Biocidas – Mercado especializado em nichos investe no desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio ambiente

O mercado de biocidas para plástico se configura em nichos. Os fabricantes dessas especialidades químicas confirmam se tratar de um setor pouco dinâmico e marcado por pequenos volumes. A falta de informação a respeito dos benefícios do aditivo compromete o seu avanço, assim como a escassez de regulamentações sobre o seu uso. No entanto, nem por isso os produtos são desprovidos de qualidade ou deixam de estar em linha com as tendências apontadas por importantes segmentos, como o de preservantes para tintas. Essa postura se comprova com o desenvolvimento de moléculas mais amigáveis ambientalmente e de baixa toxicidade.

Indicados para proteger os materiais da ação de microrganismos, os biocidas atuam em três frentes: contra as bactérias, os fungos e as algas. Por definição, essa especialidade química responde pelo tratamento microbiológico dos produtos, seja para inibir a formação dos microrganismos ou para eliminá-los. Por exemplo, os bacteriostáticos impedem a reprodução das bactérias, enquanto os bactericidas as matam. O raciocínio é o mesmo no caso dos fungos e das algas.

Ação – O polímero em si não é suscetível à contaminação de bactérias, fungos nem algas, mas sim os componentes de sua formulação. Em outras palavras, é a composição da resina que traz consigo nutrientes capazes de alimentar as colônias de microrganismos, tais como plastificantes, modificadores de processo, moléculas suscetíveis a ataques enzimáticos, lubrificantes e enchimento de madeira.
Edson Zicari, da divisão PC&B – Biocides – South Cone, da Rohm and Haas, explica o processo de contaminação. Segundo ele, os microrganismos buscam uma fonte de carbono no plastificante e em outros ingredientes da formulação. No caso, as moléculas mais fáceis de quebrar representam os melhores nutrientes para os microrganismos. “O comprimento da cadeia de carbono é um fator importante”, diz Zicari. Essa ruptura é executada por algumas enzimas sintetizadas por esses microrganismos e vão atuar diretamente nessas cadeias de carbono. Dessa forma, os aditivos de baixo peso molecular, particularmente os ésteres, são os mais atacados. Mas ele faz uma ressalva: “A vulnerabilidade dos plastificantes à base de ésteres depende diretamente de sua composição molecular.” Pode-se dizer que os aditivos mais suscetíveis são os lubrificantes à base de ésteres de ácidos graxos e óleos de soja epoxidados.

Zicari aponta os poliuretanos (PUs) como a resina mais vulnerável ao ataque direto dos microrganismos, por causa da sua estrutura molecular menos resistente. No entanto, os biocidas também são muito utilizados em produtos flexíveis de policloreto de vinila (PVC), por causa, justamente, dos plastificantes e do óleo de soja epoxidado. Em algumas aplicações, como laminados, fios e cabos e mangueiras especiais, esses nutrientes podem alimentar as colônias de microrganismos.

Os fabricantes de aditivos sabem exatamente com que tipo de contaminação estão lidando e qual a real necessidade de proteção. Em geral, os microrganismos não atacam os plásticos comerciais disponíveis no mercado, como polipropileno (PP), poliestireno (PS) e tereftalato de etileno (PET), entre outros, à exceção do PVC flexível e do PU. Em superfícies plásticas de calçados, por exemplo, o acúmulo de suor pode desencadear o desenvolvimento de trichophyton mentagrophites (fungo), que causa o pé-de-atleta; ou da staphilococcu aureus (bactéria), responsável pelo odor corporal; ou da micrococcus luteus (bactéria positiva), que provoca o conhecido chulé. Para Francisco Lopes, responsável pela New Business Plastic Additives, da Ciba Especialidades Químicas, no caso do PU, o desenvolvimento de microrganismos se dá após a degradação da molécula de PU por hidrólise.

Impacto reduzido – Os avanços tecnológicos nesse segmento, assim como no mercado geral de biocidas, se referem ao desenvolvimento de produtos de menor impacto ambiental. Ou seja, entre as tendências mais protuberantes do setor está a solicitação de moléculas de baixa toxicidade e biodegradáveis, sem metais pesados e eficientes, com pouca liberação ao ambiente. “Não existe uma molécula que não apresente perda, mas busca-se que, uma vez liberada, ela se degrade rapidamente”, explica o gerente de mercado para a América Latina em preservação, higiene e biocidas da Rohm and Haas, Marcelo Junho. Alguns órgãos regulatórios estão por traz desse movimento, como BPD (Europa) e FDA (EUA).

De acordo com Lopes, faltam normas para regulamentar o setor. Na sua opinião, a preocupação se restringe a produtos em contato com os alimentos. “O que mantém nossas esperanças é o fato de, cada vez mais, as empresas estarem tomando consciência da necessidade de usar produtos com menor risco ao usuário e seus funcionários”, diz.

A Ciba possui em seu portfólio dois produtos orgânicos, o triclosan e o thiazol benzoimidazol. Os outros produtos são à base de prata e possuem aprovação para contato com alimentos tanto no Mercosul como nos Estados Unidos. Para Lopes, apesar de ser difícil um biocida que não tenha efeitos indesejáveis ao ser humano, dentro da companhia é quase um conceito desenvolver moléculas de menor risco ao ambiente e ao homem. Diversificada, a linha da Ciba apresenta bacteriostáticos, bactericidas e fungicidas. O Irgaguard B 100 é um produto orgânico (base no triclosan) capaz de impedir a reprodução das bactérias. Ele atua, sobretudo, nas bactérias gram-positivas, mas também se mostra ativo em um grande número de bactérias gram-negativas. A linha Irgaguard F 3000 completa o portfólio de orgânicos. De ação fungicida, é indicada contra fungos que, de forma geral, possuem alguma resistência aos produtos usados para combater as bactérias.

Os aditivos inorgânicos, da Ciba, são os das linhas Irgaguard B 5000, B 6000 e B 7000. Esses são bactericidas, pois a prata interfere no mecanismo de alimentação das bactérias. “Sabemos que algumas bactérias, por serem mais resistentes, necessitam de uma dose mais elevada do produto, mas não conhecemos nenhum caso de inatividade”, comenta Lopes.

O biocida Vinyzene da Rohm and Haas tem tradição no mercado. Acostumada a estar em linha com as tendências mundiais, a companhia destaca, no entanto, o Vinyzene DCOIT. O produto apresenta propriedades que lhe conferem alta biodegradabilidade e tem um impacto mínimo no meio ambiente. Pode-se dizer que foi projetado para atender a rígidas normas regulatórias. O aditivo, por exemplo, tem registro na diretiva européia de biocidas (BPD). “O produto é o de melhor benefício para produtos voltados ao exterior”, diz Junho. Para ele, a aposta da companhia na linha se dá por causa da alta estabilidade à radiação ultravioleta, à descoloração e ao intemperismo.  O DCOIT não emite compostos orgânicos voláteis (VOCs) e está livre da presença de metais livres, entre outras características.

Os produtos mais modernos, da Lanxess, respondem pelos tiabendazóis da linha Metasol. A tecnologia do tiabendazol era da Nalco, foi comprada pela Bayer e repassada para a companhia. “O produto é de baixa toxicidade”, garante o representante técnico de vendas de Proteção de Materiais/Biocidas da Lanxess, Aluísio Costa. A empresa também produz, em sua ampla linha de biocidas, outros dois fungicidas para polímeros: o Preventol A-3 (fluorfolpet), para PVC, e o Preventol BCM (carbendazim), também para o PVC.

Na Lanxess, os biocidas pertencem à Área de Proteção de Materiais (MPP). As divisões se diversificam entre os produtos que atendem a todo tipo de preservação da indústria (categoria na qual o plástico está); personal and home care e domissanitários. A área também possui linhas para a proteção de tintas navais e de madeira, além de um aditivo específico para o setor de bebidas carbonatadas. De acordo com Costa, como estratégia, a companhia busca oferecer um portfólio completo, no entanto, nem todos os negócios são representativos.

Plástico Moderno, Francisco Lopes, responsável pela New Business Plastic Additives, da Ciba Especialidades Químicas, Biocidas - Mercado especializado em nichos investe no desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio ambiente
Lopes prevê crescimento de 10% em relação a 2007

Os aditivos para concreto, inibidores de corrosão, tintas e domissanitários respondem pela maior parte do consumo dos biocidas da empresa. Os plásticos ficaram de fora da categoria dos mais vendidos, não por falta de interesse da companhia, mas porque, segundo Costa, trata-se de um mercado de baixo volume. “Falta demanda”, justifica. Para se ter uma idéia, o negócio de preservante de polímeros representa entre 3% a 5% da divisão de produtos de proteção de materiais da Lanxess.

No caso da Ciba, o segmento também está longe de ser um carro-chefe da empresa. “A área de plástico é mais importante do que forte, para nós, pois são considerados novos mercados”, explica Lopes. No entanto, a companhia se baseia em seu histórico para vislumbrar um cenário mais positivo. De acordo com ele, o segmento cresceu muito entre 2003 e 2004, porém, nos três anos seguintes, as vendas da área se estagnaram. Para este ano, a empresa prevê aumento da demanda. “Em 2008, temos a expectativa de voltar a crescer por volta de 10%, comparado ao ano passado”, afirma Lopes. Na opinião dele, a lucratividade do setor justifica investimentos a serem feitos antes e depois do lançamento de um produto. “Muitas aplicações ainda têm de ser desenvolvidas”, enfatiza.

Que mercado é esse? – Apesar do potencial, nota-se que uma das dificuldades do setor é justamente a escassez de novos desenvolvimentos específicos para a proteção do plástico. Linhas de produtos tradicionais no ramo e mundialmente conhecidos, de certa forma, dominam o mercado, como o Vinyzene, da Rohm and Haas; o Preventol, da Lanxess; e o fungicida Vanquish, Arch Chemicals. “Esse mercado é estável e até meio estagnado, não vejo expansão nem o surgimento de novas moléculas”, resume Costa.

O representante técnico da Lanxess tenta compreender as barreiras que impedem o avanço do segmento. Para ele, como o volume é baixo, os investimentos no desenvolvimento de novas moléculas seguem a mesma medida. “É um ciclo vicioso”, diz. Mas pouca escala não representa necessariamente baixa lucratividade, nem o contrário é verdadeiro, vide o segmento de tintas, no qual os volumes movimentados são enormes, porém, como se trata de commodities, o faturamento com as vendas desses biocidas não é tão alto. De momento, o que se sabe é que, considerado uma especialidade, o biocida para o plástico se restringe a aplicações de nicho de mercado.

As previsões para o setor se referem à descoberta de nichos. Ou seja, a princípio esse mercado está fadado a se restringir a aplicações específicas. Parece que os fabricantes não acreditam que os volumes irão aumentar de forma significativa. Outro ponto para discussão futura está associado ao fato de os fornecedores de aditivos terem de convencer o mercado, como um todo, sobre a necessidade de proteger os produtos contra a contaminação de microrganismos. “O crescimento da área está ligado à necessidade do cliente final”, afirma Junho.

Plástico Moderno, Marcelo Junho, gerente de mercado para a América Latina em preservação, higiene e biocidas da Rohm and Haas, Biocidas - Mercado especializado em nichos investe no desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio ambiente
Junho: desafio é difundir os benefícios do aditivo

Para se ter uma idéia mais clara do tamanho desse mercado, o gerente aponta dados sobre o mercado de nichos, no caso, um parâmetro para os biocidas para plástico. Segundo ele, esse setor cresce, em volume, entre 6% e 8% ao ano, mundialmente. O índice se dá em países em desenvolvimento, pois em mercados maturados, como Estados Unidos, Europa e Japão, o aumento da demanda é da ordem de 2%.

Também determinante para essa configuração do setor está a pulverização do próprio mercado do plástico. Para o fabricante de aditivo atuar, tem de cobrir um amplo número de indústrias. “São várias formulações e processos distintos, dependendo do plástico que você quer”, diz Junho. Além disso, muitos plásticos são commodities e não comportam o investimento em um biocida, pois se a vida útil destes for curta, não justificaria a sua proteção contra microrganismos. Todos esses fatores somados prejudicam o avanço desse segmento, pois de alguma forma tornam outras áreas, como a de biocidas para tintas ou para cosméticos, mais interessantes, pelo menos, num primeiro momento.

O setor de proteção dos plásticos ainda é uma área em ascensão e indefinida. Alguns fabricantes acreditam que não existe por parte da indústria de plástico o conhecimento acerca dos problemas associados ao não uso do biocida. Na opinião de Junho, há uma lacuna de conhecimento. Às vezes, o plástico falha por causa da contaminação, mas não se atribui a causa do problema à ação de microrganismos. “Muitos não sabem os benefícios do uso do aditivo no plástico”, insiste Junho. Os malefícios mais evidentes se apresentam por meio de manchas e odores, ou seja, sofre perdas na sua aparência e apresentação. No entanto, quando a matriz polimérica é afetada, perdem-se também algumas propriedades.

“Só não tem mais aplicação por falta do entendimento correto dos benefícios do biocida”, afirma Junho. O biocida é um aditivo pouco explorado entre os plásticos no Brasil. Até mesmo na Rohm and Haas trata-se de uma linha relativamente nova. Apesar dos aditivos para plástico serem bastante antigos na companhia (existem há cerca de vinte anos), para a América Latina, como uma unidade mais estruturada, a empresa atua há cerca de quatro anos. Mas nem por isso os planos deixam de ser audaciosos. A Rohm and Haas investe no ramo e prevê, ainda em sigilo, o lançamento de projetos especiais para a área. “Um dos nossos desafios é mostrar ao cliente como o biocida pode agregar valor”, aponta Junho.

Plástico Moderno, Biocidas - Mercado especializado em nichos investe no desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio ambiente

Peculiaridades – O biocida para plástico para algumas indústrias funciona como figurante. O segmento, se comparado ao de tintas – o maior mercado de preservantes em volume no Brasil –, é de aplicações específicas. Algumas hipóteses diagnosticadas para esta característica se referem à área técnica, ou seja, ao fato de envolver uma tecnologia diferenciada. Em outras palavras, além de as formulações não serem tradicionais e amplamente conhecidas pelo setor de plástico, elas embutem algumas particularidades.

Mas quais seriam esses pormenores capazes de tornar a proteção dos polímeros um setor diferente dos outros? Um deles é a necessidade de oferecer o aditivo em um veículo sólido. Para fabricá-lo neste estado, é preciso uma tecnologia de processo avançada. Em geral, a entrega do princípio ativo para o plástico se dá na forma de pó, enquanto, na tinta, por exemplo, o estado é o líquido. Uma tendência anunciada pelo setor recai nessa característica. De acordo com Costa, têm aumentado as solicitações de dispersões. A Lanxess por enquanto não vende o aditivo neste formato.

Outros fatores também são determinantes para entender melhor a composição do aditivo destinado à proteção do polímero. A solubilidade no plástico é um dos pontos. Caso o biocida seja muito solúvel, não terá efeito, pois ficará concentrado longe da superfície, onde ocorre o desenvolvimento dos microrganismos. Em contrapartida, se tiver uma solubilidade muito baixa, outros problemas podem surgir, como o curto prazo de durabilidade. “Será removido muito facilmente da superfície, deixando-a livre para os microrganismos se desenvolverem”, explica Lopes.

Outra característica do biocida para plástico diz respeito à sua estabilidade térmica. No processo de transformação da resina, o aditivo precisa se conservar estável. Em linhas gerais, o produto apresenta baixa estabilidade ao calor. Daí a necessidade do fabricante de desenvolver recursos para controlar essa propriedade. Mas a indústria já aprendeu a lidar com essa peculiaridade. A Rohm and Haas possui biocidas que se degradam aos 60ºC e outros resistem até 300ºC. “Hoje há tecnologia para adaptar o aditivo à temperatura do processo”, avisa Junho.

Em linhas gerais, aceita-se a idéia de que a escolha do biocida está ligada à aplicação. Por isso, o aditivo tem de ser estável ainda à condução na qual o transformado será exposto. Nesse caso, a estabilidade à luz também se torna condição. “Se o material ficar exposto à luz solar, durante parte ou em todo o seu ciclo de vida, o biocida tem de ser estável para garantir que, em toda a vida do plástico, ele seja efetivo”, conta Lopes. Outra questão importante sobre este tipo de preservante diz respeito à necessidade deste não interferir nas características do produto final. Um exemplo: em filmes plásticos, o aditivo não pode causar turbidez, caso contrário, provocaria a perda de parte da propriedade de transparência. Todas essas variáveis acabam configurando um mercado de um know-how específico.

Plástico Moderno, Aluísio Costa, representante técnico de vendas de Proteção de Materiais/Biocidas da Lanxess, Biocidas - Mercado especializado em nichos investe no desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio ambiente
Para Costa, Lanxess aposta em um portfólio completo

De olho na aplicação final – A Lanxess possui biocidas para PU e PVC. O portfólio contempla apenas os fungicidas, por uma razão simples: a aplicação final e o tipo de microrganismo estão diretamente envolvidos  na escolha do biocida a ser utilizado. No caso do PVC flexível e do PU, o meio é seco e, portanto, incita somente a proliferação de fungos. “Em teoria é assim: o bactericida você usa para todo sistema de meio aquoso, enquanto no filme seco tanto pode ter fungicida ou algicida”, explica Costa. Junho segmenta o negócio de forma similar: biocidas para exterior, ou seja, contra fungos e algas; e para interior, fungos e bactérias. “Para ter incidência de alga, é preciso que haja luminosidade”, comenta o gerente.

Em suma, a aplicação final é determinante na escolha do produto. “É preciso pensar no tipo de ataque que o plástico poderá sofrer, ou seja, no seu uso final”, explica Junho. Por esse motivo, alguns produtos se tornam alvos mais fáceis aos microrganismos. Entre as aplicações típicas de biocidas, estão as lonas, as barracas, os revestimentos de piscina, as vedações de refrigeradores e os artigos marítimos, entre outros.

A Rohm and Haas fabrica modificadores de fluxo acrílicos e modificadores de impacto à base de acrilatos ou MBS (metacrilato-butadieno-estireno), lubrificantes, modificadores de impacto acrílicos ou à base de MBS para plásticos de engenharia, e biocidas para polímeros. Nesse último caso, os principais ingredientes de suas formulações são as isotiazolinonas e produtos com base OBPA (oxi-bis-fenóxi-arsênio). Para a companhia, o PVC é uma das maiores categorias, no que diz respeito ao consumo de biocidas para plásticos. Mas também possui em seu portfólio aditivos para polietileno e outros sistemas especiais para policarbonato etc. Essa divisão se fortaleceu com a compra da Mortan – empresa especializada em adesivos, que detinha uma linha de produtos especializada em biocidas para plásticos, a Vinyzene.

De forma geral, o foco dos fabricantes de biocidas não são os produtos destinados à proteção dos plásticos, que acaba se tornando um mercado de nichos e, para alguns, pouco atraente. Esse fenômeno está diretamente ligado ao consumo de PU e de PVC flexível. Neste último caso, trata-se de um setor pouco explorado. As aplicações de PVC flexível, como lonas de caminhão, banners de propaganda e barraca de camping, entre outras, configuram um mercado de baixo consumo, se comparado ao PVC rígido. O setor de biocidas para plástico pouco empolga. Na opinião de Costa, esse mercado é totalmente parado. Ao contrário do que ocorre em outras áreas, como a de domissanitários, na qual a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de formol nas composições, ou na de tintas, que está às voltas com novas normativas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), poucas são as ações envolvendo a proteção dos polímeros. Por isso, os fabricantes e as associações de classe têm muito a fazer ainda para desenvolver esse setor.

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