Automação – Sinônimo de maior produtividade e melhor qualidade, a automação é irreversível na indústria plástica

Com todos os investimentos, Kohntopp destaca os ganhos, sendo o primeiro deles a estabilidade, o que se traduz em qualidade: os produtos são entregues sem variações grandes entre si e a linha trabalha de forma confiável. Para ele, a questão reside em menos interferência e mais constância. “A automação garante isso, trazendo repetibilidade”, completa. Ao lado da estabilidade, ele adiciona a inovação. Uma vez alcançada a qualidade, a empresa pode agregar novos produtos como sistemas de distribuição elétrica e disjuntores já preparados para serem instalados nas paredes de construções. “São produtos com múltiplas aplicações, que facilitam o trabalho da construção civil e que podem ser fabricados em alto volume e com grande velocidade”, diz.

De acordo com os especialistas, montar uma lista de benefícios da automação não exige um grande esforço – vamos da redução de mão de obra até a maior eficiência energética, passando pelo maior controle de qualidade. Sim, os robôs podem ter uma participação ativa nisso, indo muito além da ideia de ser uma peça colocada ao lado da injetora mais próxima.

Bom, se a automação está no radar do futuro, ela também faz parte do presente. E muitas vezes do passado, como informa o diretor comercial da Dal Maschio, José Luiz Galvão Gomes. “Temos robôs trabalhando bem há mais de 20 anos e que podem ganhar mais 15 ou 20 quando passam por uma reforma”, detalha.

A sobrevida adicional dada aos robôs com o retrofit pode ser alcançada com a troca dos componentes eletrônicos, a inserção de novos motores mais precisos e de comandos elétricos mais complexos, além da maior informatização. Mas não é um processo que todos fazem. A filial da empresa italiana, por exemplo, realiza essa atividade há 12 anos desde que começou a produzir localmente seus robôs. “Temos reformado mais equipamentos de terceiros do que da nossa própria marca”, diz Gomes, lembrando que máquinas como essa exigem uma manutenção atenta e processos trabalhosos para achar peças de reposição. Ou seja: custo alto.

Seja reforma ou nova aquisição, o executivo tem vários casos que ilustram o que foi descrito no começo desta matéria a respeito de futuro. “É difícil vender o primeiro equipamento, mas a partir do momento da venda e da instalação, quando o robô entra em produção e traz benefícios de aumento de produção médio entre 15% e 40% por turno por dia, a história muda”, argumenta Gomes. Ao lado do incremento da fabricação, ele elenca outros ganhos, como a redução de refugos e o reforço da repetibilidade, que o equipamento agrega, produzindo mais peças. E o processo não se limita às grandes empresas.

O executivo destaca o caso recente de um ex-cliente que vendeu seus robôs há alguns anos como forma de ganhar capital e manter a empresa operacional. Depois de anos trabalhando sem automação, essa fábrica resolveu investir novamente em robôs no final de 2011. Na avaliação do novo ex-usuário, os ganhos com a robotização incluem os já listados acima e ainda a menor possibilidade de problemas trabalhistas, uma vez que enxugou a mão de obra que tinha.

Em outro exemplo no qual a fábrica já nasce automatizada, a Dal Maschio instalou três robôs na linha de produção de talheres, ressaltando outra vantagem desse tipo de equipamento: a operação com insertos. Nesse caso, a empresa organizou uma produção em que os robôs retiram as peças, num sistema de magazine, empilham essas 20 peças de cada vez, jogam do lado da empacotadora e o ciclo se repete. A produção também elimina o contato físico com as peças, riscando a contaminação do mapa e os erros de contagem, que seriam comuns numa planta manual. “Trata-se de uma linha que nasceu geneticamente correta, sem contaminação. Uma fábrica como essa, apesar de pequena, vai longe, porque está queimando etapas”, opina o executivo da Dal Maschio.

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Robôs de seis eixos

De acordo com artigo publicado em maio desse ano na Robotics (www. robotics.org), veículo da Robotic Industries Association, dos Estados Unidos, os robôs de seis eixos podem beneficiar a indústria plástica, principalmente na moldagem, considerada o coração de muitas operações. Esses equipamentos, que têm sido apontados como uma presença comum em termos de robotização, trariam os mesmos ganhos de um sistema cartesiano – alta velocidade, braço estreito e programação simples –, mas não as características limitadoras que restringem a adição de novas tarefas no caso dos primeiros.

Os seis graus de liberdade de movimento dos robôs de seis eixos fornecem uma gama maior de aplicações em um equipamento que ocupa pouco espaço ou footprint. E mais: esse tipo de robô tem a flexibilidade de ser instalado no chão ou na parede ou montado no teto. E também pode ser acomodado ao lado ou em configurações acima da moldagem.

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A relação entre os equipamentos e a injetora avançou tanto que a Staubli já tem tecnologia na qual a máquina da linha de produção é quem controla o robô. Essa configuração é desenvolvida com a fabricante de injetoras Engel. A máquina é programável e tem seus comandos via tela de LCD, usando o software embarcado da Staubli, em sua versão Drive UniVAL.

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