Argenplás – Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

Martin Ricardo Schulz. Mas essa empresa de Bento Gonçalves-RS fez questão de apresentar seu amplo portfólio, composto, por exemplo, por paletizadores, enxaguadores, tanque de autoclave, misturadores e agitadores.

Assim como fez na edição anterior da Argenplás (em 2010), a Eletro Forming divulgou sua termoformadora TCC. Automática, a máquina produz embalagens para ovos, pratos de festa, tampas de copos, e afins. Segundo o fabricante, processa PS, PVC, PP e PET (espessura até 1 mm) e faz até 1.600 ciclos por hora. A empresa também informava os visitantes sobre a RV-2, termoformadora para peças de espessura superior a 2,5 mm. Do tipo carrossel (com duas estações), a máquina opera de forma rotativa. Enquanto uma lâmina é aquecida, a outra é modelada e esfriada.

De acordo com o diretor Jorge Lakatos, neste primeiro semestre do ano, a companhia vendeu para o mercado argentino duas linhas de seu portfólio. “A Argentina voltou a ser importante para nós”, disse. Hoje 20% da produção se destina à exportação, dessa porcentagem, mais da metade se refere à Argentina. Sem revelar detalhes, o diretor prometeu lançar na próxima edição da Brasilplast uma termoformadora mais sofisticada. Seu diferencial é contar com uma tecnologia patenteada capaz de regular a posição de fechamento eletronicamente.

Em sua terceira participação na Argenplás, a Pronatec tinha a proposta de apresentar suas extrusoras para filme stretch e shrink (PVC), além de equipamentos auxiliares como eixos pneumáticos e rolos curvos. Arildo Martins Teixeira, diretor técnico, fez questão de falar, no entanto, sobre sua laminadora formadora de plástico bolha, linha MBPR. “Somos os únicos fabricantes brasileiros”, anunciou. A máquina produz em média 35 m/min; a largura útil do filme varia entre os modelos: 1.300 mm, 1.600 mm, 1.700 mm e 1.900 mm. Com sistema de aquecimento a óleo, o sistema de

Plástico, Clovis Barbosa, gerente comercial da Polimáquinas, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Clovis Barbosa: anunciou aumento da capacidade produtiva da empresa

desbobinamento é quádruplo, enquanto a enroladeira é dupla.

Enquanto estava no seu estande, Clovis Barbosa, gerente comercial da Polimáquinas, soube que possivelmente o acordo em vigência no estado de São Paulo, o qual proibia a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados, poderia ser derrubado. A probabilidade já deixou o gerente animado e o fez projetar um novo recomeço para a Polimáquinas. “Vamos retomar o negócio das sacolinhas no próximo semestre”, comemorou. No dia 25 de junho, uma medida judicial determinou o restabelecimento da distribuição.

Com a proibição, a empresa se viu obrigada a diversificar o seu negócio e, portanto, durante a feira, divulgou a ampliação de sua linha de produtos para flexíveis. Apesar de a participação ser institucional, Barbosa ali queria mostrar que entrará com força em outros mercados, além do de sacolas convencionais. Em breve, lançará uma máquina para produção de embalagens stand up pouch e para sacos de lixo. Também pretende atuar no segmento de embalagens para ração animal. “Aumentamos nossa capacidade produtiva em 20%”, disse.

Máquinas estrangeiras – Esta edição da feira contou com poucos exemplares de máquinas, sobretudo em operação. Quem lá foi para se encantar com o funcionamento de injetoras, extrusoras e sopradoras perdeu a viagem. Muitas fabricantes multinacionais possuíam estandes com a proposta de manter uma participação institucional, mas traziam informações atualizadas sobre seus lançamentos. Também havia espaço, obviamente, para os argentinos mostrarem sua tecnologia. Na verdade, a Argenplás foi palco para a exibição de modelos nem tão sofisticados, mas com penetração no mercado local.

O vice-presidente de vendas para a América Latina da Milacron, Michael Ferlic, foi até a Argenplás para mostrar o

Plástico, Michaels Ferlic, vice-presidente de vendas para a América Latina da Milacron,
Michael Ferlic aposta nas hidráulicas com acionamento por servomotor

interesse da fabricante norte-americana no mercado de injetoras hidráulicas com acionamento por servomotor. As suas máquinas elétricas (está em sua oitava geração) continuam sendo o grande chamariz da Milacron, mas nesta exposição deram lugar para a Máxima Servo e para a Magna Servo. “Estamos entrando forte nessa área”, ressaltou Ferlic. Segundo ele, o consumo energético da linha, dependendo da aplicação, chega a 10% ou até mesmo 15% de uma máquina elétrica.

Ele relatou que a linha Magna Servo alcança uma maior eficiência energética do que uma máquina hidráulica tradicional porque usa um servomotor AC de velocidade variável para acionar uma bomba de engrenagem de volume fixo. O servomotor da máquina permite que a bomba forneça apenas a quantidade de óleo necessária para cada fase do processo, e, além disso, também pode inverter a direção do bombeamento para reduzir a pressão, se necessário. Em suma, o sistema requer menos energia para o resfriamento do óleo e transfere menos calor para dentro da planta. “A máquina ainda tem uma manutenção simples, por conta da bomba fixa”, completou Ferlic.

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