Plástico

Análise de Cores do Ponto de Vista Industrial – Artigo Técnico

Plastico Moderno
26 de maio de 2020
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    Plástico Moderno - Análise de Cores do Ponto de Vista Industrial

    Análise de Cores do Ponto de Vista Industrial

    A cor para o setor industrial é um dos primeiros parâmetros de qualidade a ser observado, pois pode atrair ou afastar o consumidor.

    Pesquisas realizadas no mercado indicam que os primeiros 10 segundos são o tempo que o ser humano tem para o encantamento pela cor na exibição do produto; 70% é a taxa de escolha pela cor e 65% da rejeição por problemas na cor. Esses dados explicam o crescimento das exigências por repetibilidade e reprodutibilidade de cores no processo fabril.

    Para atender à demanda por qualidade do produto e favorecer a comercialização, e levando-se em conta que o setor industrial que é amplo e diversificado (tintas, revestimentos, plásticos, alimentício, cosmético, farmacêutico, couros, têxtil, automotivo, embalagens, produtos eletrônicos, eletro portáteis, eletrodomésticos, matérias-primas, etc.), existem Normas e procedimentos Internacionais, Nacionais, Globais ou do grupo empresarial para o controle e garantia da qualidade de seus produtos.

    Os padrões de cores e desvios permitidos no processo estão baseados nos tipos de aplicações dos produtos – se são peças avulsas, componentes ou complementares, ou mesmo se estarão expostos em separado ou em conjunto. A aceitação da visão humana para peças únicas é maior do que a percepção para peças contíguas. Em uma peça de vestuário, por exemplo, se alguma das partes para sua confecção apresentar pequena variação de cor, ela será percebida com facilidade. O mesmo se dá com brinquedos, produtos eletrônicos ou eletroportáteis com múltiplas partes, ou com os componentes de um automóvel como para-choques, retrovisor, portinhola do combustível, geralmente peças plásticas anexadas à estrutura metálica do carro.

    Resumindo, há situações em que o grau de exigência é muito maior e o processo fabril opera com as tolerâncias para desvios baixas, de acordo com as especificações de seus clientes ou tipo de produto.

    Diretivas – As análises de cores no setor industrial seguem as diretivas da CIE (Comissão Internacional de Iluminação) que pesquisa e desenvolve a ciência das cores e outros órgãos.

    A Publicação CIE Technical Report 015:2018 – Colorimetry, 4th Edition, traz novidades; ficam obsoletos o Iluminante/Fonte C e nomenclatura B, bem como ficam obsoletas as fórmulas para cálculo de tolerâncias CIE94 e DIN99 (substituídas pela CIE2000); ficam obsoletos ainda o Diagrama UCS 1964 e cálculos de comprimento de onda dominante e pureza, que são utilizados em alguns procedimentos.

    Por outro lado, foi lançada a série de iluminantes na tecnologia LED. Ao todo, são nove tipos de iluminantes referentes a quatro tecnologias.

    Matérias-primas – No setor industrial é importante o controle da cor das matérias-primas, tanto para quem as fornece, como para quem as recebe. Isto porque variações em pigmentos, cargas, resinas, aditivos, podem afetar o resultado final esperado, motivo pelo qual há um aumento da demanda por qualidade assegurada.

    No contexto de demanda por redução de custos através do uso de materiais alternativos e contratipagem, as avaliações de cor são tão importantes quanto as qualidades físicas e químicas do material.

    Para pigmentos e corantes, deve-se considerar cor e poder tintorial – ou seja, apenas o Color Index não é parâmetro para indicação de similaridade. Características de incorporação nas formulações, dispersão, estabilidade, facilidade de moagem, resistência, etc., são parâmetros que devem ser avaliados ao se buscar alternativas.

    Não é difícil de se encontrar quem considere apenas custo/kg em algumas definições de matérias-primas alternativas, porém, na química isso não é tão simples assim. No tocante à cor, por exemplo, trocar um amarelo por outro, ou um vermelho por outro, sem se considerar tonalidade, subtom, poder tintorial, resistência e compatibilidade, torna provável a necessidade de reformular grande parte das formulações existentes e possivelmente será preciso alterar seu gama de produção de cores podendo, até, não conseguir reproduzir aquelas que saíram do alcance do novo gama com o novo pigmento.



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