Argenplás – Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

e, sobretudo, por ser fabricado sem bisfenol A (BPA). Outro benefício dá conta da leveza. O peso da peça sofreu redução entre 2% e 3%, em comparação ao policarbonato, resina utilizada na sua fabricação antes da substituição.

Plástico, Rogério Assad Dias, gerente de marketing e comunicação da Eastman na América Latina, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Rogério Assad Dias mostrou aos visitantes a garrafa para água Kor One feita com o copoliéster Tritan

Compostos e masters – O movimento no estande da fabricante brasileira Karina era constante. O maior interesse se deu por conta dos novos compostos não-halogenados para condutores elétricos e dos masterbatches. Do portfólio, a empresa deu atenção especial aos compostos poliolefínicos Karintox e Karinpex, ambos para o mercado de fios e cabos elétricos. O Karintox, por exemplo, apresenta uma composição (base de E A) capaz de eliminar menos acidez em caso de queima, além de emitir pouca fumaça e fuligem em razão da liberação de água.

Tatiana A. G. do Nascimento, responsável pelo marketing e comunicação da Karina, fez questão de mencionar o interesse da companhia no mercado argentino. Apesar das licenças não automáticas impostas pelo governo de Cristina Kirchner, a venda dos compostos se manteve. “Burocratizou, mas não impediu”, observou. Ela destacou que o país é um grande parceiro comercial. “Esperamos que no curto e no médio prazo seja possível voltar a operar normalmente com esse país”, finalizou.

A segunda maior fabricante de masterbatch, composto e aditivo da Argentina, a Julio Garcia y Hijos, promoveu durante a Argenplás masters específicos para a indústria de fios de polietileno e P C, e compostos de elastômeros para aplicações especiais, como o efeito soft-touch, utilizado em escovas de dente. Também divulgou as linhas de masterbatch com fragrância e de produtos oxibiodegradáveis.

Aliás, um dos focos era mostrar que a fabricante está apta a oferecer soluções amigas do ambiente, por isso exibiu ainda masters compatíveis com biopolímeros e compostos livres de halogênios e metais pesados. Com duas plantas situadas na Província de Buenos Aires, a fabricante foi a primeira empresa de masterbatch da Argentina a certificar seu sistema de controle ambiental sob a norma ISO 14001:1996.

A norte-americana Ampacet esteve na exposição por meio de seu distribuidor local, a AIQ, empresa que há doze anos vende seus produtos na Argentina. Apesar de não levar novidades para a feira, Jorge Degrossi, engenheiro químico responsável pela AIQ, fez questão de marcar presença, para reforçar a confiança da Ampacet no país. A companhia possui fábrica na Argentina, onde seu principal mercado é o de masterbatches branco e preto. “Nós nos dedicamos a grandes volumes”, comentou Degrossi.

Na área de aditivos, a Great Lakes Solutions divulgou sua linha Emerald de retardantes de chamas. O Emerald 3000 é um aditivo brominado, de alto peso molecular, desenvolvido como um substituto ao hexabromociclododecano (HBCD) para produtos de espuma de poliestireno expandido (EPS) e poliestireno extrudado (XPS). Já o Emerald 1000, aditivo à base de bromo, é designado para ser usado no lugar do decabromodifenil éter e do decabromodifenil etano, entre outros.

A empresa também aproveitou a ocasião para mostrar ao público os benefícios do Emerald NH-1. Esse retardante de chama se destaca por ser isento de halogênio para espumas flexíveis de PU em aplicações automotivas e moveleiras. Segundo a fabricante, suas emissões são baixas, permite aspersão em bloco de espumas e demonstra resistência superior a manchas (scorch) para uma espuma consistente e mais leve.

 

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Radiografia da Indústria Argentina

Independentemente das medidas adotadas pela presidente Cristina Kirchner para proteger o mercado local, a indústria argentina da transformação do plástico sinaliza um novo tempo. Após dois anos (2008 e 2009) amargando um declínio derradeiro, em 2011 o setor voltou a crescer, e em relação ao ano anterior avançou 8,7%, segundo dados divulgados pela Câmara Argentina da Indústria Plástica (Caip).

No mesmo ano de comparação, a produção da transformação aumentou 7,3%. A importação subiu 11,9%, China (32%), Brasil (22,4%) e Chile (9,2%) foram seus principais alvos, nessa ordem. A queda se deu na taxa de exportação (-1,6%). Em volume, o país vendeu para o exterior cerca de 154 mil toneladas. O Brasil (41,1%) liderou a lista dos maiores consumidores. Em seguida, vieram Chile (14,3%) e Uruguai (14%).

A indústria argentina consumiu 1,75 milhão de toneladas de resinas em 2011. Desse volume, cerca de 900 mil t representaram as importações, e pouco mais de 500 mil t, as exportações. Os polietilenos são os polímeros de maior consumo (39,8%). Em seguida estão: o PP (16,4%), o PET (11,9%), o PVC (8,5%) e o PS (3,9%).

Os bens de capital também estiveram em evidência. No ano passado, a indústria investiu 16,6% a

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