Automação – Sinônimo de maior produtividade e melhor qualidade, a automação é irreversível na indústria plástica

Criado para comandar os robôs, a plataforma foi desenvolvida para se adaptar aos construtores de máquinas. Afora essa solução, a empresa tem um padrão de ativação do robô na operação mais comum: o equipamento é interligado à injetora por meio de uma interface eletrônica – o controlador CS8, que segue a norma Euromap 12/67, numa arquitetura plug and play, de acordo com Silva. Essa interligação usa cabeamento de segurança e uma rede padrão Ethernet, comum em ambientes corporativos.

O processo de comando fica a cargo de um painel de controle ligado à interface eletrônica que também está conectada ao robô, fechando o circuito. Como cérebro do processo, a plataforma de software VALplast, da Staubli, permite a programação, desenvolve cenários com funções predefinidas, possuindo três níveis de acesso: um para o operador, que é o mais limitado, outro para o líder da unidade de produção e o mais amplo para o programador. Outro recurso do pacote padrão oferecido pela fabricante é o controle manual SP1, que grosso modo seria um joystick tamanho família, encorpado com tela de LCD e um botão de segurança bem visível, além do teclado de comando.

Trata-se de um terminal que pesa 700 g, ergonômico, podendo ser usado por operadores destros ou canhotos, e que tem funções de supervisão, manutenção e programação planejada, além de recursos de segurança, podendo interromper automaticamente a linha de produção envolvendo o robô.

A etapa de corte, que tem sido citada ao lado da carga e descarga de injetoras, é outra atividade que os robôs têm assumido na indústria plástica, não somente na etapa de injeção, mas em fases posteriores. Aliás, as aplicações downstream parecem ser uma tendência. Os robôs podem fazer o corte a laser ou a ar e jato de água. Ou ainda cuidar da rebarbação, como já foi citado pela Kuka Roboter, e da pintura de peças, igualmente já relatada.

Em relação ao robô em si, o executivo da Staubli destaca várias características da empresa, que em alguns casos podem ser replicadas para outros fabricantes, exceto o fato de, segundo eles, a marca possuir o robô mais rápido da indústria plástica, capaz de realizar uma aplicação com ciclo total de cinco segundos: retirada, inspeção, empacotamento e retorno ao ponto de partida.

Independentemente desse caso, os equipamentos mantêm um padrão de estrutura fechada, em que cabos e motores ficam enclausurados, um footprint ou ocupação de espaço pequeno, a flexibilidade de poder ser instalado no chão, teto ou parede, a estrutura mecânica rígida, motores em todos os eixos e redutores de alto desempenho, para ficarmos nas principais características.

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Mão de obra nao será eliminada das fábricas

Num Brasil que disputa mão de obra especializada e que possui encargos trabalhistas pesados, não é de se espantar que a automação esteja na ordem do dia. Mas a inclusão de robôs e de outros mecanismos não está varrendo a presença humana das fábricas. Num artigo escrito em 2007, chamado The Future of automation, o especialista norte-americano John Tite destacava que as linhas de produção com mão de obra mais básica estavam migrando dos Estados Unidos para o exterior, o que favorecia a iniciativa de várias fábricas do setor plástico a investir na robotização. Para ele, a diminuição da presença humana era seguida pelo aumento de alta tecnologia, como sensores, sistemas de visão e de teste e, é claro, da robótica.

Na Globalpack, o gerente-geral industrial da unidade de Vinhedo, José Euzébio da Silveira Júnior, reforça que a mão de obra continua importante, se não mais. “Ela tem que ser constantemente reciclada, pois são profissionais especializados. O que falta é uma formação melhor para acompanhar os avanços da automação”, explica. Para suprir esse gap, a empresa tem investido em treinamento interno e na parceria com instituições de ensino. Um ponto a favor do cenário atual é que os sistemas estão mais amigáveis, com a interface entre o operador e a máquina sendo feita por meio de telas de touch screen, com comandos pré-programados e, mesmo no caso de máquinas importadas, escritas em português.

Na Tigre, o diretor corporativo de tecnologia e qualidade, Rogério Kohntopp, destaca que o aprimoramento da mão de obra também está na ordem do dia. O trabalho de qualificação varia de acordo com as unidades da empresa. O deslocamento da área produtiva direta – por conta da automação – está direcionando a presença humana para tarefas mais sofisticadas, caso do acompanhamento de fornecedores ou da qualidade da produção. “Com a qualificação, a mão de obra ajuda na melhoria dos processos, porque usa mais ferramentas e mais técnicas”, avalia o executivo.

Marcelo da Silva, gerente-geral da filial brasileira da Staubli, confirma a tendência de entrega de equipamentos cada vez mais sofisticados tecnicamente, porém amigáveis tanto na programação em si como na operação. Para ele, os ajustes na linha de produção são automáticos, com uso de softwares especializados que integram os robôs às máquinas. “Existem estratégias de programação em que o robô decide a melhor posição de parada sem colisão. Elas dão suporte e segurança ao operador”, completa.

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