Argenplás – Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

A aposta nesta tecnologia é tão grande que a companhia, recentemente, expandiu a produção de suas servomáquinas. Produzidas na Índia desde 2008, elas passaram a ser fabricadas também em Batavia, Ohio, Estados Unidos. “Claro que não vêm substituir a tecnologia da elétrica, mas é uma opção bem mais acessível, com um baixo consumo energético”, observou Ferlic. A Magna Servo está disponível em versões que variam de 55 a 400 t de força de fechamento, e complementam a linha Maxima Servo também de máquinas hidráulicas (com modelos com tamanhos de 310 até 44 mil t de força de fechamento).

O estande da Cocchiola, representante Argentina de máquinas e equipamentos de fabricantes italiana e asiática, era um dos mais movimentados na Argenplás, até porque abrigava uma das raras máquinas em operação. Mas não só por isso. A injetora Sound Cocchiola SE-160 operava com um manipulador Dal Maschio, o que sempre acaba chamando a atenção. “Sim, o robô é um atrativo a mais, além de ser o único trabalhando por aqui”, comentou Juan Cocchiola, diretor da empresa.

Hidráulica, a injetora tem força de fechamento de 160 t e consome, segundo seu diretor, 40% de energia a menos do que um modelo hidráulico. A Sound Cocchiola também contava com a tecnologia de impressão inmould-labelling (IML). “A peça já sai da máquina pronta”, destacou o diretor. A rotulagem no molde, IML, é uma técnica na qual a resina é injetada, e incorpora o rótulo dentro da máquina, de onde a peça sai pronta para o envase.

O modelo agradou. No segundo dia de feira, duas máquinas foram vendidas: uma para o Paraguai e outra para o Chile. “A feira está pequena, mas temos boa visitação, principalmente, de paraguaios, chilenos, argentinos e uruguaios”, afirmou Cocchiola.

Plástico, Juan Cocchiola, diretor, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Cocchiola fez questão de colocar em funcionamento o modelo hidráulico SE-160 acoplado com manipulador

A representante argentina Nesher exibiu injetoras da chinesa Haitian. Uma delas era a MA 1600 Mars 600, com força de fechamento de 160 t, e ali acoplada a um manipulador. A série Mars é hidráulica e conta com o diferencial de gerar economia de energia, que pode chegar até 80%, se comparada a uma máquina hidráulica convencional. Também exposta estava a Tianjian PL 860 – Pluto 260 J. O modelo tem força de fechamento de 86 t. Na Argentina, a fabricante possui mais de 1.000 máquinas instaladas, resultado de doze anos de representação local.

Tubos e compostos – Para o mercado de extrusão a Battenfeld-Cincinnati apostou em uma linha que considera ideal para o transformador argentino: a monorrosca LeanEx60. Trata-se de uma máquina para a produção de tubos corrugados de PP. Com capacidade para fabricar 190 kg/hora, o modelo, fabricado na China, sobressai por ser competitivo em relação ao preço. “É uma solução técnica para o fabricante de pequeno porte”, relatou Flavio Ribeiro da Silva, diretor de vendas para América Latina. Em três dias de feira, um modelo foi vendido para o Uruguai.

A companhia também promoveu as extrusoras solEX (L/D40), monorroscas para extrusão de tubos de PP e de PEAD, com produções de até 2.200 kg/h, e a série twinEX (L/D34), com roscas duplas paralelas para a extrusão de perfis de PVC com capacidade para até 1.000 kg/h, e para a produção de tubos de PVC, até 1.700 kg/h. As duas linhas já foram apresentadas em outras feiras internacionais, mas sua relevância se mantém, sobretudo por conta do seu conceito de redução do consumo energético. Segundo Silva, em relação às máquinas tradicionais, a economia de energia promovida por essas extrusoras é da ordem de 15%.

A exposição se revelou ainda uma oportunidade para demonstrar sua nova estrutura ao mercado argentino. Em abril de 2010 a empresa surgiu com a união entre Battenfeld Extrusionstechnik (Alemanha) e Cincinnati Extrusion (Áustria). No passado, a companhia era representada na América Latina pela Ferrostaal, mas, em 2011, em comum acordo, ambas as empresas decidiram encerrar a parceria. Agora há um novo gerente regional de vendas para Argentina, Uruguai e Chile.

A participação do KraussMaffei Group do Brasil, no segmento de extrusão, foi para marcar presença. Até por isso também não tinha máquinas em seu estande, nem tão pouco uma ampla divulgação de seus modelos. “A ideia nesta feira não foi de apresentar algum produto novo”, comentou.

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9Próxima página

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios