Associação de Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast) tem expectativa em 2017 de repetir os resultados

Perspectivas do Setor de Distribuição de Resinas

A expectativa da Associação de Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast) em relação aos resultados de seus associados é de repetir os resultados de 2016.

A meta parece ser não muito ambiciosa, mas representaria um alívio em relação aos resultados alcançados nos últimos tempos. No ano passado, a estimativa é de ter havido queda entre 4% e 5% na comercialização de resinas plásticas em relação a 2015.

O resultado ocorre depois de um ano ruim.

Em 2015, já havia sido registrada queda de 5% quando comparados os resultados em relação ao exercício anterior.

Os números de 2016, analisados pela 2U Inteligência de Marketing, levam em conta, entre outras informações, as vendas de polietilenos (PE) e polipropilenos (PP) no período de janeiro e setembro não apenas por empresas vinculadas à entidade. Em 2015 foram comercializadas 3,8 milhões de toneladas de resinas PE e PP.

Considerando apenas o mercado de PE no primeiro semestre de 2016 – os números totais ainda não foram consolidados –, as quedas são mais acentuadas.

Na comparação com mesmo período do ano passado, as vendas da matéria-prima caíram 12,2%. A explicação para a queda mais acentuada pode estar na importação.

O grupo do PE é o mais importado, com 30% do mercado, e as compras no mercado externo também estão caindo, devem fechar este ano ao menos 5,5% menores do que em 2015.

O consumo aparente de resinas de PE, PP e PS+EPS no país em 2016 será em torno de 4% menor.

A Adirplast conta atualmente com dezesseis associados, entre distribuidoras de resinas plásticas e filmes de BOPP-PET. No ano passado, essas empresas apresentaram faturamento em torno de R$ 3,5 bilhões, algo próximo de 10% do volume total de resinas comercializado em todo o Brasil.

No mercado nacional de resinas, o varejo atende cerca de 20% da demanda.

A comercialização dos outros 80% é feita diretamente pelas petroquímicas aos grandes transformadores. “Nossos associados respondem por quase 50% do varejo, número bastante significativo se levarmos em conta que se trata de um setor extremamente pulverizado e sem regras claras de competição, onde em torno de 80% das empresas são de pequeno e médio portes”, avalia Laercio Gonçalves, presidente da entidade.

Para 2017, a associação pretende concentrar suas atividades na obtenção de três objetivos.

Um dos focos principais é a luta pela reforma urgente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), medida considerada essencial para proporcionar às empresas um ambiente de concorrência mais leal e com menos sonegação.

Com a diferença de alíquotas existente entre os vários estados da federação, a atual legislação se mostra injusta. “Não queremos prejudicar quem paga menos e consegue benefícios em alguns estados, mas o sistema não pode continuar complexo e desigual como está hoje, pois provoca deformidades na cadeia”.

A segunda meta é colaborar com o aperfeiçoamento da gestão financeira das empresas de transformação, medida que ajudaria a reduzir os índices de inadimplência dos clientes dos distribuidores.

Entre as medidas, estão a organização de cursos e palestras e o convite para as petroquímicas participarem desse processo. “Quando um transformador brasileiro perde vendas para as importações de produtos acabados, todos os elos da cadeia produtiva perdem”.

Outra preocupação é incentivar a sustentabilidade entre os fabricantes de embalagens.

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