Armazenamento e transporte de resinas

A empresa atua no ramo desde 2008, mas sua primeira venda ocorreu em 2009. “Tempo que levamos para preparar a equipe”, justifica Randon. Hoje, o segmento de plástico representa 15% da produção, mas ele pretende expandir essa participação para 40% no prazo de dois anos. Diferente da Zeppelin, a Theodosio Randon só entrega silos prontos e isso limita a capacidade deles a cerca de 270 m³, o tamanho máximo comportado pelo transporte rodoviário. A JMB se predispõe a fazer silos maiores, com montagem e solda na fábrica do cliente, em capacidades que podem chegar até 3.000 m³.

Plástico Moderno, Daniel Ebel, Diretor da Plast-Equip, Armazenamento e transporte de resinas
Projetos de Ebel são elaborados sob medida

Igualmente para os silos internos, os projetos da Theodosio Randon atendem às especificações de cada cliente. Equipamentos para carga e descarga completam a linha de produtos. A empresa oferece opções para carregamento dos silos, carregamento ou descarregamento de sacos e bigs-bags, ou ainda para transporte de material a locais distantes dentro da própria fábrica do usuário.

Caminho das pedras – Pensando no parque industrial como um todo, e não apenas no recebimento e armazenagem da resina, Daniel Ebel, diretor da Plast-Equip, reconhecida fabricante de sistemas internos de automação, também vê inúmeras vantagens na automação de toda a movimentação da resina, desde a silagem externa. “Uma empresa que quer ser competitiva precisa automatizar o máximo possível”, comenta. Os ganhos são muitos, no seu entender. “O grosso do sistema ainda consiste em sacarias, mas o big-bag já representa boa porcentagem do mercado”, comemora.

Além de espaço e isenção de contaminações na matéria-prima, o transformador elimina desperdícios de varredura e paradas de máquina por erro ou falta de alimentação e ainda reduz os riscos de acidentes com pessoal, frequentes por conta da movimentação de empilhadeiras e manuseios de material.

A movimentação centralizada inclui secagem, dosagem e até moinhos. De acordo com Ebel, a decisão pela centralização ou individualização depende do processo e de custos. “Não existe projeto padrão, cada empresa tem suas necessidades.”

O reconhecimento das vantagens dos sistemas automatizados cresce a passos largos, se espalhando por diversos setores. Quase todo o segmento de embalagem, idem automotivo, possui algum grau de automação em suas fábricas. Na avaliação do diretor da Plast-Equip, nas áreas de injeção e sopro, praticamente só os prestadores de serviços ainda não se encaixam nesse perfil. “A extrusão é menos automatizada, mas está começando a mudar.”

Plástico Moderno, Armazenamento e transporte de resinas

Continua.

Plástico Moderno, Armazenamento e transporte de resinas

Um dos facilitadores dessa mudança tem nome: Finame. A disponibilidade de financiamentos compatíveis com os disponíveis no mercado externo favoreceu bastante, permitindo à indústria investir no projeto inteiro. “2010 foi muito bom, existem muitos projetos em andamento e as perspectivas apontam para repetir o desempenho em 2011”, diz animado. Mas ressalva que a manutenção do sistema de financiamento vigente, o Finame PSI, fará toda a diferença.

As soluções propostas por Ebel combinam silos internos, alimentadores, tubulações com bombas de vácuo, de tamanhos e disposição variáveis de acordo com a distância e a quantidade de material (toneladas por hora) a ser transportado. “Transporte de resina é projeto, não tem solução pronta”, define. Ao contrário da ideia expressa por alguns transformadores, de que o uso de centrais engessa a produção, a automatização aumenta a flexibilidade da fábrica, melhorando o fluxo dos materiais.

Na avaliação de Ebel, as centrais ficam economicamente interessantes a partir de quatro alimentadores. O limite é 25 máquinas por sistema, ou duas toneladas de transporte por sistema. “A restrição existe para evitar riscos de parada e facilitar a manutenção”, justifica.

Plástico Moderno, Ricardo Prado Santos, Armazenamento e transporte de resinas
Santos: equipamentos permitem troca rápida de matéria-prima

Projetos customizados – Outro nome de peso em automatização para a indústria de plástico, a Piovan tem nos sistemas de alimentação o seu carro-chefe. Os seus projetos envolvem desde a saída das matérias-primas dos silos. Ricardo Prado Santos, vice-presidente América Latina, enumera uma série de vantagens em sua adoção: garantia de abastecimento contínuo dos equipamentos e de alimentação com material correto, riscos mínimos de parada de máquina, ausência de contaminações, redução nas perdas de produção e segurança de trabalho. “Também permite acesso imediato a eventuais problemas por meio de alarmes, possibilitando solucioná-los e evitar parada de máquinas”, comenta.

Mesmo no caso de indústrias com rotina de muita troca de material, os sistemas de alimentação permitem trocas rápidas de matérias-primas – e sem contaminações. A Piovan oferta desde sistemas mais simples, os chamados alimentadores econômicos, acoplados diretamente às máquinas processadoras, com recebimento da resina de reservatórios dispostos ao lado da injetora (ou outro equipamento de transformação), até centrais complexas com diferentes tipos de alimentação dentro da fábrica, totalmente automatizadas por meio de central pneumática, controlada por programa de computador. Também no caso da Piovan a maioria dos sistemas implantados é projetada de acordo com as necessidades dos clientes.

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