Argenplás – Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios

A 14ª Argenplás – Exposición Internacional de Plásticos não conseguiu ficar imune ao controverso cenário político argentino. A inflação e a corrida da presidente Cristina Kirchner para aumentar o superávit comercial com regras restritivas às importações, em alguma medida, afetaram a grandiosidade desta que prometia ser a semana do plástico na América Latina. Realizada em Buenos Aires, Argentina, entre os dias 18 e 22 de junho, a feira estava enxuta. Eram 220 expositores distribuídos numa área de 20 mil m², do Centro Costa Salguero, por onde passaram 17 mil visitantes, segundo dados da organização.

O evento ainda dividiu os holofotes com diversos assuntos paralelos. Uma greve de caminhoneiros, que paralisou o país e colocou em risco o abastecimento de combustível, o feriado de 20 de junho (dia nacional da Bandeira), o impeachment de Fernando Lugo, agora ex-presidente do Paraguai, e, por que não dizer, a classificação para a final da Copa Libertadores da América do Boca Juniors, o clube mais popular do país.

Organizada pela Alcantara Machado e a Câmara Argentina da Indústria Plástica (Caip), e realizada pela Reed Exhibitions, a exposição, no entanto, fez jus ao seu caráter internacional. Do total de expositores, cerca de 40% eram estrangeiros, vindos do Chile, Índia, Paraguai, Portugal, Taiwan, Uruguai, Turquia e Coreia. Não por acaso, Brasil, China e Itália mantinham pavilhões individuais. No ano passado, 21,3% das máquinas importadas pela Argentina vieram da China e 18,3% da Itália. O caso do Brasil é à parte. Apesar de a taxa não ter sido das mais expressivas (não chegou a 4%), o país ainda é o principal mercado na América do Sul para grande parte da indústria brasileira.

Brasil em solo azul e branco – Em uma área de 470 m², lá estavam doze empresas brasileiras nesta edição da Argenplás. A participação ocorreu por meio do programa Brazil Machinery Solutions, resultado de uma aliança entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Agência Brasileira de Promoção e Exportação e Investimentos (Apex-Brasil).

Apesar das restrições às importações impostas pelo governo de Cristina Kirchner (ver boxe), apostar no bom relacionamento dos dois países valeu a pena. Os negócios realizados foram da ordem de 17 milhões de dólares (estimados para os próximos doze meses), segundo informou Marco Antonio Carlotti, gerente de promoção da Abimaq e coordenador do programa para feiras internacionais.

Mas o cenário inspira cuidados. Dados divulgados pelo programa dão conta de que a indústria brasileira de bens de

Plástico, Marco Antonio Carlotti, gerente de promoção da Abimaq e coordenador do programa para feiras internacionais, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Marco Antonio Carlotti: feira rendeu montante da ordem dos US$ 17 milhões

capital na área de plástico reduziu as exportações para a Argentina de forma drástica. No ano passado, esse país consumiu 19% de todo o volume exportado pelo Brasil, mas nos primeiros quatro meses de 2012 essa taxa foi inferior a 4%. “Mesmo com as travas impostas pelo governo, a Argentina é um país prioritário para nós. Por isso, estamos aqui, fazendo um esforço terrível para recuperar essa porcentagem de quase 20%”, argumentou Carlotti.

Era da Rulli Standard a única máquina em operação no pavilhão da Brazil Machinery Solutions. Trata-se de uma extrusora tipo balão modelo EF de 2 ½ , que sofreu aprimoramentos tecnológicos no conjunto extrusor, anel de ar e cabeçote. “É o nosso carro-chefe”, apontou o engenheiro Paulo Leal, da área de vendas técnicas. A máquina produz entre 140 kg e 160 kg de PEAD, e entre 200 kg e 220 kg de PEBD. A alta eficiência do motor e o baixo consumo energético também eram postos como diferenciais.

Versátil, o modelo, por ser feito em série, é entregue em até 60 dias. Hoje a

Plástico, Paulo Leal, da área de vendas técnicas, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Paulo Leal: exibiu modelo de extrusora mais vendido pela fabricante

fabricante praticamente não vende para o mercado argentino. “O problema são as barreiras”, disse Leal. No entanto, independentemente da viabilidade dos negócios, ele percebeu um grande interesse dos visitantes. “Houve muitas consultas”, concluiu. Tradicional expositora da Argenplás, a fabricante de extrusoras e coextrusoras Carnevalli apresentou a linha Polaris Plus 65, uma monocamada para filmes soprados de polietileno de baixa, linear e alta densidade. Lançada na Brasilplast de 2011, ali na Argentina era novidade. De acordo com o diretor Wilson Carnevalli Filho, o principal diferencial do modelo diz respeito ao seu baixo consumo energético por quilo produzido. E compara: enquanto a Polaris Magnum (versão antiga da fabricante) produz 150 kg/hora, a Polaris Plus consegue processar até 220 kg/h com o mesmo gasto de energia.

A máquina é de porte médio e flexível, ideal para o perfil do país, segundo Carnevalli Filho. “A Argentina compra mais monocamada do que coex”, afirmou. Até por isso, ele aproveitou a feira para incentivar a compra de coextrusoras, levando também um cabeçote completo de filmes soprados de três camadas. O equipamento se destaca por produzir filmes de alta qualidade, com reduzida variação de espessura e tolerâncias precisas.

A primeira participação da HGR na Argenplás se deu de forma tímida. Essa fabricante de extrusoras e coextrusoras se restringiu a levar alguns periféricos. O foco era um anel de resfriamento de ar. “Ele aumenta em 30% a produtividade da

Anel de resfriamento da HGR promete elevar produtividade

linha, e com ele conseguimos otimizar o rendimento da extrusora”, informou o diretor comercial Ricardo Rodrigues. De acordo com ele, o acessório também proporciona excelente uniformidade das bobinas produzidas.

Na HGR, entre 8% e 10% da produção se destina ao mercado latino-americano. Por estar nos planos de Rodrigues aumentar esse índice, a presença na feira argentina foi importante. A empresa também participou recentemente das exposições do Peru (Expo Plast Peru, em maio de 2012) e Colômbia (AndinaPack, em novembro de 2011).

Periféricos – A Piovan do Brasil levou um leque variado de equipamentos. No seu estande havia dosadores gravimétricos e volumétricos, controladores de temperatura, minichillers e alimentadores. No entanto, as atenções se voltavam para o lançamento na região do dosador gravimétrico Lybra, a mais recente tecnologia da fabricante para dosagem de masterbatch, aditivos e reciclados. Com características exclusivas para dosagem gravimétrica por perda contínua de peso ou volumétrica, o equipamento suporta até duas estações de dosagem independentes de 10 g/h até 170 kg/h.

De acordo com Ricardo Prado Santos, vice-presidente para a América Latina da Piovan, a alta precisão desses dosadores permite economia na utilização de master de cerca de 20%, em relação ao padrão do mercado. Lançar este equipamento na Argentina faz parte da estratégia da companhia de elevar seu índice de exportação. “Trata-se de um de nossos principais mercados na América do Sul”, comentou. Apesar da dificuldade de vender para o país, Santos aposta nesse mercado, pois, segundo ele, só aumentou a burocracia. “Está mais difícil, mas não inviável fazer negócios com a Argentina”, destacou.

Plástico, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Carnevalli destacou o baixo consumo energético por quilo produzido da extrusora Polaris Plus 65

As vendas ao mercado doméstico para a Piovan do Brasil vão bem. Aliás, 2011 foi o melhor ano da empresa desde sua instalação em 2000. O bom desempenho reflete os investimentos em novas linhas. A fabricante alavancou o seu negócio de dry cooler. O sucesso se deu porque foi desenvolvida uma máquina específica para o mercado tropical, o dry cooler adiabático. No mesmo ano, também lançou uma linha de minichillers. Projetado para ser alojado ao lado da injetora, o equipamento resolve o problema do transformador de falta de espaço. Além dessa vantagem, Santos faz questão de ressaltar que todos os lançamentos foram pensados para consumir entre 8% e 10% a menos de energia do que o padrão do mercado de periféricos.

Plástico, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Novo dosador gravimétrico apresentado na feira gera economia no uso do master

A estreia da Mecalor na feira argentina se deu com a apresentação de um chiller, o carro-chefe da fabricante (responde por 50% das vendas). O equipamento atende a NR-10, possui reservatório inoxidável e pintura de tripla camada, o que permite sua operação em ambientes abertos. Entre suas vantagens, o engenheiro Flavio Pereira, da área de exportação da Mecalor, destacou o duplo circuito de refrigeração. “Esse sistema atende a todos nossos chillers com capacidade acima de 30 kcal/h”, comentou. Há dois anos a empresa decidiu intensificar as exportações, e a partir de então já esteve em eventos também na Colômbia e no Peru. A previsão é de até 2020 exportar 20% da produção. Hoje esse índice não passa dos 5%.

Também sem lançamento, a Seibt apresentou sua linha de reciclagem e pós-consumo convencional para PET ou PP e PE. O sistema para PET é para bottle-to-bottle e conta com sete estações de lavagem, sendo duas com água quente. “O flake sai limpo e em condições de uso”, observou o diretor Breno Seibt. Automatizado, o modelo se destaca justamente por seu mecanismo de “superlavagem a quente”, como intitula Seibt. A fabricante tem em seu portfólio ainda diversos modelos de moinhos, trituradores e extrusoras, entre outros. Alguns destaques ficaram por conta do moinho modelo MGHS 700GF para filmes e garrafas, o primeiro do Brasil com rotor sem eixo central (rotor vazado) e também do modelo MGHS 420LRX, de baixa rotação.

Plástico, Breno Seibt, diretor, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Breno Seibt: divulgou linha dotada com mecanismo de lavagem a quente

 

Plástico, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Chiller traz como diferencial duplo circuito de refrigeração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[box_light]

 

Governo defende regime protecionista

A secretária do comércio exterior da Argentina, Beatriz Paglieri, foi até o Centro Costa Salguero, para a abertura oficial da 14ª Argenplás, no dia 18 de junho. Na ocasião, ela procurou explicar a postura protecionista adotada pelo governo, e dar um alento ao empresariado ali presente. Beatriz saiu em defesa da presidente Cristina Kirchner e pediu o apoio da indústria local.

Para entender o caso, vale lembrar que o governo argentino editou as chamadas licenças não automáticas, ou seja,

Plástico, Beatriz Paglieri, secretária do comércio exterior da Argentina, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Beatriz Paglieri: para alcançar metas, país precisa proteger divisas

impôs a necessidade de obtenção de autorização para importação. Na prática, as mercadorias importadas (são 600 produtos listados) precisam de uma aprovação prévia das autoridades argentinas para entrar no país. O resultado? Um encalhe na fronteira à espera da liberação. “É um número restrito”, argumenta Beatriz, referindo-se aos 600 produtos. A ideia aqui é instituir medidas restritivas para conter as importações e controlar a entrada e a saída de capitais do país. “As importações em 2011 e hoje são as mesmas, em termos de valor”, ressaltou.

A secretária se esforçou para convencer o público de que o maior rigor imposto em fevereiro deste ano pelo governo não está barrando as importações, mas, sim, incrementando as exportações. De qualquer maneira, segundo ela, a Argentina hoje está focada no seu superávit comercial e, por isso, quer manter as vagas de trabalho no país e, quando possível, criar novos empregos. “Essa proposta está ligada à proteção de nossas divisas”, argumentou.

O momento é delicado, até porque o governo ainda precisa lidar com o mal-estar causado pela retomada da YPF, antes controlada pela companhia petrolífera espanhola Repsol. Beatriz apontou saber que precisa se aproximar do empresário argentino. Ela solicitou informações detalhadas dos setores da indústria, de maneira que possam trabalhar em parceria. “O que nos importa é saber quais as dificuldades de cada empresa, para podermos buscar soluções em conjunto”, finalizou. Pelo menos foi essa a sua promessa.

A solenidade de abertura da Argenplás 2012 contou ainda com Gabriel Pascual, diretor-geral da Reed Exhibitions Argentina, e Alberto Bracali, vicepresidente da Câmara Argentina da Indústria Plástica (Caip).

[/box_light]

 

Mais máquinas– Com mais de trinta máquinas instaladas na Argentina (entre extrusoras e rebobinadeiras), a Mega Steel também quis impressionar e levou máquina para seu estande. Apesar de não estar em funcionamento, a

Plástico, Alexandre Luis Messias, diretor da Mega Steel, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Alexandre Luis Messias: enfatizou a rapidez e a automatização de rebobinadeira

rebobinadeira Jaguar Full mostrou a que veio. Alexandre Luis Messias, diretor da Mega Steel, estava ali para explicar que se trata de um modelo automático e extremamente rápido. “Enquanto uma máquina convencional requer três operadores e anda 300 m/min, essa Jaguar Full faz 800 m/min com um só operador”, relatou.

O consumo energético é outro quesito importante. Comparada a uma similar, a economia é de 30%. Em linhas gerais, a explicação passa pelo fato de o modelo ter um drive interligado ao outro; aquele que freia opera com um gerador que oferece energia para o drive que está tracionando. A sua parada é programada por metros, repetições ou diâmetro, conta com dois pontos de controle de velocidade e emergência e CLP para gerenciamento das funções, entre outras características.

A companhia fabrica máquinas de alto valor agregado, no caso, são sistemas especiais para servir de solução para a indústria de embalagens. Mas nem por isso suas vendas estão em baixa. Em média, a empresa comercializa entre sete e nove rebobinadeiras ao mês. “Eu não brigo com preço, mas com tecnologia”, anunciou Messias.

No estande também divulgou sua linha de extrusoras para polietilenos. Monocamada, essa família possui motorização acoplada direta ao redutor, LD de 32, troca-telas pneumático tipo gaveta, gaiola motorizada e sistema de bobinamento contraposto automático ou semiautomático. “Ela é digital, ou seja, mantém um consumo de energia linear”, comentou. O modelo despende 0,22 kW por quilo produzido. A empresa possui ainda coextrusoras de duas ou três camadas, com bobinamento de 1.400 mm a 3.000 mm.

A Feva divulgou, com cartazes, três máquinas: as impressoras flexográficas Agility e High Flex, e a laminadora Solventless – Ecoflex. As impressoras são bem parecidas, mas a Agility é o lançamento do ano (foi apresentada na Brasilplast do ano passado). Compacto, o modelo serve a trabalhos de baixas tiragens e tamanhos pequenos (600 mm e 800 mm). Anilox, com sistema gear less, atinge velocidade de 300 metros por minuto. Embute tecnologia de refrigeração do ar para cilindro central e calandras e doctor blade de troca rápida, entre outros itens.

Plástico, Monica Vivian Vaders Mora, diretora comercial, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Monica Vivian Vaders Mora: flexográfica atende a quem opera com baixas tiragens

O destaque da High Flex se refere à troca rápida de serviço. “Essa máquina traz muito mais componentes eletrônicos que outros modelos”, avisou a diretora comercial Monica Vivian Vaders Mora. A impressora possui, entre outros recursos, ajuste fino milimétrico operado por CLP, e armazenamento de material de impressão de cinco mil trabalhos.

Sem solvente, como o nome indica, a laminadora Ecoflex apresenta como vantagens o baixo desperdício de material. “A mistura do catalisador com o adesivo ocorre no momento da aplicação”, explicou Monica. Além disso, a contaminação do ambiente sobre o adesivo, conforme ela afirmou, é nula. Ao todo são 15 máquinas Feva instaladas no parque industrial argentino.

A IMSB procurava um representante local. Essa fabricante de linhas completas para envase restringiu sua presença na feira a esse objetivo. “Não temos novidades aqui, é uma participação institucional”, comentou o diretor executivo

Martin Ricardo Schulz. Mas essa empresa de Bento Gonçalves-RS fez questão de apresentar seu amplo portfólio, composto, por exemplo, por paletizadores, enxaguadores, tanque de autoclave, misturadores e agitadores.

Assim como fez na edição anterior da Argenplás (em 2010), a Eletro Forming divulgou sua termoformadora TCC. Automática, a máquina produz embalagens para ovos, pratos de festa, tampas de copos, e afins. Segundo o fabricante, processa PS, PVC, PP e PET (espessura até 1 mm) e faz até 1.600 ciclos por hora. A empresa também informava os visitantes sobre a RV-2, termoformadora para peças de espessura superior a 2,5 mm. Do tipo carrossel (com duas estações), a máquina opera de forma rotativa. Enquanto uma lâmina é aquecida, a outra é modelada e esfriada.

De acordo com o diretor Jorge Lakatos, neste primeiro semestre do ano, a companhia vendeu para o mercado argentino duas linhas de seu portfólio. “A Argentina voltou a ser importante para nós”, disse. Hoje 20% da produção se destina à exportação, dessa porcentagem, mais da metade se refere à Argentina. Sem revelar detalhes, o diretor prometeu lançar na próxima edição da Brasilplast uma termoformadora mais sofisticada. Seu diferencial é contar com uma tecnologia patenteada capaz de regular a posição de fechamento eletronicamente.

Em sua terceira participação na Argenplás, a Pronatec tinha a proposta de apresentar suas extrusoras para filme stretch e shrink (PVC), além de equipamentos auxiliares como eixos pneumáticos e rolos curvos. Arildo Martins Teixeira, diretor técnico, fez questão de falar, no entanto, sobre sua laminadora formadora de plástico bolha, linha MBPR. “Somos os únicos fabricantes brasileiros”, anunciou. A máquina produz em média 35 m/min; a largura útil do filme varia entre os modelos: 1.300 mm, 1.600 mm, 1.700 mm e 1.900 mm. Com sistema de aquecimento a óleo, o sistema de

Plástico, Clovis Barbosa, gerente comercial da Polimáquinas, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Clovis Barbosa: anunciou aumento da capacidade produtiva da empresa

desbobinamento é quádruplo, enquanto a enroladeira é dupla.

Enquanto estava no seu estande, Clovis Barbosa, gerente comercial da Polimáquinas, soube que possivelmente o acordo em vigência no estado de São Paulo, o qual proibia a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados, poderia ser derrubado. A probabilidade já deixou o gerente animado e o fez projetar um novo recomeço para a Polimáquinas. “Vamos retomar o negócio das sacolinhas no próximo semestre”, comemorou. No dia 25 de junho, uma medida judicial determinou o restabelecimento da distribuição.

Com a proibição, a empresa se viu obrigada a diversificar o seu negócio e, portanto, durante a feira, divulgou a ampliação de sua linha de produtos para flexíveis. Apesar de a participação ser institucional, Barbosa ali queria mostrar que entrará com força em outros mercados, além do de sacolas convencionais. Em breve, lançará uma máquina para produção de embalagens stand up pouch e para sacos de lixo. Também pretende atuar no segmento de embalagens para ração animal. “Aumentamos nossa capacidade produtiva em 20%”, disse.

Máquinas estrangeiras – Esta edição da feira contou com poucos exemplares de máquinas, sobretudo em operação. Quem lá foi para se encantar com o funcionamento de injetoras, extrusoras e sopradoras perdeu a viagem. Muitas fabricantes multinacionais possuíam estandes com a proposta de manter uma participação institucional, mas traziam informações atualizadas sobre seus lançamentos. Também havia espaço, obviamente, para os argentinos mostrarem sua tecnologia. Na verdade, a Argenplás foi palco para a exibição de modelos nem tão sofisticados, mas com penetração no mercado local.

O vice-presidente de vendas para a América Latina da Milacron, Michael Ferlic, foi até a Argenplás para mostrar o

Plástico, Michaels Ferlic, vice-presidente de vendas para a América Latina da Milacron,
Michael Ferlic aposta nas hidráulicas com acionamento por servomotor

interesse da fabricante norte-americana no mercado de injetoras hidráulicas com acionamento por servomotor. As suas máquinas elétricas (está em sua oitava geração) continuam sendo o grande chamariz da Milacron, mas nesta exposição deram lugar para a Máxima Servo e para a Magna Servo. “Estamos entrando forte nessa área”, ressaltou Ferlic. Segundo ele, o consumo energético da linha, dependendo da aplicação, chega a 10% ou até mesmo 15% de uma máquina elétrica.

Ele relatou que a linha Magna Servo alcança uma maior eficiência energética do que uma máquina hidráulica tradicional porque usa um servomotor AC de velocidade variável para acionar uma bomba de engrenagem de volume fixo. O servomotor da máquina permite que a bomba forneça apenas a quantidade de óleo necessária para cada fase do processo, e, além disso, também pode inverter a direção do bombeamento para reduzir a pressão, se necessário. Em suma, o sistema requer menos energia para o resfriamento do óleo e transfere menos calor para dentro da planta. “A máquina ainda tem uma manutenção simples, por conta da bomba fixa”, completou Ferlic.

A aposta nesta tecnologia é tão grande que a companhia, recentemente, expandiu a produção de suas servomáquinas. Produzidas na Índia desde 2008, elas passaram a ser fabricadas também em Batavia, Ohio, Estados Unidos. “Claro que não vêm substituir a tecnologia da elétrica, mas é uma opção bem mais acessível, com um baixo consumo energético”, observou Ferlic. A Magna Servo está disponível em versões que variam de 55 a 400 t de força de fechamento, e complementam a linha Maxima Servo também de máquinas hidráulicas (com modelos com tamanhos de 310 até 44 mil t de força de fechamento).

O estande da Cocchiola, representante Argentina de máquinas e equipamentos de fabricantes italiana e asiática, era um dos mais movimentados na Argenplás, até porque abrigava uma das raras máquinas em operação. Mas não só por isso. A injetora Sound Cocchiola SE-160 operava com um manipulador Dal Maschio, o que sempre acaba chamando a atenção. “Sim, o robô é um atrativo a mais, além de ser o único trabalhando por aqui”, comentou Juan Cocchiola, diretor da empresa.

Hidráulica, a injetora tem força de fechamento de 160 t e consome, segundo seu diretor, 40% de energia a menos do que um modelo hidráulico. A Sound Cocchiola também contava com a tecnologia de impressão inmould-labelling (IML). “A peça já sai da máquina pronta”, destacou o diretor. A rotulagem no molde, IML, é uma técnica na qual a resina é injetada, e incorpora o rótulo dentro da máquina, de onde a peça sai pronta para o envase.

O modelo agradou. No segundo dia de feira, duas máquinas foram vendidas: uma para o Paraguai e outra para o Chile. “A feira está pequena, mas temos boa visitação, principalmente, de paraguaios, chilenos, argentinos e uruguaios”, afirmou Cocchiola.

Plástico, Juan Cocchiola, diretor, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Cocchiola fez questão de colocar em funcionamento o modelo hidráulico SE-160 acoplado com manipulador

A representante argentina Nesher exibiu injetoras da chinesa Haitian. Uma delas era a MA 1600 Mars 600, com força de fechamento de 160 t, e ali acoplada a um manipulador. A série Mars é hidráulica e conta com o diferencial de gerar economia de energia, que pode chegar até 80%, se comparada a uma máquina hidráulica convencional. Também exposta estava a Tianjian PL 860 – Pluto 260 J. O modelo tem força de fechamento de 86 t. Na Argentina, a fabricante possui mais de 1.000 máquinas instaladas, resultado de doze anos de representação local.

Tubos e compostos – Para o mercado de extrusão a Battenfeld-Cincinnati apostou em uma linha que considera ideal para o transformador argentino: a monorrosca LeanEx60. Trata-se de uma máquina para a produção de tubos corrugados de PP. Com capacidade para fabricar 190 kg/hora, o modelo, fabricado na China, sobressai por ser competitivo em relação ao preço. “É uma solução técnica para o fabricante de pequeno porte”, relatou Flavio Ribeiro da Silva, diretor de vendas para América Latina. Em três dias de feira, um modelo foi vendido para o Uruguai.

A companhia também promoveu as extrusoras solEX (L/D40), monorroscas para extrusão de tubos de PP e de PEAD, com produções de até 2.200 kg/h, e a série twinEX (L/D34), com roscas duplas paralelas para a extrusão de perfis de PVC com capacidade para até 1.000 kg/h, e para a produção de tubos de PVC, até 1.700 kg/h. As duas linhas já foram apresentadas em outras feiras internacionais, mas sua relevância se mantém, sobretudo por conta do seu conceito de redução do consumo energético. Segundo Silva, em relação às máquinas tradicionais, a economia de energia promovida por essas extrusoras é da ordem de 15%.

A exposição se revelou ainda uma oportunidade para demonstrar sua nova estrutura ao mercado argentino. Em abril de 2010 a empresa surgiu com a união entre Battenfeld Extrusionstechnik (Alemanha) e Cincinnati Extrusion (Áustria). No passado, a companhia era representada na América Latina pela Ferrostaal, mas, em 2011, em comum acordo, ambas as empresas decidiram encerrar a parceria. Agora há um novo gerente regional de vendas para Argentina, Uruguai e Chile.

A participação do KraussMaffei Group do Brasil, no segmento de extrusão, foi para marcar presença. Até por isso também não tinha máquinas em seu estande, nem tão pouco uma ampla divulgação de seus modelos. “A ideia nesta feira não foi de apresentar algum produto novo”, comentou.Bruno Sommer,  gerente de extrusão para a América Latina. Mas mesmo assim Sommer participou de várias reuniões com os visitantes. Para o mercado de tubos, ele diagnosticou uma grande carência por novas e melhores tecnologias. “Consultas apareceram, porém neste momento fica difícil concretizar algum negócio devido à situação da importação na Argentina”, relatou. Aliás, o gerente ressaltou que queria deixar claro ao público que a companhia possui um representante local e que continua apostando no potencial do mercado argentino. “Acreditamos que esta situação é passageira. Provavelmente voltaremos, sim, a expor na Argenplás”, concluiu.

No estande de sua representante local, a Simko, a alemã Coperion divulgou a nova versão MC 18, da linha de extrusoras dupla rosca corrotantes para compostos ZSK. Produzida na Alemanha, ela traz como novidade o seu torque, que foi aumentado para 18 Nm/cm³. “Essa é a máquina com maior torque disponível no mercado mundial”, destacou o gerente de vendas Marcelo Albernaz.

Segundo ele, a máquina ficou mais robusta, com coeficiente de segurança mais alto e maior vida útil. “Para materiais duros e plásticos de engenharia, o modelo consegue produzir 30% a mais, com o novo torque”, completou. Por exemplo, para compostos de PA, uma máquina pequena, como a de 70 mm, pode produzir até 3 toneladas/ hora. A versão antiga chegava no máximo a 2,4 t/h.

Outra inovação apresentada na feira era um dispositivo feito para alimentação de pó fino na máquina. Segundo Albernaz, trata-se de um sistema que consegue criar um vácuo no processo, triplicando assim o percentual de alimentação, principalmente, no caso de talcos. “Esse sistema foi desenvolvido para atender o mercado automobilístico, que pede soluções para utilizar talcos cada vez mais finos”, afirmou.

Sopro– De origem italiana, a Magic MP é mais conhecida por suas linhas elétricas, mas levou para operar no seu estande a IBL5/D, uma sopradora híbrida, com mesa dupla, para produção de frascos de cinco litros. No local, fazia 450 peças por hora. A máquina foi desenvolvida em 2005, no entanto, sofreu modificações ao longo dos anos; as mudanças

Plástico, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Sopradora produziu durante o evento 450 peças/hora

mais recentes são alusivas às melhorias na parte eletrônica. O modelo é para ciclos curtos e consome 55 kW por hora. Na ocasião, a máquina operava em linha com um moinho da Tria, fabricante também italiana, mas com filial brasileira (em VinhedoSP). O periférico apresenta baixo consumo de energia e conta com câmara de moagem resistente à abrasão, entre outras características.

Indicada para o transformador de médio e pequeno porte (ou seja, bem o perfil do argentino), a sopradora da Magic se configura como uma das mais vendidas no país. No parque industrial da Argentina são cerca de 70 máquinas instaladas da fabricante italiana. No Brasil, a empresa passou a atuar no ano passado, com um representante local. Desde então, foram comercializadas sete máquinas, todas elétricas. De acordo com Francisco Scola, gerente de vendas da Magic, até o final do ano, a previsão é de

Plástico, Roberto Guazzelli, gerente regional de vendas, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Roberto Guazzelli visava à aproximação com o transformador argentino

entregar mais quatro modelos.

A participação da Nissei ASB Sudamerica foi institucional. Sem máquina no estande, o gerente regional de vendas, Roberto Guazzelli, ali estava para reforçar a boa relação da empresa com o mercado argentino. No ano passado, a Argentina respondeu por entre 10% e 15% das vendas relativas à América do Sul. O Brasil foi responsável por algo em torno de 60%. “Com a barreira de importação do governo argentino, que vem a longo prazo, mas se intensificou há seis meses, a tendência é que haja um aumento da produção local”, disse Guazzelli.

Na ocasião, falou da ASB 50MB, a máquina mais vendida da fabricante na Argentina. Versátil, o modelo atende às exigências do transformador iniciante. “Serve para começar uma produção”, comentou. Segundo ele, o modelo oferece uma ótima relação custo/ benefício, troca rápida de molde e versatilidade. Com até seis cavidades de injeção e seis de sopro, produz desde 10 ml até 2,5 litros.

A sopradora UK 20/6 EP estava funcionando no estande da fabricante argentina Unopack. O modelo é um lançamento e foi desenvolvido para o mercado local. Capaz de produzir 800 garrafões de cinco litros por hora ou 2.200 frascos de dois litros por hora de PET, a máquina se pauta no seu alto grau de automatização, mas o ponto alto é a sua versatilidade, já que produz garrafões e garrafas.

No ano passado, a empresa vendeu 18 máquinas, e só neste primeiro semestre já comercializou oito. “Temos boas expectativas, apesar de o transformador argentino estar com um pouco de receio de investir”, disse Diego Moyano, engenheiro da Unopack. Para ele, esta edição da feira foi prejudicada justamente pela situação do país. “A Argenplás está apagada, por causa do momento de incertezas, vejo muita inflação.” A Unopack fabrica máquinas de sopro para garrafas PET, mas também para PE e para PVC. Com unidade em Buenos Aires, a empresa produz também pré-formas, em planta instalada no Uruguai.

Plástico, Diego Moyano, engenheiro da Unopack, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Diego Moyano: projetada para o mercado local, sopradora é versátil e conta com alto grau de automação

Matéria-prima – Se o espaço reservado às máquinas na exposição já era pequeno, nem se fala da área voltada às matérias-primas. “A conjuntura aqui está complicada. Nós só viemos por causa da tradição, temos mais de 75 anos no mercado argentino”, explicou o engenheiro Javier Barilatti, especialista em marketing da DuPont Performance Polymers. O foco da companhia era a indústria automotiva, com a promoção das poliamidas Zytel Plus e Zytel HTN. “Na Argentina a produção de automóveis é de 800 mil unidades por ano. É um mercado importante”, ressaltou.

Ele enfatizou o desempenho da Zytel HTN em temperaturas elevadas. “Em aplicações em que é reforçada com fibra de vidro, suporta até 300ºC”, disse. A resina pode incorporar sistemas de resfriamento de motores, carcaças de

Plástico, Javier Barilatti, engenheiro Javier Barilatti, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Javier Barilatti: promoveu poliamidas para o mercado de automóveis

termostatos e bombas d’água, além de poder ser usada em conectores e bobinas, entre outras aplicações.

Para destacar as propriedades da Zytel Plus, Fernando Gabarain, gerente técnico regional da DuPont, proferiu uma palestra em auditório localizado no Costa Salguero. Na ocasião, discorreu sobre seus pontos fortes, como a capacidade de manter a dureza, mesmo se submetida à temperatura de 210°C. “A linha mantém suas propriedades mecânicas até duas vezes mais do que os materiais atuais, e, além disso, tem excelente processabilidade e aparência”, disse. Trata-se da nova família de produtos baseados na tecnologia Shield, que possibilita o processamento de peças 10% mais leves, o que garante, em teoria, ciclos mais curtos também na ordem de 10%. Outro benefício é sua capacidade de ampliar a vida útil de componentes termoplásticos expostos ao calor, cloreto de cálcio, fluido de arrefecimento automotivo e outros produtos químicos agressivos.

A Eastman estava no estande do distribuidor local, Santa Rosa, para mostrar seu copoliéster Tritan. O brilho, a transparência e a alta resistência mecânica eram alguns dos atributos apontados. Um dos diferenciais é a resistência à alta temperatura. “Tínhamos um gap, precisávamos de uma resina que suportasse temperaturas acima de 70ºC”, comentou Rogério Assad Dias, gerente de marketing e comunicação da Eastman na América Latina.

Desde o lançamento do Tritan (em 2007, no Brasil; na Argentina chegou dois anos depois), a companhia vem explorando um leque variado de aplicações. De artigos domésticos e eletrodomésticos ao uso em chapas extrudadas, o produto se pauta na sua flexibilidade em relação ao design. “É um material fácil de trabalhar que permite explorar as muitas possibilidades de criação, e, além disso, não requer alto investimento em troca de ferramental, só mesmo em ajustes no molde”, comenta Gabriel Crosta, gerente de vendas da Eastman.

Um destaque ali na exposição era a garrafa de água eco-friendly Kor One. Desenvolvido pelo designer Ravi Sawhney, o produto ficou conhecido mundialmente por aparecer no filme “O Homem de Ferro 2”. Segundo testes feitos pelo fabricante, o vasilhame mostrou resistir a 500 lavagens sem algum dano visível – o policarbonato suportaria trinta lavadas. “O Tritan também tem melhor resistência química a detergentes e produtos para lavar louça”, comparou Crosta.

No estande estavam ainda as mamadeiras da empresa brasileira Lolly, feitas com o Tritan. Segundo a fabricante, o copoliéster atende às necessidades do mercado de puericultura, por proporcionar transparência, resistência e, sobretudo, por ser fabricado sem bisfenol A (BPA). Outro benefício dá conta da leveza. O peso da peça sofreu redução entre 2% e 3%, em comparação ao policarbonato, resina utilizada na sua fabricação antes da substituição.

Plástico, Rogério Assad Dias, gerente de marketing e comunicação da Eastman na América Latina, Argenplás - Em meio a cenário político controverso exposição diminui de tamanho, mas se mantém como importante plataforma de negócios
Rogério Assad Dias mostrou aos visitantes a garrafa para água Kor One feita com o copoliéster Tritan

Compostos e masters – O movimento no estande da fabricante brasileira Karina era constante. O maior interesse se deu por conta dos novos compostos não-halogenados para condutores elétricos e dos masterbatches. Do portfólio, a empresa deu atenção especial aos compostos poliolefínicos Karintox e Karinpex, ambos para o mercado de fios e cabos elétricos. O Karintox, por exemplo, apresenta uma composição (base de E A) capaz de eliminar menos acidez em caso de queima, além de emitir pouca fumaça e fuligem em razão da liberação de água.

Tatiana A. G. do Nascimento, responsável pelo marketing e comunicação da Karina, fez questão de mencionar o interesse da companhia no mercado argentino. Apesar das licenças não automáticas impostas pelo governo de Cristina Kirchner, a venda dos compostos se manteve. “Burocratizou, mas não impediu”, observou. Ela destacou que o país é um grande parceiro comercial. “Esperamos que no curto e no médio prazo seja possível voltar a operar normalmente com esse país”, finalizou.

A segunda maior fabricante de masterbatch, composto e aditivo da Argentina, a Julio Garcia y Hijos, promoveu durante a Argenplás masters específicos para a indústria de fios de polietileno e P C, e compostos de elastômeros para aplicações especiais, como o efeito soft-touch, utilizado em escovas de dente. Também divulgou as linhas de masterbatch com fragrância e de produtos oxibiodegradáveis.

Aliás, um dos focos era mostrar que a fabricante está apta a oferecer soluções amigas do ambiente, por isso exibiu ainda masters compatíveis com biopolímeros e compostos livres de halogênios e metais pesados. Com duas plantas situadas na Província de Buenos Aires, a fabricante foi a primeira empresa de masterbatch da Argentina a certificar seu sistema de controle ambiental sob a norma ISO 14001:1996.

A norte-americana Ampacet esteve na exposição por meio de seu distribuidor local, a AIQ, empresa que há doze anos vende seus produtos na Argentina. Apesar de não levar novidades para a feira, Jorge Degrossi, engenheiro químico responsável pela AIQ, fez questão de marcar presença, para reforçar a confiança da Ampacet no país. A companhia possui fábrica na Argentina, onde seu principal mercado é o de masterbatches branco e preto. “Nós nos dedicamos a grandes volumes”, comentou Degrossi.

Na área de aditivos, a Great Lakes Solutions divulgou sua linha Emerald de retardantes de chamas. O Emerald 3000 é um aditivo brominado, de alto peso molecular, desenvolvido como um substituto ao hexabromociclododecano (HBCD) para produtos de espuma de poliestireno expandido (EPS) e poliestireno extrudado (XPS). Já o Emerald 1000, aditivo à base de bromo, é designado para ser usado no lugar do decabromodifenil éter e do decabromodifenil etano, entre outros.

A empresa também aproveitou a ocasião para mostrar ao público os benefícios do Emerald NH-1. Esse retardante de chama se destaca por ser isento de halogênio para espumas flexíveis de PU em aplicações automotivas e moveleiras. Segundo a fabricante, suas emissões são baixas, permite aspersão em bloco de espumas e demonstra resistência superior a manchas (scorch) para uma espuma consistente e mais leve.

 

[box_light]

Radiografia da Indústria Argentina

Independentemente das medidas adotadas pela presidente Cristina Kirchner para proteger o mercado local, a indústria argentina da transformação do plástico sinaliza um novo tempo. Após dois anos (2008 e 2009) amargando um declínio derradeiro, em 2011 o setor voltou a crescer, e em relação ao ano anterior avançou 8,7%, segundo dados divulgados pela Câmara Argentina da Indústria Plástica (Caip).

No mesmo ano de comparação, a produção da transformação aumentou 7,3%. A importação subiu 11,9%, China (32%), Brasil (22,4%) e Chile (9,2%) foram seus principais alvos, nessa ordem. A queda se deu na taxa de exportação (-1,6%). Em volume, o país vendeu para o exterior cerca de 154 mil toneladas. O Brasil (41,1%) liderou a lista dos maiores consumidores. Em seguida, vieram Chile (14,3%) e Uruguai (14%).

A indústria argentina consumiu 1,75 milhão de toneladas de resinas em 2011. Desse volume, cerca de 900 mil t representaram as importações, e pouco mais de 500 mil t, as exportações. Os polietilenos são os polímeros de maior consumo (39,8%). Em seguida estão: o PP (16,4%), o PET (11,9%), o PVC (8,5%) e o PS (3,9%).

Os bens de capital também estiveram em evidência. No ano passado, a indústria investiu 16,6% a mais do que em 2010. Desse total, metade se destinou às máquinas. As injetoras absorveram 29,9%; as sopradoras, 22,3%; e as extrusoras, 18,6%. O restante do montante investido se dividiu entre as termoformadoras (5,3%) e as outras máquinas e equipamentos.

Os transformadores argentinos compraram mais da China (21,3%). Em seguida, a preferência foi pela Alemanha (20,7%) e Itália (18,3%). O Brasil amargou a oitava posição – absorveu menos de 4% dos investimentos argentinos em máquinas. Em relação aos moldes e matrizes, a China também esteve na dianteira; o Brasil veio depois.

Esses números ainda mantêm a Argentina como líder no consumo per capita entre os países da América Latina. Cada habitante consome 43,2 quilos de plástico por ano. No Brasil, o índice é de 30 kg/h, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

[/box_light]

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios