Aditivos e Masterbatches

Armazenamento e transporte de resinas

Maria Aparecida de Sino Reto
21 de dezembro de 2010
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    “Quando o empresário afirma que o sistema sai caro e prefere mão de obra porque o custo é menor, ele esquece encargos sociais, baixa eficiência e confiabilidade, falta de qualificação, além de doenças ocupacionais e processos trabalhistas”, adverte o diretor comercial da Zeppelin. No entender dele, a implantação de sistema automatizado praticamente zera esses casos. A manutenção baixa compensa os investimentos iniciais.

    Movimentação mensal a partir de 50 toneladas já justifica a aquisição de um silo, na avaliação de Heinke. A linha Transilo, carro-chefe da empresa, atende tais casos, não requer obra civil na fábrica e tem um investimento baixo, garante. Disponível em três modelos, comporta desde 71 até 102 m³ de material.

    Sob medida – Outro nome forte no ramo de silos, a Theodosio Randon, do sul do país, considera como seu diferencial uma quebra de paradigmas do mercado: seus equipamentos saem da fábrica em dimensões adequadas ao parque fabril do transformador. “Não padronizamos diâmetro, volume e altura para poder atender às necessidades do cliente”, justifica o diretor comercial Julio Randon. Ele endossa a ideia de que o conceito de silagem gera ampla economia de espaço e outras coisas mais para o transformador. “Os investimentos em construção civil podem ser revertidos em silos e a área utilizada para armazenagem, em ampliação de fábrica”, sugere.

    A empresa atua no ramo desde 2008, mas sua primeira venda ocorreu em 2009. “Tempo que levamos para preparar a equipe”, justifica Randon. Hoje, o segmento de plástico representa 15% da produção, mas ele pretende expandir essa participação para 40% no prazo de dois anos. Diferente da Zeppelin, a Theodosio Randon só entrega silos prontos e isso limita a capacidade deles a cerca de 270 m³, o tamanho máximo comportado pelo transporte rodoviário. A JMB se predispõe a fazer silos maiores, com montagem e solda na fábrica do cliente, em capacidades que podem chegar até 3.000 m³.

    Heinke: transporte em contêiner ganha força

    Igualmente para os silos internos, os projetos da Theodosio Randon atendem às especificações de cada cliente. Equipamentos para carga e descarga completam a linha de produtos. A empresa oferece opções para carregamento dos silos, carregamento ou descarregamento de sacos e bigs-bags, ou ainda para transporte de material a locais distantes dentro da própria fábrica do usuário.

    Caminho das pedras – Pensando no parque industrial como um todo, e não apenas no recebimento e armazenagem da resina, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip, reconhecida fabricante de sistemas internos de automação, também vê inúmeras vantagens na automação de toda a

    movimentação da resina, desde a silagem externa. “Uma empresa que quer ser competitiva precisa automatizar o máximo possível”, comenta. Os ganhos são muitos, no seu entender. “O grosso do sistema ainda consiste em sacarias, mas o big-bag já representa boa porcentagem do mercado”, comemora.

    Além de espaço e isenção de contaminações na matéria-prima, o transformador elimina desperdícios de varredura e paradas de máquina por erro ou falta de alimentação e ainda reduz os riscos de acidentes com pessoal, frequentes por conta da movimentação de empilhadeiras e manuseios de material.

    Projetos de Ebel são elaborados sob medida

    A movimentação centralizada inclui secagem, dosagem e até moinhos. De acordo com Ebel, a decisão pela centralização ou individualização depende do processo e de custos. “Não existe projeto padrão, cada empresa tem suas necessidades.”

    O reconhecimento das vantagens dos sistemas automatizados cresce a passos largos, se espalhando por diversos setores. Quase todo o segmento de embalagem, idem automotivo, possui algum grau de automação em suas fábricas. Na avaliação do diretor da Plast-Equip, nas áreas de injeção e sopro, praticamente só os prestadores de serviços ainda não se encaixam nesse perfil. “A extrusão é menos automatizada, mas está começando a mudar.”



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