aplicação específica para o setor de bebidas, na qual a estrutura seria com o frontal de BOPP e o liner, de poliéster.

    Outros filmes – Apesar dos novos desenvolvimentos em BOPP e das oportunidades anunciadas pelas empresas, os fabricantes buscam complementar suas linhas com outras alternativas. A Sigdopack aposta no pioneirismo do náilon biorientado (Bopa). Inaugurada em maio, no Chile, a unidade tem capacidade para produzir 5 mil toneladas/ano. A vantagem desse filme está na barreira. O náilon oferece propriedades mecânicas, resistência à punção e alta barreira ao oxigênio e aos aromas. O produto também mantém suas propriedades tanto em alta como em baixas temperaturas. Ao contrário do que possa parecer, o filme não canibaliza as vendas do BOPP, pois os dois produtos são complementares. Pode-se dizer, em linhas gerais, que enquanto um se destina para embalar produtos úmidos (Bopa), o outro participa do mercado de alimentos secos (BOPP).

    Com base no mesmo princípio de complementar seu portfólio, a Polo Films investiu na construção de uma fábrica de filme de poliéster biorientado (BOPET). De momento, são poucas as definições sobre o empreendimento. Sabe-se que sua partida é esperada para 2008. “Os investimentos deverão acompanhar as tendências de mercado”, explica Sandra. Ela informa que a instalação da planta de BOPET tem a proposta de diversificar a linha de produtos da empresa, mas a companhia também almeja parcela de um mercado estimado em cerca de 30 mil toneladas/ano, na América Latina. No mundo, a Polo Films projeta demanda de 2 milhões de toneladas/ano do filme, que apresenta taxa média de crescimento de 5% ao ano.

    No entendimento da empresa, há uma forte sinergia entre os filmes de BOPP e de BOPET, em especial, no mercado de produtos alimentícios. Entre as vantagens do BOPET, o grupo destaca a boa resistência térmica e mecânica. Outro ponto a favor diz respeito à barreira ao oxigênio e a outros gases. As principais aplicações são: embalagens para café, massas secas e bebida pronta. É utilizado também em embalagens do tipo stand-up pouch de maionese e molhos, entre outras.



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