Aditivos e Masterbatches

Armazenamento e transporte de resinas

Maria Aparecida de Sino Reto
21 de dezembro de 2010
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    Para elaborar as formulações, o processo de mistura recebe, além da resina, outros insumos (cargas, pigmentos, estabilizantes e outros aditivos) provenientes de sacos e big-bags. Maior volume, o PVC segue dos silos para uma grande balança equipada com células de carga, para dosagem. “Os outros ingredientes passam por balanças menores”, explica o gerente.

    Nos dois casos, o percurso leva a alimentadores que desembocam, por gravidade, em misturadores/aquecedores. Pronta, a receita é enviada, via bombeamento por pressão positiva, para os silos de compostos e daí é consumida por uma ou por um grupo de máquinas. Kohntopp estima em torno de 8 a 20 toneladas as capacidades desses silos. Manifolds acoplados aos silos encaminham os compostos diretamente sobre os alimentadores das máquinas.

    “Esse é o sistema fechado, desde a chegada da resina à unidade não há contato manual com o material; é bom para a segurança da fábrica, para o desempenho, para a produtividade e assegura repetibilidade”, resume. Segundo ele, o sistema controlado permite acompanhar detalhes da produção de cada batelada. Todas as operações são controladas por um software, de procedência alemã, que permite visualizar na tela cada equipamento, além de controlar todos os parâmetros do processo. As fábricas de Rio Claro e de Joinville foram as primeiras a implantar o sistema fechado. Depois foi a vez de Camaçari-BA. A última fábrica inaugurada, em 2009, em Escada, Pernambuco, já saiu do papel assim.

    Produtora de master implanta fluxo de resina automatizado

    Desde outubro, a configuração do parque industrial e dos equipamentos internos da unidade de Camaçari, na Bahia, da Cromex, mudou para se adequar à implantação de logística a granel no recebimento da resina da Braskem, que investiu R$ 10 milhões, direcionados à aquisição dos silos. Contrapartida da Cromex, recursos da ordem de R$ 6 milhões reverteram em adaptações nos equipamentos para a implantação do novo sistema e em ampliação da sua unidade produtora.

    O projeto prevê abastecimento mensal na Cromex da ordem de 2 mil toneladas de resinas via granel. Cada caminhão carrega 33 toneladas. “Recebíamos material paletizado, usávamos empilhadeiras e pessoal para o seu transporte; ainda tínhamos as operações de retirada desse material do armazém e de abastecimento da linha de produção”, conta o gerente industrial da fabricante de masterbatches, José Roberto Nardim.

    Segundo ele, toda a produção foi automatizada. A resina armazenada nos silos externos abastece os silos internos, e destes, toda a produção, por meio de transporte pneumático para dosagens igualmente automatizadas. “Eliminamos as empilhadeiras e o espaço antes dedicado ao armazenamento, abrindo áreas para ampliar a produção”, comemora. Outro ganho: agora a entrega é just in time, sinônimo de redução de estoque, que, a propósito, pode ser controlado com precisão, graças à automatização.

     

     



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