Feiras e Eventos

Argenplás 2008 – Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

Fernando C. de Castro
13 de abril de 2008
    -(reset)+

    Plástico Moderno, Márcio Amorim, gerente de vendas, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Amorim destacou linha de sopro

    “Os argentinos terão crise de energia no inverno e conseguimos fazer nossos clientes entenderem que uma máquina mais produtiva com menos consumo de energia pode ser o diferencial entre o sucesso e a crise”, complementou Zanetti. Assim como a Pavan Zanetti, o representante argentino das sopradoras brasileiras passou a revender as injetoras Tederik, provenientes da China. Segundo Newton Zanetti, nesse negócio sua empresa não participa. Apenas atuou como intermediária entre o fabricante e o representante para facilitar o negócio. “Nós confiamos na qualidade do equipamento, vendemos no Brasil e ajudamos nosso parceiro argentino a criar alternativas para melhorar suas vendas”, justificou Zanetti.

    Plástico Moderno, Rodrigo Portes, gerente-geral de vendas da Carnevalli, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Portes apresentou a Polaris 2100

    Para a Romi, de Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, a Argenplás serviu para divulgar as sopradoras fabricadas pela empresa após comprar a J.A.C. Além disso, a Romi conta com cem injetoras instaladas no país. Conforme o gerente de vendas Márcio Amorim, é um mercado antigo, no qual a firma manteve em tempos passados uma filial com assistência técnica residente.

    Extrusoras – Rodrigo Portes, gerente-geral de vendas da Carnevalli, garante que as extrusoras da empresa são marca líder na Argentina e calcula ter 80 máquinas instaladas naquele país. Com isso, a Carnevalli considera os transformadores locais um público importantíssimo.

    O modelo exposto chegou à Argenplás na esteira do momento favorável e devidamente vendido, na configuração Polaris 2100 com 75 milímetros de diâmetro de rosca para a produção de filme de polietileno de alta densidade, destinado a embalagens flexíveis.

    No entendimento de Portes, o evento é um ponto de encontro importante por promover o contato com os transformadores que formam a cadeia produtiva do plástico da América Latina. É mais um atrativo também aos industriais do Chile e do Uruguai que visitam a Argenplás. “Chegar à feira com uma máquina vendida é um sinalizador de que o mercado argentino em 2008 até meados de 2009 estará com características típicas de um mercado comprador”, projetou Portes.

    Plástico Moderno, Oscar Rocha Martinez, gerente de exportações para a América Latina, da Rulli Standard, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Martinez: Rulli se beneficiou de bom momento argentino

    Oscar Rocha Martinez, gerente de exportações para a América Latina, da Rulli Standard, informou que a extrusora exposta havia sido vendida para um transformador de Manaus, uma EF 70 milímetros de uma rosca com ciclo de 60 hertz. Antes mesmo da realização da Argenplás, a Rulli Standard aproveitou o aquecido mercado argentino e colocou no país uma extrusora de chapas de última geração, capaz de processar poliestireno e polipropileno para termoformagem. O comprador foi a American Plastics, filial argentina da Dixie Toga. Há um mercado potencial para essas máquinas com capacidade de processar duas resinas distintas. A Rulli Standard tem aproximadamente 50 extrusoras com a sua grife no mercado argentino. São máquinas sofisticadas de alto valor agregado, voltadas especialmente à atividade de co-extrusão. Assim como ocorre com a Carnevalli, a Argentina é o mercado de exportação número um da empresa.

    Plástico Moderno, Altemir Costa, gerente de vendas da Ciola, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Segundo Costa, presença do público foi escassa

    Por outro lado, o gerente de vendas da Ciola, Altemir Costa, criticou a Argenplás. Considerou a feira fraca em movimento de público. Lembrou que a empresa tem hoje ótimas soluções em co-extrusão de polipropileno com polietileno, mas lamentou “a presença tímida de visitantes ao estande”. Em sua opinião, o bloqueio das estradas por agricultores em disputa política com a presidente Cristina Kirchner desencorajou centenas de transformadores de regiões industriais fortes da Argentina, como Rosário, Córdoba e Missiones a viajar até a capital portenha.

    De qualquer modo, como a Ciola tem presença consolidada no mercado argentino, Costa confia que receberá encomendas nos próximos meses: “Aqui eles têm duas alternativas: investem ou investem”, descontraiu. Há uma terceira opção: “ou param de produzir”, advertiu. Costa salientou que a Ciola atende a qualquer mercado e oferece extrusoras de uma, duas ou três roscas, capazes de compatibilizar polietileno e polipropileno em filmes multicamadas, processos que se tornaram plenamente viáveis com o surgimento das resinas metalocênicas hoje totalmente disseminadas na América Latina.

    No estande da Eurovitti do Brasil, a novidade era uma miniextrusora de pouco mais de 60 centímetros de comprimento por 30 de altura e uns 20 de largura. Foi desenvolvida para um cliente fabricante de compostos que precisa realizar simulações de laboratório. A máquina já é oferecida em linha desde o ano passado e a empresa vendeu dez unidades do gênero desde o lançamento. A miniatura vem da Itália com estrutura toda em inox e pode ter configuração de uma ou duas roscas na cavidade de extrusão. Em breve, o produto sairá da linha de montagem da Eurovitti em São Paulo.

    Plástico Moderno, Argenplás 2008 - Exposição cresce e confirma retomada da indústria argentina

    Eurovitti do Brasil expôs extrusora em miniatura

    Na área de extrusão, a estrela da festa ficou a cargo da firma italiana Macchi, que apresentou um sistema de co-extrusão blown film denominado flex 3.3, capaz de processar filmes multicamadas em polietileno. Tem condições ainda de operar com poliestireno, polipropileno e EVA. O equipamento chamou atenção pelo alto nível de automação e produtividade. A rotomoldagem made in Brazil esteve representada no estande coletivo da Abimaq/Apex. O gerente Carlos Andrade disse que a empresa está em fase de prospecção no mercado argentino, sendo que era a quarta participação na Argenplás. “As três últimas edições ocorreram num contexto de economia capenga”, criticou Andrade. Ele confia em começar a vender no mercado argentino por conta da necessidade de modernização do parque de rotomoldagem.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *