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Bioplásticos – Os plásticos do futuro – Apesar da oferta e do preço, o crescimento dos bioplásticos é uma realidade impulsionada pela preocupação com o meio ambiente e a substituição de produtos fósseis não só em embalagens descartáveis, mas em bens cada vez mais duráveis

Patricia Rodrigues
27 de agosto de 2011
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    Várias opções no mercado – Os plásticos biodegradáveis e compostáveis da Basf – Ecoflex, Ecovio (blenda de Ecoflex e 45% de PLA) e Ecobras Ecoflex e amido de PLA (fonte renovável de milho modificado, parceria com a Corn Products) – têm as centrais de compostagem como sua destinação final ideal. Os materiais foram desenvolvidos para serem “digeridos” por micro-organismos do solo, na presença do oxigênio e de umidade do ar. “É na central de compostagem que esta reação acontece de forma mais rápida e segura”, explica Karina Daruich, coordenadora do Negócio de Plásticos Biodegradáveis da Basf para a América do Sul. No entanto, como no Brasil ainda não há infraestrutura para isso, o descarte é dificultado.

    Plástico Moderno, Karina Daruich, Coordenadora do Negócio de Plásticos Biodegradáveis da Basf, Bioplásticos - Os plásticos do futuro - Apesar da oferta e do preço, o crescimento dos bioplásticos é uma realidade impulsionada pela preocupação com o meio ambiente e a substituição de produtos fósseis não só em embalagens descartáveis, mas em bens cada vez mais duráveis

    Biodegradáveis precisam de centrais de compostagem, lembra Karina

    De acordo com Karina, tal possibilidade de descarte é especialmente interessante quando se trata da revalorização de embalagens contaminadas por alimentos, de reciclagem cara, e embalagens que hoje não possuem descarte final possível (como papel revestido por plástico) ou sacos de lixo com material orgânico.

    Além disso, explica a coordenadora, ambos os produtos contam em sua composição com uma mistura de petróleo e fontes renováveis, sendo que a parte fóssil também possui todas as certificações internacionais de biodegradação e compostagem. “Isso é imprescindível, pois possibilita que as fontes renováveis como fibras e amidos possam ser processadas nas temperaturas adequadas e melhoram as propriedades mecânicas do PLA.”

    Conforme a empresa, a parte fóssil (Ecoflex) é bastante flexível quando processada sozinha, e por isso permite somente a produção de filmes. As fontes renováveis, como amido ou PLA, contribuem com rigidez na mistura e abrem possibilidades de outras aplicações finais. “E o fato de incluir recursos não fósseis na composição do plástico traz vantagens na economia de recursos não renováveis e no equilíbrio do ciclo do carbono”, acrescenta Karina.

    As aplicações dos biodegradáveis são destinadas a empresas de embalagens, produtores de filmes plásticos para a agricultura, produtores de sacolas e sacos, e montadoras. A Honda, por exemplo, utiliza o Ecoflex para embalar os bancos dos novos automóveis Honda Civic e Honda Fitproduzidos no Brasil. “No segmento de filmes temos aplicações já no mercado e em desenvolvimento”, comenta a coordenadora. Um exemplo é a utilização de sacolas de supermercado biodegradáveis em Jundiaí-SP e em Belo Horizonte-MG.

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    Os produtos da Basf cumprem todas as certificações internacionais

    Outra iniciativa ligada às sacolas confeccionadas com o plástico foi a parceria entre a empresa e a rede Carrefour para o lançamento, em março do ano passado, da opção de sacola 100% biodegradável, desenvolvida para atender o programa de eliminação do uso de sacolas plásticas tradicionais, iniciado em Piracicaba-SP e que se estenderá a todas as lojas Carrefour Hiper e Bairro nos próximos quatro anos.

    No mercado brasileiro há 15 anos, a britânica Innovia Films com quatro plantas (Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Bélgica) disponibiliza, sob a marca NatureFlex, filmes flexíveis renováveis e compostáveis para embalagens, feitos à base de celulose. A linha conta com uma ampla gama de aplicações já consagradas por suas barreiras contra gases, resistência ao calor e química para diversas aplicações nas indústrias alimentícias (emoutros países). “Como ainda não há aprovação da Anvisa, os filmes no mercado brasileiro se destinam aos segmentos não alimentícios e, entre os mercados emergentes, os destaques ficam por conta da laminação de papelão e tampas”, revela Veruska Rigolin. A destinação principal do NatureFlex também é o ambiente de compostagem.

     

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