Argenplás – Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

No ano passado, a empresa vendeu 18 máquinas, e só neste primeiro semestre já comercializou oito. “Temos boas expectativas, apesar de o transformador argentino estar com um pouco de receio de investir”, disse Diego Moyano, engenheiro da Unopack. Para ele, esta edição da feira foi prejudicada justamente pela situação do país. “A Argenplás está apagada, por causa do momento de incertezas, vejo muita inflação.” A Unopack fabrica máquinas de sopro para garrafas PET, mas também para PE e para PVC. Com unidade em Buenos Aires, a empresa produz também pré-formas, em planta instalada no Uruguai.

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Diego Moyano: projetada para o mercado local, sopradora é versátil e conta com alto grau de automação

Matéria-prima – Se o espaço reservado às máquinas na exposição já era pequeno, nem se fala da área voltada às matérias-primas. “A conjuntura aqui está complicada. Nós só viemos por causa da tradição, temos mais de 75 anos no mercado argentino”, explicou o engenheiro Javier Barilatti, especialista em marketing da DuPont Performance Polymers. O foco da companhia era a indústria automotiva, com a promoção das poliamidas Zytel Plus e Zytel HTN. “Na Argentina a produção de automóveis é de 800 mil unidades por ano. É um mercado importante”, ressaltou.

Ele enfatizou o desempenho da Zytel HTN em temperaturas elevadas. “Em aplicações em que é reforçada com fibra de vidro, suporta até 300ºC”, disse. A resina pode incorporar sistemas de resfriamento de motores, carcaças de

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Javier Barilatti: promoveu poliamidas para o mercado de automóveis

termostatos e bombas d’água, além de poder ser usada em conectores e bobinas, entre outras aplicações.

Para destacar as propriedades da Zytel Plus, Fernando Gabarain, gerente técnico regional da DuPont, proferiu uma palestra em auditório localizado no Costa Salguero. Na ocasião, discorreu sobre seus pontos fortes, como a capacidade de manter a dureza, mesmo se submetida à temperatura de 210°C. “A linha mantém suas propriedades mecânicas até duas vezes mais do que os materiais atuais, e, além disso, tem excelente processabilidade e aparência”, disse. Trata-se da nova família de produtos baseados na tecnologia Shield, que possibilita o processamento de peças 10% mais leves, o que garante, em teoria, ciclos mais curtos também na ordem de 10%. Outro benefício é sua capacidade de ampliar a vida útil de componentes termoplásticos expostos ao calor, cloreto de cálcio, fluido de arrefecimento automotivo e outros produtos químicos agressivos.

A Eastman estava no estande do distribuidor local, Santa Rosa, para mostrar seu copoliéster Tritan. O brilho, a transparência e a alta resistência mecânica eram alguns dos atributos apontados. Um dos diferenciais é a resistência à alta temperatura. “Tínhamos um gap, precisávamos de uma resina que suportasse temperaturas acima de 70ºC”, comentou Rogério Assad Dias, gerente de marketing e comunicação da Eastman na América Latina.

Desde o lançamento do Tritan (em 2007, no Brasil; na Argentina chegou dois anos depois), a companhia vem explorando um leque variado de aplicações. De artigos domésticos e eletrodomésticos ao uso em chapas extrudadas, o produto se pauta na sua flexibilidade em relação ao design. “É um material fácil de trabalhar que permite explorar as muitas possibilidades de criação, e, além disso, não requer alto investimento em troca de ferramental, só mesmo em ajustes no molde”, comenta Gabriel Crosta, gerente de vendas da Eastman.

Um destaque ali na exposição era a garrafa de água eco-friendly Kor One. Desenvolvido pelo designer Ravi Sawhney, o produto ficou conhecido mundialmente por aparecer no filme “O Homem de Ferro 2”. Segundo testes feitos pelo fabricante, o vasilhame mostrou resistir a 500 lavagens sem algum dano visível – o policarbonato suportaria trinta lavadas. “O Tritan também tem melhor resistência química a detergentes e produtos para lavar louça”, comparou Crosta.

No estande estavam ainda as mamadeiras da empresa brasileira Lolly, feitas com o Tritan. Segundo a fabricante, o copoliéster atende às necessidades do mercado de puericultura, por proporcionar transparência, resistência

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