Plástico

Artigo Técnico – Plasma: O agente promotor de adesão em polímeros e sua facilidade de inserção em processos produtivos

Plastico Moderno
8 de junho de 2015
    -(reset)+

    Com a tecnologia de plasma, todos os radicais químicos formados, conforme figura 3, possuem energia suficiente para romper as ligações da superfície gerando a instabilidade necessária para promover a abertura de novos sítios químicos e obter a adesão. Porém, não apenas abre estas possibilidades de ligação química, mas também reveste a superfície de radicais polares o que implicará em uma molhabilidade superior entre a superfície e o material aderente.

    Plástico Moderno, Artigo Técnico - Plasma: O agente promotor de adesão em polímeros e sua facilidade de inserção em processos produtivosFigura 5: Relação entre molhabilidade e área de contato. Superfície sem exposição ao plasma a relação área real é menor que área útil. Já para superfícies tratadas com o plasma a área real é próxima da área útil.

    Esta característica de molhabilidade é o reflexo da quebra de tensão superficial residual do material. Com isso, o material aderente percorre mais intimamente as microestruturas (rugosidade) da superfície. Este efeito pode ser facilmente percebido na figura 6  quando uma gota de tinta é posicionada sobre a face superior de uma fita adesiva do tipo ‘crepe’ que é revestida com um material anti-aderente. Pode ser observado que o poder de atração da nova superfície após o plasma é tão intenso que a gota de tinta se espalha completamente, diferentemente, da superfície com baixo poder de atração.

    Plástico Moderno, Artigo Técnico - Plasma: O agente promotor de adesão em polímeros e sua facilidade de inserção em processos produtivosFigura 6: Quebra de tensão superficial. Sem a aplicação do plasma o escoamento de uma gota de tinta base água não é completo, porém após a exposição ao plasma, o espalhamento é completo.

    COMO UTILIZAR A TECNOLOGIA – O plasma pode ser inserido em processos industriais de forma contínua e, preferencialmente, imedeiatamente antes do processo de recobrimento, seja este adesivo ou tinta. Por exemplo, em aplicações de adesivos, um bico aplicador como ilustrado na figura 1, pode ser fixado com o auxílio de um suporte ao braço robótico, pois a dosadora de adesivos irá percorrer o mesmo trajeto percorrido pelo plasma sobre uma determinada superfície. Dessa forma, o plasma irá ativar a superfície e sequencialmente, ela receberá o adesivo.

    É possível também associar paralelamente bicos aplicadores de plasma sobre um cabeçote para formar uma espécie de “pente”. Com esta associação é possível tratar superfícies com áreas maiores (1 a 2 metros), por exemplo, chapas de aço galvanizado ou fibra de vidro – clássica aplicação na produção de paineis.

    Em processos que utilizam esteiras em linhas de montagem, serigrafia, etiquetas ou aplicação de adesivos, pode-se pocisionar cabeçotes de plasma com capacidade de tratamento de 15 a 20 cm na lateral de esteiras ou associados em túnel para promover o tratamento superficial.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *