Compósitos

Avanços dos métodos de produção geram negócios – Compósitos

Antonio Carlos Santomauro
30 de dezembro de 2018
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    Processo no qual as resinas impregnadas nas fibras que servem como reforços são tracionadas através dos moldes que lhes conferem o formato desejado, a pultrusão pode se expandir muito no Brasil, crê Rogério Rodrigues, diretor-presidente da Pultrusão do Brasil, empresa que utiliza essa tecnologia para produzir telhas, estruturas, escadas e pisos, entre outros produtos. “Devem operar atualmente cerca de cinquenta máquinas de pultrusão no Brasil, mas a economia nacional já permitiria quantidade pelo menos dez vezes superior a essa”, afirma.

    Plástico Moderno, Rodrigues: pultrusão conseguiu reduzir custos com qualidade

    Rodrigues: pultrusão conseguiu reduzir custos com qualidade

    A pultrusão, ressalta Rodrigues, avança com um leque crescente de aplicações, inclusive estruturais de alta complexidade, antes reservadas ao aço e ao concreto, até porque evolui continuamente. “Perfis que necessitavam de 6 mm espessura para alcançar a resistência desejada hoje podem ser produzidos com 4 mm de espessura”, relata. “Também podemos agora produzir grades para pisos industriais com custo igual ou mesmo inferior ao das grades de aço galvanizado. Há vinte anos, a grade de piso pultrudada tinha custo 2,5 vezes superior”, acrescenta.

    Setores como O&G, indústria, construção civil, prevê Rodrigues, recorrerão mais e mais à pultrusão, que começa a ganhar espaço também na fabricação de postes dem compósitos, no Brasil ainda produzidos principalmente pelo método fillament winding (enrolamento filamentar) . “Mas a tecnologia mais adequada para a produção de postes é a pultrusão, que além de conferir muito maior resistência, propicia acabamento superficial muito melhor”, garante.

    Plástico Moderno, Rossi: fios contínuos deram origem aos tanques oblatados

    Rossi: fios contínuos deram origem aos tanques oblatados

    Por sua vez, a Tecniplas se vale do enrolamento de fios contínuos – nos produtos de maior porte – e da laminação manual para fabricar compósitos de resinas poliéster ou éster-vinílicas com reforço de fibras de vidro, criando tanques e outros equipamentos para armazenamento. E também Luis Gustavo Rossi, gerente comercial dessa empresa, fala em “grande evolução” dos materiais e das tecnologias dos compósitos; essa evolução inclusive permitiu à Tecniplas desenvolver os tanques ‘oblatados’, que podem ser comprimidos para o transporte até os locais de sua instalação, onde eles retomam suas dimensões normais.

    A oblatação, pondera Rossi, supera com vantagens opções anteriores de instalação de tanques de maior parte porte, como a montagem no próprio campo de tanques feitos com chapas de compósitos fabricadas em outros locais, e os tanques de concreto revestidos com epóxi. A Tecniplas, ele ressalta, pode hoje produzir tanques oblatáveis com capacidade para até 4 milhões de litros, cuja largura pode ser reduzida, sem qualquer trinca, de 15 para 5 metros de largura. “Isso seria impossível há alguns anos”, destaca Rossi. “Também obtivemos em 2017 um certificado da Anvisa que atesta a possibilidade de uso de nossos tanques para armazenar água e outros fluidos destinados a consumo humano”, ele finaliza.



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