Prototipagem Reduz Riscos durante o desenvolvimento de produtos

Artigo Técnico - Utilização de protótipos reduz riscos durante o desenvolvimento de produtos no setor automobilístico

Prototipagem – Entre elas podemos citar: qualidade, dimensional, materiais e aplicações.

Uma opção de extensão dessa utilização dos protótipos pode apresentar resultados positivos para o projeto como um todo e justificar, ainda mais, a aplicação dos mesmos, seria uma análise dos benefícios ao desenvolvimento dos processos produtivos e de montagem estabelecidos para o produto, principalmente no que se refere ao tempo.

Inúmeras ações e estudos de manufatura e qualidade, que apenas se iniciam após a produção das primeiras peças, poderiam ser antecipados, além da possibilidade de estudar otimizações que também só são possíveis de ser identificadas com o produto em mãos.

O protótipo é largamente utilizado no desenvolvimento de produtos desde os mais simples projetos aos mais complexos e em diversos tipos de indústria: linha branca, automotiva, cosmética, civil, aeronáutica, software, etc..

O protótipo pode ser o primeiro exemplar de algum produto, geralmente utilizado para teste ou como modelo, ou um exemplar que apresenta claramente as formas do produto, dependendo do processo que foi utilizado para sua construção.

Como também pode ser apenas um modelo de referência simplificado, feito de forma artesanal com materiais como madeira, papel e isopor com o objetivo de possibilitar um melhor entendimento do conceito do produto por meio de uma peça tridimensional.

Para Toldest (2002) um protótipo pode ser desde um esboço em guardanapo ou toalha de mesa até um item completamente funcional.

Modelos 3D originados em sistemas CAD são definidos como um tipo de protótipo virtual. Recomenda-se o seu uso antes da construção de um protótipo físico, com o objetivo de reduzir tempo e custo no desenvolvimento de produto.

O protótipo tem muita utilização ao longo do desenvolvimento do produto, desde as fases iniciais, utilizado nas definições de conceito até a fase final servindo de referência para o produto final (TOLDEST, 2002).

Oliveira, Oliva, Bueno e Macarrão, (2004) afirmam que, mesmo que os projetos sejam desenvolvidos com a tecnologia CAD (3D), é necessária a construção de protótipos físicos para o processo de validação.

Uma visão míope do tema nos faria enxergar os protótipos apenas como a representação de um produto em desenvolvimento, porém o protótipo segue até 4 propostas e são utilizados desde o início do desenvolvimento até o teste final da produção em série:

  1. Prova de conceito – foco na funcionalidade e requerimentos de engenharia e do consumidor;
  2. Prova de produto – foco nos ajuste finais do projeto do produto, o material e processo é de extrema importância;
  3. Prova de processo – utilizado para verificar as especificações finais do produto e do processo de produção;
  4. Prova de produção – é o momento em que toda a cadeia produtiva é testada e validada antes da produção e venda do produto.

As necessidades identificadas na fase do projeto vão direcionar para qual proposta o protótipo se faz necessário e o quão representativo ele deve ser.

Por meio dos protótipos é possível obter aprendizado técnico e mercadológico, promover a integração entre os diversos departamentos da empresa com o projeto/produto e fazer as verificações dos objetivos de datas e desenvolvimento do projeto, ou seja, consolidar o cronograma de desenvolvimento do produto.

Os protótipos no PDP (processo de desenvolvimento do produto) têm como principais finalidades: a aprendizagem, a comunicação, a integração, a redução de custo e de tempo e de riscos da inovação.

Desse modo, se reduzem também as etapas do PDP. Pode-se afirmar, então, que progressos importantes são alcançados, dado que as questões do projeto são respondidas.

Da mesma maneira, o custo do protótipo se justifica pela economia de tempo e de desenvolvimento do produto, associada ao ganho final em qualidade. O protótipo tem ainda a vantagem de gerar grandes economias em estágios mais avançados do processo.

“A representação física de um produto é muito mais fácil de ser entendia do que um desenho técnico ou uma descrição verbal”. (Volpato, 1999).

O investimento nos protótipos, que na fase inicial dos projetos se pensa ser, do ponto de vista financeiro, um custo adicional, após um estudo mais detalhado e sua correta aplicação nos diferentes momentos do produto, desde sua concepção até o cliente final, na verdade se torna um investimento necessário e em alguns casos rentável ao final do projeto.

Pode-se afirmar que os protótipos representaram uma economia nos valores investidos para construção dos ferramentais e uma antecipação de oportunidades de melhoria que podem ser o grande diferencial para se obter um produto robusto, rentável e de sucesso.

Plástico Moderno, Alexandre Ameri
Alexandre Ameri

Este artigo – Prototipagem – é parte da dissertação de mestrado de Alexandre Ameri cuja referência completa é:

  • Ameri, Alexandre;
    Utilização de protótipos para redução de riscos durante o desenvolvimento do produto na indústria automobilística. /
  • Alexandre Ameri. São Paulo, 2014. 94p. Dissertação (Mestrado em Processos Industriais)
  • – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.
  • Área de concentração: Desenvolvimento e Otimização de Processos Industriais. Orientador: Prof. Dr. James Manoel Guimarães Weiss

Sobre o Autor: Texto: Alexandre Ameri

Alexandre Ameri é mestre em Processos Industriais pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, graduado em Engenharia Mecânica Automobilística pelo Centro Universitário da FEI, de São Paulo.

Atualmente é gerente da Engenharia de Fabricação de Protótipos do Departamento de Design da General Motors do Brasil. Contato: alexandre.ameri@gmail.com

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